Leilão de gasoduto no Rio de Janeiro é cancelado

Jornal GGN A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) resolveu cancelar o leilão de um gasoduto de transporte no Rio de Janeiro, que seria o primeiro do país. O leilão estava parado há mais de um ano.

A licitação do projeto Itaboraí-Guapimirim foi lançada em 2014 e estava suspensa desde 2015 pelo Tribunal de Contas da União, que diz ter identificado erros no cálculo dos custos do projeto. As exigências apontadas pelo TCU não foram atendidas, e o leilão ficou parado principalmente em razão da indefinição da Petrobras sobre investimentos nas unidades de processamento de gás natural do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

Tais unidades, chamadas de UPGNS, são responsáveis por tratar o gás oriundo do pré-sal e que seria transportado pelo gasoduto e eram fundamentais para viabilizar o leilão. A Petrobras foi a única a manifestar interesse na contratação do duto, o  que tornou o leilão dependente do cronograma da estatal sobre as unidades do Comperj.

O projeto Itaboraí-Guapimirim teria 11 quilômetros de extensão e era o único indicado para leilão pelo governo, depois de cinco anos da regulamentação da Lei do Gás, que regulamentou o regime de concessão para a construção de gasodutos. Haviam dúvidas se a Petrobras iria manter a contratação de toda a capacidade do gasoduto.

A construção teve o investimento fixado em R$ 112 milhões, com receita máxima anual estimada em R$ 20,579 milhões pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os números foram considerados superestimados pelo Tribunal de Contas. 

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2 comentários

  1. O poder sobre concessões está

    O poder sobre concessões está completamente FRAGMENTADO e nada vai sair enquanto não se RECENTRALIZAR o poder do Estado brasileiro em um Executivo forte. O resto é perda de tempo, nada vai andar, os empresarios vão desistir.

  2. leilâo….

    A privatização do gás foi igual a das ferrovias. Empresas estrangeiras até adquiriram o patrimônio nacional, mas com o final do governo FHC e o fim dos financiamentos “de pai pra filho” do BNDES, acabarm todos os investimentos. Dois setores que ficaram sucateados por mais 2 décadas. Agora com o inicio de outro período de “facilidades” às privatarias, volta o interesse do lucro fácil.  Interessante que menos de 1 semana de novo governo, contratos já estão fechados, o interesse internacional “voltou”. Não se fala mais em Risco Brasil, ou falta de segurança num governo que não se firma, ou negócios com uma empresa quase falida, ou desinteresse pela baixa dos valores das commmodities, das empresas, do petróleo.  Acorda Terra da Inocência, a sua possibilidade soberana de alavancar suas indústrias e sua independência, não se submetendo a interesses estranhos ao nosso país e mantendo a ampliação de milhares de empregos ( e empregos de alta formação técnica) estão sendo leiloadas para ciustear um Estado falido e parasita, que se nutre do atraso e da burocracia, mntendo o país na estagnação absoluta.  

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