Contas públicas têm déficit primário de R$ 10,6 bilhões

Déficit acumulado no período de 12 meses chega a R$ 136,022 bilhões

Jornal GGN – O setor público consolidado (composto pela União, estados e municípios) voltou a apresentar déficit nas contas públicas: segundo dados divulgados pelo Banco Central, o déficit primário – receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros – chegou a R$ 10,6 bilhões, considerado o pior resultado para o mês na série iniciada em dezembro de 2001.  Em fevereiro deste ano, houve déficit primário de R$ 23,040 bilhões.

O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), os governos regionais e as empresas estatais apresentaram déficits respectivos de R$ 8,944 bilhões, R$ 893 milhões e R$ 806 milhões. No ano, o déficit primário acumulado é de R$ 5,8 bilhões, ante superávit de R$ 19 bilhões no mesmo período de 2015. Em 12 meses encerrados em março, o déficit primário ficou em R$ 136,022 bilhões, o que corresponde a 2,28% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os juros nominais, apropriados por competência, registraram receita líquida de R$ 648 milhões em março, comparativamente a despesa líquida de R$ 29,8 bilhões em fevereiro. Segundo o BC, os dados foram afetados pelo resultado favorável de R$ 42,7 bilhões das operações de swap cambial no mês. No acumulado no ano, os juros nominais somam R$ 85,4 bilhões, comparativamente a R$ 143,8 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais totalizaram R$ 443,3 bilhões (7,44% do PIB), reduzindo-se 1,2 ponto percentual (p.p.) do PIB em relação ao observado em fevereiro.

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O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 10 bilhões em março. No ano, o déficit nominal soma R$ 91,1 bilhões, pouco abaixo do saldo negativo de R$ 124,8 bilhões registrado no primeiro trimestre do ano anterior. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 579,3 bilhões (9,73% do PIB), reduzindo 1,02 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em fevereiro.

De acordo com os dados do BC, o déficit nominal de março foi financiado mediante expansões de R$9,2 bilhões na dívida mobiliária, de R$5,7 bilhões na dívida bancária líquida e de R$3,9 bilhões no financiamento externo líquido, compensadas, parcialmente, pela redução R$8,9 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária.

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