Governo central tem déficit primário de R$ 10,502 bilhões

Jornal GGN – O governo central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou déficit primário de R$ 10,502 bilhões em maio deste ano, segundo levantamento divulgado pelo Tesouro Nacional. Em abril, o resultado foi de superávit de R$ 16,596 bilhões.

No período, o Tesouro Nacional apresentou déficit de R$ 6,5 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) e o Banco Central apresentaram déficit de R$ 3,9 bilhões e R$ 136,4 milhões, respectivamente. Este é o pior resultado para maio da série histórica iniciada em 1997, e o pior para todos os meses desde dezembro de 2008. No ano, o superávit primário somou R$ 19,158 bilhões, pior resultado acumulado nos cinco primeiros meses desde 2009, quando foi de R$ 19,157 bilhões.

Comparativamente ao acumulado no mesmo período de 2013, houve decréscimo de R$ 14,1 bilhões (42,4%) no superávit até o mês de maio. Esse comportamento reflete o decréscimo de R$ 19,5 bilhões (34,1%) no superávit do Tesouro Nacional, compensado pela redução de R$ 5,2 bilhões (21,8%) no déficit da Previdência Social e pela apuração de um superávit de R$ 1,9 milhão no Banco Central, enquanto em 2013 houve um déficit de R$ 240,2 milhões.

Segundo os dados divulgados, as receitas do Governo Central diminuíram R$ 22,2 bilhões (19,8%), devido, principalmente, à concentração sazonal de recolhimentos tributários em abril.  Esse comportamento decorreu dos decréscimos de R$ 12,1 bilhões (28,3%) na arrecadação de impostos, de R$ 2,3 bilhões (8%) nas receitas de contribuições e de R$ 7,5 bilhões (50%) nas demais receitas.

As despesas do Governo Central apresentaram decréscimo de R$ 562,1 milhões (0,7%) no comparativo entre abril e maio de 2014. Também se observou uma diminuição de R$ 1,1 bilhão (2,3%) nas despesas do Tesouro Nacional, aumento de R$ 613,3 milhões (2,1%) nas despesas da Previdência Social e diminuição de R$ 65,4 milhões (21,3%) nos gastos do Banco Central.

A Dívida Líquida do Tesouro Nacional (DLTN) alcançou R$ 968 bilhões em maio de 2014. Comparativamente ao mês anterior houve aumento de R$ 25,6 bilhões, consequência dos acréscimos de R$ 25,3 bilhões na dívida interna líquida e do acréscimo de R$ 333,4 milhões no estoque da dívida externa líquida. Em relação a maio de 2013, a DLTN aumentou R$ 21,8 bilhões, em decorrência do aumento de R$ 23 bilhões no estoque da dívida interna líquida e do decréscimo de R$ 1,2 bilhão no estoque da dívida externa líquida.

Os dividendos pagos à União somaram R$ 779 milhões, bem abaixo dos R$ 2,340 bilhões registrados em abril. Desse montante, R$ 404,4 milhões vieram da Caixa Econômica Federal (CEF), enquanto R$ 230,5 milhões vieram da Eletrobras. O Banco do Brasil contribuiu com R$ 118 milhões. De janeiro a maio, as empresas públicas repassaram ao governo R$ 9,011 bilhões, ante R$ 3,903 bilhão transferidos no mesmo período de 2013 – o maior montante apurado para os primeiros cinco meses do ano desde o início da série histórica, em 1997.

Os investimentos totais do governo federal somaram R$ 34,9 bilhões no acumulado de janeiro a maio deste ano. A cifra é 30% maior do que os R$ 26,8 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. Os valores incluem os dispêndios com o programa Minha Casa, Minha Vida – que apresenta um desembolso de R$ 8,4 bilhões nos primeiros cinco meses do ano.

 

Com informações do Valor Econômico

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

1 comentário

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome