O Trade-off Eleitoral do PT

Enviado por Ricardo Pereira

Do blog Cidadania & Cultura

Trade-Off Eleitoral do PT e o Esgotamento do Centro Político

bandeira-PT

Conheci Carlos Henrique Santana (INCT/ TU Darmstadt) quando ele defendeu excelente tese — Tese Carlos Santana – IESP-UERJ – Brasil e Índia (click para download). Fui convidado a participar da banca julgadora.

Mantivemos contato. Enviou-me um texto ainda inédito, “saindo-do-forno”, sobre o momento político. Permitiu-me publicar aqui os tópicos ainda em versão preliminar. Como em todos seus trabalhos que li, seu texto está muito bom, fluente e abrangente. Sai do lugar-comum dos cronistas da imprensa brasileira, pois é analítico e não de “denúncia”.

Naturalmente, sempre que leio cientistas políticos, gosto mais da análise política do que da econômica. Talvez isso seja por desconfiar do que beira o “economicismo“: buscar determinações diretas da economia para a política. Porém, ele toma o cuidado de expor muito bem uma série de outros condicionantes da política.

Eu acrescentaria, na conjuntura semestral, a repercussão da própria dinâmica da eleição do ano passado: como a Dilma “virou o jogo” duas vezes contra a oposição, no primeiro turno contra a Marina e no segundo contra o Aécio, os adversários não engoliram o resultado final até hoje: chegam a denunciá-la por “propaganda falsa”! Só rindo…

Leiam sua Introdução abaixo.

“A pesquisa divulgada pelo Ibope logo após as eleições indicava que 46% da sociedade brasileira considerava o governo da presidente Dilma ótimo ou bom. Cinco meses depois, o mesmo instituto apontava que esse índice havia despencado para 12%. Inversamente, os que consideravam o governo ruim ou péssimo estavam em 23% e, cinco meses depois, esse número foi catapultado para 64%. Esses são números que impõem ao PT e à presidente que lidera a coalizão um sério desafio à sua governabilidade. Uma das perguntas cruciais para avaliar o atual cenário tem sido qual a principal causa que motivou esse rápido deslocamento da opinião pública acerca de um governo que não completou os primeiros seis meses do seu segundo mandato?

Há pelo menos dois diagnósticos de curto prazo indicando que se trata de episódio de fôlego passageiro. De um lado, o impacto da sucessão de escândalos na Petrobras e sua dramatização diária pelos canais de comunicação. De outro, o abandono da plataforma de política econômica que o governo defendeu durante a campanha eleitoral e a incorporação de uma agenda de contração fiscal e juros altos.

Nas duas perspectivas está implícito a suposição de que, à medida que os escândalos forem se sedimentando no procedimentalismo judicial e se esgotarem os fatos novos, essa pauta tende a perder fôlego, esvaziando o efeito dramático que corrói a popularidade do   governo. Ao mesmo tempo, o próprio governo aposta que, à medida que a coordenação política ganhar maior afinação e for capaz de melhorar a cooperação com Congresso, será possível estabelecer uma agenda positiva que passará a equilibrar a avalanche que fatos negativos.

Leia também:  O pavio curto de Ciro, por Joel Lima

Há uma série de motivos conjunturais para duvidar que, por inércia, o governo tende a médio prazo recuperar a legitimidade perdida na opinião pública. Os desdobramentos das políticas de contração fiscal ainda não atingiram a capilaridade social com toda força. A elevação expressiva da taxa de juros, a desmontagem dos mecanismos de subsídio e desoneração tributária, além da restrição de direitos trabalhistas, que oneravam os cofres públicos, ainda devem levar algum tempo para devastar os principais indicadores de bem-estar econômico, como emprego e renda.

Por outro lado, o ativismo político do judiciário, dramatizando a sucessão de escândalos que envolvem uma das principais cadeias de investimento da economia, infra-estrutura de energia e transporte, promete atravancar a agenda de projetos em curso, por meio da criminalização não apenas das pessoas envolvidas em suborno, como também das empresas. Essa é uma cadeia da economia que responde por mais 10% do PIB. Os impactos econômicos desses dois eventos no longo prazo não podem ser desprezados.

Para além das explicações conjunturais do rápido esgotamento da legitimidade do governo Dilma, é necessário investir numa análise que procure avaliar os contornos de longo prazo da estratégia política adotada pelo Partido dos Trabalhadores para obter a maioria eleitoral e se essa estratégia estaria sofrendo uma oscilação conjuntural ou se se trata de um colapso do modelo. A literatura de economia política reconhece amplamente que os indicadores de bem-estar econômico são cruciais para garantir a governabilidade das coalizões e sucesso nas eleições. A administração do governo Lula se notabilizou porque foi capaz de fazer o que a literatura chamou de realinhamento eleitoral, ou seja, implementou um conjunto de políticas de proteção a renda e estímulo ao emprego que capturou uma fatia do eleitorado de baixa renda que votava historicamente nos partidos conservadores de direita (Singer 2012).[1]

A partir desse momento, o PT foi capaz de controlar o centro do espectro político, à medida em que diluiu a coerência da agenda do seu eleitorado histórico, formado pela classe média urbana e segmentos sindicalizados dos trabalhadores, e incorporou demandas do eleitorado desorganizado e à margem da formalização contratual das relações econômicas, ou o que a literatura tem chamado de subproletariado ou precariado (Standing 2013).[2]

Segundo a literatura, todo partido enfrenta um trade-off eleitoral para conquistar a maioria nas democracias eleitorais. O partido com ambições reais de vencer precisa mediar sua agenda com demandas que ultrapassem exigências de sua base social de origem. Como apontam Przeworski e Sprague, quando os partidos socialistas estendem seu apelo a pessoas não pertencentes ao operariado não podem mais representar os interesses que visam exclusivamente os bens públicos para os operários como classe, mas passam a representar apenas os interesses que os operários compartilham como indivíduos com outros segmentos não operários da sociedade.[3]

Como os autores estavam analisando a trajetória dos partidos socialistas na Europa, o fiel da balança eram as chamadas classes médias. No caso do Brasil, o fiel da balança precisava garantir não apenas a maioria dos votos, mas também a complacência das elites financeiras. Para isso, não foi à toa que o governo Lula adotou uma política bifronte que, de um lado, protegeu a renda do trabalho através de um mecanismo de elevação real do salário mínimo e rápida aceleração do consumo baseado no crédito e, de outro, adotava elevados superávit primário combinado com altas taxas de juros.

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Observando o cenário brasileiro, o que havia de comum entre a gigantesca parcela da população inserida no mercado de trabalho por relações contratuais precárias e os interesses econômicos do capital financeiro que pudesse servir de esteio para uma retórica de identidade política comum que mantivesse galvanizada uma maioria eleitoral? A consolidação de uma sociedade de consumo de massas, baseada numa fabulação em torno de uma “nova” classe média. Ou o que também podemos chamar de cidadão como consumidor.[4] Esse é o novo ator para o qual passou a se dirigir a retórica do PT e de suas principais lideranças, tal como Lula e Dilma.

O dilema apontado por Przeworski e Sprague (1989) pode ser aproveitado para o dilema político enfrentado atualmente pela presidente Dilma. Diante da possibilidade de esgotamento das condições macroeconômicas de sustentação desse pacto de interesses tão diverso, como o PT vai recompor sua expressão de identidade e representação?

Segundo o trade off, à medida que os partidos ampliam seu leque de apoios aumenta a dificuldade de recrutar e manter o suporte de sua base social de origem. A pergunta talvez seja: qual é o ponto de ruptura desse trade off quando o partido não consegue mais manter coesa sua coalizão e também não tem mais legitimidade para recuar e reordenar sua agenda originária?

Nesse artigo vou procurar indicar que a coalizão liderada por Dilma está bastante próximo desse ponto sem volta.

Em meados de 2011, o governo pareceu se inclinar para convergência das taxas de juros a patamares internacionais, mas logo se verificou que não havia uma coordenação política decidida em torno dessa agenda. Isso inviabilizou a margem de manobra fiscal que o governo poderia usar para garantir a coordenação de uma nova geração de políticas sociais mais ofensivas e universais, como aquelas na educação e saúde.

boom dos preços das commodities, que garantiu o fechamento das contas no período Lula e a margem de manobra para sustentar a política bifronte, se esgotou com arrefecimento da demanda global, em especial da China. Ao lado disso, ganhou força a agenda de políticas públicas correspondentes às demandas de infraestrutura urbana, a exemplo do abastecimento de água, transporte de massas, segurança pública, energia, ao lado das históricas necessidades de melhoria da educação e saúde.

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Contudo, essa agenda exige, de um lado, considerável esforço de coordenação política entre o governo federal e subnacionais e, de outro lado, uma margem de manobra fiscal e de crédito que se encontra contingenciada em decorrência da política monetária. Com reduzido apoio da opinião pública e com orçamento limitado, a margem de manobra política e fiscal se estreitou. E, finalmente, a precária coordenação inter-burocrática, em especial entre o judiciário e o executivo, transformou a agenda de políticas públicas num terreno de competição que tem ampliado significativamente seus custos de implementação.

Como garantir a sustentação da coalizão política num contexto de deterioração macroeconômica e corrosão profunda da coordenação interinstitucional? Paralelamente, a liderança governamental abdicou de um planejamento de comunicação profissional que esclareça à opinião pública suas iniciativas de políticas macroeconômicas e responda a campanha de desinformação que atravessa os sucessivos escândalos de suborno que atingem o sistema partidário indiscriminadamente.

Na esteira desses escândalos, o único alvo político da campanha de difamação é o PT, que está sob ameaça de proscrição ideológica e financeira do Lava quadro institucional brasileiro. Semelhante às multas bilionárias às empresas envolvidas na Lava Jato, cujo objetivo é impor sua falência, o Ministério Público planeja também estabelecer uma multa de até R$ 200 milhões ao Partido dos Trabalhadores, o que tornaria inviável sua manutenção.”

Continua amanhã.

[1] Andre Singer (2012) Os sentidos do lulismo: reforma gradual e pacto conservador. São Paulo, Cia. das Letras

[2] Guy Standing, O Precariado – a Nova Classe Perigosa, Autêntica Editora

[3] Przeworski, Adam e Sprague, John, A organização do proletariado em classe – o processo de formação das classes.Capitalismo e social-democracia. São Paulo, Cia das Letras, 1989

[4] Wolfgang Streeck, Citizens as Customers – Considerations on the New Politics of Consumption, New Left Review, n. 76, 2012

 

 

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13 comentários

  1. O sonho dos recalcados e sem votos é tornar real o Fora PT

    Semelhante às multas bilionárias às empresas envolvidas na Lava Jato, cujo objetivo é impor sua falência, o Ministério Público planeja também estabelecer uma multa de até R$ 200 milhões ao Partido dos Trabalhadores, o que tornaria inviável sua manutenção.”

    ——————————-

    Deixa eu vê se entendi: se o PT faz caixa 2 vai pra cadeia e o Psdb nào, o Azeredo tá de boa..,,..se o PT faz caixa 1 vai pra cadeia e o PSDB não, mesmo se sabendo eue os tucanos receberam das empresas da Lava Jato mais que o PT.  Como se isso não bastasse, querem varrer o PT do cenário político  nacional, pelos planos desse nefando sistema midiatico penal o partido será proscrito mediante a aplicaçào de uma multa impagável. E mais: desde 2005 o PT defende o fim do financiamento de empresas privadas mas, como ocoreu dias atras, foi derrotado pela dupla Gilmar Mendes-Cunha com direito a tucano esbravejando que se fossem proibidos de fazer caixa 1, ampliariam o já ampliado caixa 2,,…,,,..E dizem que vivemos numa democracia..,,,…como assim se uma parte da polpulação não pode votar em quem quer pq engomadinhos que nao levantam a bunda do sofá acham bom bem atender aos interesses do Psdb desta forma..,,e mais: gilmar Mendes, que não se farta de tudo politizar e partidarizar,  estará julgando o caso no STF e, como tal, não tem se furtado de revelar seu voto antes mesmo que o processo chegue às suas mãos o que, num pais sério, seria caso de impedimento.

    ..

    • mas, o pt sempre se definia como o partido oficial

      da ética, ñ é antiético usar o crime alheio como muleta?

    • É tudo isso e um pouco mais,

      mas enquanto globo/veja/fsp e asseclas, judiciário e psdb inclusive, lutam diariamente para destruir o PT, suas lideranças ainda acham bonito escrever na fsp, ser entrevistados por globo, aparecer nas paginas amarelas de veja.

      A meta de todos é destruir o PT, coloca-lo fora da lei. E vão conseguir com a ajuda das Marta Supplicy da vida. Mas…

      Mas como a politica tem horror ao vazio, será aberto um espaço para um partido ou agremiação de grupinhos, muito mais “a esquerda” que o PT, grupo esse que nascerá sabendo que globo/veja/fsp e asseclas, judiciário e psdb inclusive, só pensarão em destruí-los.

      Estamos na dinámica da Revolução Francesa lá por julho 1790. Vem mais.

  2. O “trade-off” do trade-off” do texto

    Olá debatedores, bom dia.

    O texto acima nos revela uma boa construção lógica feita pelo autor. Portanto, quanto isso, nada a acrescentar. Muito bom.

    Mas, para criar ainda mais consistência  “espiritual”, uma antitese  portanto,  escolhi dois momentos para analisá-lo, Vejamos.

     

    1 –  O Trade-off eleitoral do PT( título)

    2 -A consolidação de uma sociedade de consumo de massas, baseada numa fabulação em torno de uma “nova” classe média. Ou o que também podemos chamar de cidadão como consumidor.

    Vamos comentar estes dois pontos.

    Não achei feliz a escolha do título. A uma , porque nos remete a um pensamento econômico do tal de custo de oportunidade.( eu sei, não é só econômico mas é também econômico).Em suma, é o custo que se tem quando se escolhe uma coisa e não outra. 

    A duas, pergunta-se: ora, e o devir? E o vir a ser? E a transformação? Ora, é bastante razoável pensar que não há um momento de “trade-off”. Há sim uma sucessão de acontecimentos não previsíveis. Há, no mínimo,  um “processo” hegeliano em constante andamento e a sugestão de um certo “custo de oportunidade” nos leva a pensar em “controle total” de uma situação estática, num certo momento, quando então se “escolheu” isso e não aquilo etc.

    Portanto, sem me aprofundar mais,  o título “é” premissa falsa, a meu juizo. Se não for, prove o contrário. 

    Quanto ao segundo momento, o item 2, vejo um equívoco sério nele. Isto porque, penso, não se pode ou não se deve chamar cidadão “como” consumidor. O cidadão é uma coisa. O consumidor é outra coisa. O cidadão vem antes do consumidor. Há, portanto, um equívoco de “identidade” ai.

    E esse equívoco compromente bastante a tese central do “trade off”, ou do “custo”, da “pena” , do “castigo”, de escolher uma coisa e não outra coisa.

    Por fim, vale pensar: o trade-off é ou não é uma expressão autoritária? Inda por cima, noutro idioma.

    Saudações 

     

     

     

     

  3. Hoje pela manhã, antes de

    Hoje pela manhã, antes de sair para o trabalho, liguei a TV para ver o que estava sendo noticiado, sintonizei o Café com Jornal da Bandeirantes, havia um link de uma estação do Metro de São Paulo que estava fechada em função da greve dos metroviários, a repórter entrevistava usuários do metro para que falassem dos transtornos causados pela ausência da circulação dos trens, a primeira entrevistada disse: ” É a robalheira da Dilma” , o segundo foi pelo mesmo caminho, atacando Dilma, a repórter deu um risinho satisfeito e voltou a matéria para o estúdio, no estúdio os apresentadores do jornal riam satisfeitos e foram incapazes de esclarecer aos telespectadores que o Metro é administrado pelo governo do estado de São Paulo.

    O engajamento partidario de nossa imprensa chegou a níveis de radicalismo e descompromisso com os fatos nunca vistos em nossa História, como avançar a nossa democracia tendo uma imprensa que manipula, desinforma e assume para si a tarefa de combater politicamente um governo ou um partido da forma como tem sido?

  4. um tanto elementar, caro Lionel

    “grupinhos mais à esquerda” (sem pejorativo aqui, ok) já fundaram o PSOL, enquanto os “grupões bem mais à direita” estão alojados na Rede com Marina. então, no vácuo se abre a possibilidade não de ressurgir o passado, mas de se construir o futuro. poderemos?

    note como o autor da análise, capta a grande questão para o PT:

    qual é o ponto de ruptura desse trade off quando o partido não consegue mais manter coesa sua coalizão e também não tem mais legitimidade para recuar e reordenar sua agenda originária?

    Dilma ganhou a mais disputada eleição desde 1989, e ganhou porque seus eleitores e apoiadores compraram a briga. houve rupturas por toda a parte, a sociedade se dividiu fez suas opções. e isto ocorreu independente do marketing eleitoral. as pessoas sabiam o que estava em jogo. ousaram lutar. ousaram vencer!

    e o que faz Dilma: vira às costas para toda esta intensa energia e opta pelo “ajuste fiscal”. este é o trade-off: a fuga para a frente de olho em 2018 ou somar com os setores progressistas. ou isto ou aquilo.

    .

  5. A ARENA era o partido de

    A ARENA era o partido de sustentação formal da Ditadura. Elegia os generais indicados pelo Alto Comando Militar, aprovava leis de interesse da Ditadura, que raramente enviava projetos de lei. Eram todas as leis oriundas de decretos-lei, que vigoravam imediatamente e só podiam ser revogados por 2/3 do Congresso, isto é, em 21 anos, isso nunca aconteceu; Mas a crise de um regime feito por poucos e para poucos não podia mais ser escondida, mesmo com os esforços gigantescos da Globo e de seus animais Marinhos. Para as eleições de 1982, as primeiras para governadores estaduais em 16 anos, o governo extinguiu os dois partidos que havia, cenários de uma falsa democracia.

    Foi assim que a ARENA, odiada pelo povo, transformou-se em PDS. “Partido Democrático Social”. Um bando de fascistas, corruptos e assassinos botaram “democrático e social” no nome. O PDS também sumiu, só mudaram o rótulo, o excremento, mesmo bem embalado, fede. A ARENA está dividida em mil legendas, mas é a mesma. Seja sob o rótulo PSDB, DEM, PFL, PPS ou qualquer outro que estejam alugando. De todos os partidos, o PT é um dos poucos que saiu do seio do povo. Eleito por este, governou para ele, o povo, soberano, detentor de todo o poder, pelo menos na literatura. No ano passado, o povo votou na Esquerda, para governar o Brasil. Mas aí, Dilma me aparece com Kassab, Eduardo Braga (inimigo da Petrobras), Katia Abreu, Guilherme Afif Domingos, Joaquim Levy, compatível ideologicamente com Joaquim Barbosa e outros que não fariam feio em uma administração tucana. Presidenta, se não dava para governar com o PT, como a senhora demonstra, era melhor ter sido candidata por outro partido, concorda? Eu votei numa candidata de esquerda, esperando uma administração de esquerda, com os melhores quadros da esquerda.

    Como irei pra rua enfrentar esse bando de integralistas para defender exemplares da extrema direita incrustados em seu governo?

  6. PT mais forte

    Em minha humilde opinião, essa onda toda de desmoralização do PT vai acabar é fortalecendo o partido, pois a população está deixando de acreditar na grande mídia, em boa parte devido a internet que oferece o contra-ponto da “estória” inventada de que o PT inventou a corrupção e deve ser banido.  

    Muitas falcatruas das oposição que não são divulgadas pelos canalhas do PIG, estão aí para quem quiser ver, como por exemplo a citação de um deputado tucano dizendo que se o financiamento privado não passar, eles irão ampliar o caixa 2.  Vários integrantes do PSDB falando que o partido não tem projeto para o Brasil, que ao contrário estão fazendo mal para o país.  Compraram a reeleição e agora votaram para acabar com ela.  Trensalão, crise na educação no Paraná e em SP….e por aí vai.  

    O PT vai dar a volta por cima. 

  7. Autismo

    Quem acusa o PT de trair suas teses é…. a esquerda! Suplicy já foi, devem sair Paim e outros mais.

    Quando pretensos analistas não conseguem enxergar a um palmo do nariz é que me lembro de

    Jesus: “Tire primeiro a trava do teu olho, para que então possas enxergar e tirar a trave do olho do próximo…”

  8. Prezados
    Conforme o autor

    Prezados

    Conforme o autor indicou no início do texto, seria divulgada parte do documento original contendo análise da  análise do professor.

    A parte expressa  no presente post  é  superficial e impede uma reflexão  sobre o tema preconizado. 

    No meu entender não vale a pena tecer nenhum comentário. 

  9. + comentários

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