PSDB é obrigado a mudar de postura e negociar apoio a projetos do governo

Jornal GGN – Após 11 meses de oposição ferrenha ao governo Dilma Rousseff (PT), mesmo quando os projetos são essenciais para a recuperação da economia, o PSDB agora admite negociações pontuais para não passar para a história como o partido que, nas palavras da presidente, apostou até o fim no “quanto pior, melhor”.

À Folha desta quinta (12), o presidente nacional da legenda, Aécio Neves – que teria conversado sobre a necessidade de uma trégua em alguns temas com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner – adtmiu que o partido adotará uma agenda mínima para destravar temas importantes para o Planalto.

“Não vamos fazer o que o PT fez com a gente”, afirmou Aécio, segundo a Folha. “Não acredito que esse governo tenha capacidade de retomar o crescimento da economia, mas não seremos nós a agravar o caos em que o PT mergulhou o Brasil”, acrescentou.

Os tucanos se recusam, ainda, a apoiar a aprovação da repatriação de recursos do exterior e a recriação da CPMF. De acordo com o jornal, eles avaliam que o governo escolheu “o pior momento” para apresentar os dois projetos e dizem que ambos vão na contramão da agenda programática do PSDB.

Mas, “pressionados por setores do mercado financeiro e por parte de seu eleitorado”, o PSDB aceitou a aprovação da DRU (Desvinculação de Receitas da União) e estão negociando apoio “em peso” pela manutenção dos vetos de Dilma à chamada pauta-bomba – cujas medidas, se aprovadas, podem elevar em até R$ 63 bilhões os gastos públicos.

Segundo a Folha, quem também ajudou no diálogo entre governo e tucanos foi o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT), “tem mantido contato permanente com Aécio e José Serra (PSDB), por exemplo.”

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