Déficit primário do setor público atinge R$ 7,3 bi em agosto

Jornal GGN – O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 7,3 bilhões em agosto, segundo levantamento elaborado pelo Banco Central. Ao longo do período, o Governo Central, os governos regionais e as empresas estatais apresentaram déficits respectivos de R$6,9 bilhões, R$174 milhões e R$ 202 milhões.  No mesmo mês de 2014, houve déficit primário de R$ 14,460 bilhões.

O resultado primário acumulado no ano é deficitário em R$1,1 bilhão, ante um superávit de R$10,2 bilhões no mesmo período de 2014. e o pior resultado para o período registrado na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. No acumulado em doze meses, registrou-se déficit primário de R$43,8 bilhões (equivalente a 0,76% do PIB – Produto Interno Bruto), comparativamente a déficit de R$51 bilhões (0,89% do PIB) em julho.

Nos oito meses do ano, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 14,884 bilhões, enquanto os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 13,860 bilhões. Os governos municipais registram superávit primário de R$ 2,092 bilhões. Já as empresas estatais federais, estaduais e municipais, sem considerar os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 2,172 bilhões.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$ 49,7 bilhões em agosto, ficando abaixo do total de R$ 62,8 bilhões registrado em julho. Segundo o BC, a queda foi influenciada pelo menor número de dias úteis e a redução das perdas nas operações de swap cambial no período. No acumulado no ano, os juros nominais totalizaram R$338,3 bilhões, comparativamente a R$165,3 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais atingiram R$ 484,4 bilhões (8,45% do PIB), elevando-se 0,53 ponto percentual (p.p.) do PIB em relação ao observado em julho.

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O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$57 bilhões em agosto. No ano, o déficit nominal totalizou R$339,4 bilhões, comparativamente a déficit de R$155,1 bilhões no mesmo período de 2014. No acumulado em doze meses, o resultado nominal registrou déficit de R$5 28,3 bilhões (9,21% do PIB), elevando-se 0,40 p.p. do PIB em relação ao valor registrado no mês anterior.

De acordo com o BC, o déficit nominal de agosto foi financiado mediante expansão de R$ 42,6 bilhões na dívida mobiliária, de R$12 bilhões na dívida bancária líquida e de R$7,2 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, contrabalançadas parcialmente pela redução de R$ 4,9 bilhões no financiamento externo líquido.

O governo tem uma meta de superávit primário, economia de recursos para pagar os juros da dívida pública, de 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país, este ano. Desse total do setor público, 0,10% correspondem ao Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência). O superávit primário ajuda a conter o endividamento do governo, no médio e no longo prazo.

 

(Com Agência Brasil)

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