Partidos de centro-esquerda se unem contra parlamentarismo e ameaças da direita


Foto: Eny Miranda-Divulgação
 
Jornal GGN – Os partidos PT, PCdoB, PSB e PDT decidiram se juntar para fortalecer as eleições gerais de 2018. Sob o lema “eleições livres e democráticas”, as siglas de esquerda e centro começam a se reunir no fim deste mês para definir as frentes de atuação. Os partidos devem se preparar, ainda que com lançamentos de pré-candidatos independentes, de forma conjunta para algumas iniciativas das eleições de 2018. 
 
PT com Lula, PDT com Ciro Gomes, PCdoB com Manuela d’Àvila e PSB ainda sem nome definido, a preocupação é de que o governo de Michel Temer inicie tratativas, nos diferentes Poderes, desde o Executivo até o Judiciário, para manter nomes do grupo PMDB-PSDB na gestão do país. A preocupação é, sobretudo, de medidas para a instalação de um semiparlamentarismo ou semipresidencialismo.
 
A informação foi divulgada pelo jornalista Raymundo Costa, do Valor, na reportagem “Siglas lançam frente de centro-esquerda“. De acordo com a matéria, a própria atuação do TRF 4ª Região, de aumentar as penas aplicadas pelo juiz da primeira instância Sérgio moro ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto fez soar o alarme no PT.
 
“O PT teme que, diante da liderança de Lula nas pesquisas, a centro-direita, comandada pelo Planalto, possa tentar soluções como a implantação de um semiparlamentarismo ou semipresidencialismo a fim de evitar a volta de Lula. Apesar de os temores parecerem drásticos, na visão dos partidos de centro-esquerda, “quem faz um golpe, faz dois”, assim pontuou a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann.
 
Já para o presidente do PSB, Carlos Siqueira, a direita atuante hoje no Poder ter “formas mais sofisticadas” para tentar permanecer no comando do país, como a construção de uma ampla candidatura de centro, ao se sentir ameaçada pelos baixos índices de popularidade da gestão de Michel Temer.
 
Uma primeira reunião já foi marcada para o dia 28 de novembro e será realizada na sede Fundação João Mangabeira, vinculada ao PSB. Para o PT, um dos principais partidos interessados na possibilidade de o ex-presidente Lula se candidatar sem ameaças, sejam jurídicas ou do governo atual, são três os recados que o partido quer dar: de que não está isolado e de que não dialoga com a centro-direita. 
 
 

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