Déficit primário consolidado chega a R$ 10 bilhões em julho

Jornal GGN – O setor público consolidado encerrou o mês de julho com um déficit primário de R$ 10 bilhões, segundo levantamento elaborado pelo Banco Central. Ao longo do período, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), os governos regionais e as empresas estatais apresentaram déficits respectivos de R$ 6 bilhões, R$ 3,2 bilhões e R$ 810 milhões.

No ano, o superávit primário acumulado é de R$ 6,2 bilhões, resultado bem inferior ao saldo de R$ 24,7 bilhões registrado no mesmo período de 2014. No acumulado em doze meses, registrou-se déficit primário de R$ 51 bilhões (equivalente a 0,89% do PIB – Produto Interno Bruto), comparativamente a um déficit de R$45,7 bilhões (0,80% do PIB) em junho.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$ 62,8 bilhões em julho, comparativamente a R$ 26,9 bilhões em junho. De acordo com a autoridade monetária, os números foram influenciados pelo resultado desfavorável de R$23,9 bilhões das operações de swap cambial no mês, ante resultado favorável de R$8,1 bilhões em junho, e o maior número de dias úteis. No ano, os juros nominais somam R$288,6 bilhões, comparativamente a R$148,2 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais totalizaram R$ 451,8 bilhões (7,92% do PIB), elevando-se 0,57 ponto percentual (p.p.) do PIB em relação ao observado em junho.

O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 72,8 bilhões em julho. No ano, o deficit nominal soma R$ 282,4 bilhões, comparativamente a deficit de R$ 123,6 bilhões no mesmo período de 2014. Em doze meses, o resultado nominal deficitário alcançou R$ 502,8 bilhões (equivalente a 8,81% do PIB), 0,66 ponto percentual do PIB superior ao registrado no mês anterior.

O deficit nominal de julho foi financiado mediante a expansão de R$ 80,1 bilhões na dívida mobiliária e de R$ 2,3 bilhões na dívida bancária líquida, que foram parcialmente contrabalançadas pelas reduções de R$ 3,8 bilhões no financiamento externo líquido e de R$ 5,9 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária.

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