União Brasil recebe Moro, que não quer desistir de candidatura à Presidência, e a crise se instaura

Moro, falando à imprensa, disse que não desistiu de nada e ainda tem o sonho de mudar o Brasil.

Foto Lula Marques

Ao se filiar no União Brasil, o ex-juiz Sergio Moro anunciou que não mais seria pré-candidato à Presidência ‘neste momento’. E isso agradou aos correligionários. Mas, um dia depois, o ex-pré-candidato disse que não falou o que falou e que não desistiu da disputa presidencial. Bastou para abrir uma crise no União Brasil.

Parte dos integrantes da legenda, liderados por ACM Neto, que é secretário-geral do partido, e pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pedirá a desfiliação de Moro caso ele insista em concorrer à Presidência.

Moro, falando à imprensa, disse que não desistiu de nada e ainda tem o sonho de mudar o Brasil. Disse também que não tem ambição por cargos e não procura foro ou privilégios, e ainda que não será candidato a deputado federal.

Logo depois dessas declarações, ACM Neto avisou que o pedido de desfiliação de Moro seria apresentado no mesmo dia. “Será assinado pelos oito membros com direito a voto no partido, o que corresponde a 49% do colegiado. A filiação, uma vez impugnada, requer 60% para ter validade”, disse.

Moro foi para o Podemos no ano passado para ser candidato à Presidência, mas não conseguiu superar as barreiras dentro e fora do partido. Na última quinta trocou o Podemos pelo União Brasil. Sua filiação foi negociada com aqueles que vieram do PSL. Mas o setor oriundo do DEM só aceitou que se filiasse com a condição que deixasse de ser presidenciável.

A avaliação desta ala do União Brasil é que Moro pode atrapalhar a eleição para governadores, senadores e deputados. Querem deixar o palanque presidencial aberto.

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1 Comentário

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Gabriel

- 2022-04-02 19:59:17

Ao contrário do que o Jornal GGn (e toda a mídia corporativa) afirma no primeiro parágrafo deste artigo, a nota oficial do ex-ministro bolsonarista afirma textualmente que desistiu da candidatura [sic] "nesse momento". Não é papel da mídia servir de revisor ou copydesk das notas oficias de candidatos ou pré-candidatos nem corrigir sua gramática deficiente. Se o tal sujeito é semi-alfabetizado na norma culta da língua portuguesa, é importante que seus aspirantes a eleitores saibam disso. Essa manipulação descarada para beneficiar um pré-candidato parvo e ignorante pegou muito mal para vocês. Esperava mais do GGn.

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