Xadrez do cerco financeiro imposto a Minas Gerais

O governo Fernando Pimentel vem enfrentando as três pragas do Egito.

A primeira, a herança recebida do governo Anastasia de um rombo de R$ 8 bilhões nas finanças estaduais. A segunda, os efeitos da crise política nacional, que levou à crise econômica e a uma queda generalizada nas receitas fiscais. O terceiro, o boicote do governo Temer, concretizado em três ações sistemáticas contra o Estado de Minas.

Peça 1 – O déficit herdado e a contabilidade criativa

De 1995, a Lei Camata estabeleceu teto de 60% para gastos com pessoal, em relação à Receita Corrente Líquida. Depois, gradativamente foram sendo criados outros limites que acabaram consubstanciados na Lei de Responsabilidade Fiscal, do ano 2.000.

A partir daí, ganhou fôlego a chamada “contabilidade criativa”, que consiste em adiamento de despesas liquidadas, sua transferência para a conta “Restos a Pagar”. Trata-se de uma prática quase generalizada.

Mas, no caso de Minas Gerais, a “contabilidade criativa” extrapolou. O trabalho “Contabilidade Criativa: como chegar ao paraíso cometendo pecados contábeis – o caso do governo do Estado de Minas Gerais”, de Fabrício Augusto de Oliveira, Doutor em economia pela UNICAMP e coordenador do Centro de Estudos de Conjuntura Econômica do Departamento de Economia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – identificou as seguintes jogadas.

  1. Inflando o cálculo da Receita Corrente Líquida (RCL).

A RCL é base de toda a Lei de Responsabilidade Fiscal, utilizado como parâmetro para cálculos dos principais indicadores, como gasto com pessoal e nível de endividamento.

Segundo a LRF, o cálculo da RCL deve ser feito somando-se as receitas arrecadadas no mês em referência e nos onze anteriores, considerando-se algumas deduções e excluindo-se as duplicidades.

Entre 2003 e 2007, o governo de Minas deixou de deduzir da RCL vários itens, como contribuição patronal para a previdência social, para a saúde, contribuição do servidor para a saúde etc. Com isso inflou em 6 a 10% a RCL, em relação àquela calculada pelo Tribunal de Contas do Estado.

Essa melhoria do numerador, ajudou a inflar os resultados do “choque fiscal” e, com esse artifício, a voltar mais cedo para o mercado de crédito.

 

  1. Manipulando os dados da saúde.

Pela Emenda Constitucional no. 29, de 29/05/1950, há percentual mínimo de 12% da RCL para financiamento da saúde. Os dados oficiais indicavam mais que 12% do orçamento em saúde. As estatísticas do SIOPS (Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde), vinculado ao Ministério da Saúde, indicavam quase metade da meta.

O que o governo mineiro fez foi aproveitar a não regulamentação das despesas para incluir gastos com  “Polícia Militar de Minas Gerais, Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Secretaria do Estado de Defesa Social, IPSEMG, Fundação Estadual de Meio Ambiente, Instituto da Previdência dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais, Fundo de Apoio Habitacional da Assembleia Legislativa (FUNDHAB)”.

 

  1. Com o espaço contábil conquistado, o estado passou a recorrer a operações de crédito. E passou a considerar as operações de crédito como receita operacional.

Com isso, conseguiu disfarçar déficits orçamentários em quase todo o período, agravando nos dois últimos anos.

Confira: em 2009 o estado apresentou um resultado orçamentário de R$ 566 milhões. Só que as operações de crédito foram de R$ 1,5 bilhão. Com a conta correta, se teve um déficit de R$ 1 bilhão.

  1. No apagar das luzes, foi apresentado uma previsão orçamentária manipulada, inflando a receita patrimonial com previsão de dividendos da Cemig da ordem de R$ 4,8 bilhões, contra uma média de R$ 2 bilhões dos anos anteriores. As reestimativas indicaram um déficit da ordem de R$ 7,3 bilhões. Só os reajustes concedidos no último ano do governo Anastasia impactaram a folha em R$ 2,7 bilhões.

 

Além disso, na renegociação das dívidas dos Estados com a União, permitiu-se retirar da execução orçamentária a parcela de juros não pagas no exercício, o que disfarçou ainda mais os déficits.

A maneira encontrada pelo pesquisador para analisar os déficits reais foi através do cálculo da DLC (Dívida Líquida Consolidada). E ela saltou de R$ 30,5 bilhões em 2002 para R$ 60,5 bilhões em 2010.

Peça 2 – os três golpes de Temer

O golpe no acordo fiscal

A União propôs um acordo der alívio fiscal aos Estados. Uma das condições era o Estado abrir mão das ações em que questionava suas dívidas. Minas Gerais seguiu o combinado. Mas não concordou com as demais imposições: aumento do percentual de contribuição ao sistema previdenciário – além de demissões, proibição de novas contratações e venda de empresas públicas, como a própria Cemig.

Assim que desistiu das ações, em lugar de alívio, Minas foi alvo de uma ação visando bloquear R$ 6 bilhões de parcelas suspensas da dívida, e sequestrando R$ 122 milhões.

A armadilha foi desfeita por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a liberação dos recursos.

Se não fosse a ação rápida do governador Fernando Pimentel, mobilizando seus deputados e a Advocacia Geral, para que recorresse ao Supremo, a medida teria espalhado o caos pelo Estado.

A Lei Kandir

O segundo evento foi referente à Lei Kandir – pela qual os estados seriam indenizados das isenções fiscais às exportações de produtos primários. As isenções afetaram os dois maiores produtos do Estado, minério de ferro e café, que respondem por metade do PIB mineiro.

Os impactos da Lei Kandir se refletiram também sobre os municípios, já que 25% seriam destinados ao Fundo de Participação dos Municípios.

Pimentel tentou várias vezes um encontro de contas com a União.

A dívida do Estado com a União está em torno de R$ 88 bilhões. As perdas impostas que Lei Kandir chegam a R$ 135 bilhões, segundo cálculos do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). A proposta de Minas era zerar a dívida com a União, abrindo mão do excedente. Apesar do STF ter reconhecido a necessidade de reposição das perdas, decorrentes da Lei Kandir, a União não quis conversa.

As perdas do Estado não se restringiram à perda de arrecadação. Segundo o advogado-geral do Estado, Onofre Alves Batista Júnior, o desmantelamento da política industrial existente e a desindustrialização ocorrida agravaram ainda mais os problemas.

Os leilões de hidrelétricas

O terceiro episódio foram os leilões das hidrelétricas.

Os contratos de concessão das usinas, assinados pelo Governo Federal em 1997 permitiam à Cemig explorar Jaguará, Miranda, São Simão e Volta Grande por 20 anos e previam a renovação automática por mais 20 anos, ou seja, até 2037.

No entanto, as usinas foram incluídas entre as concessões de geração de energia elétrica que estariam sujeitas às regras da Medida Provisória 579.

A Cemig buscou uma solução negociada para o litígio judicial e chegou a oferecer R$ 11 bilhões para poder continuar operando as usinas. Mais de 500 prefeituras e 20 associações de municípios participaram da Frente Mineira em Defesa da Cemig, lançada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Uma carta chegou a ser enviada ao presidente Temer.

Em 27 de setembro de 2017 o governo federal vendeu as usinas por R$ 12,1 bilhões para empresas estrangeiras – chineses à frente.

 “Eles fizeram todas as articulações, usaram todas as artimanhas, forjaram todas as justificativas, interpretaram leis, regulamentações e contratos a seu bel prazer com um único intuito: tirar da Cemig a concessão das maiores usinas hidrelétricas que nossa empresa”, disse, na época, o presidente da Cemig, Bernardo Alvarenga.

Peça 3 – administrando a escassez

Apesar de folha atrasada, o Estado tem logrado alguns avanços na saúde e na educação. Mas, assim como a maioria dos demais estados, não se sairá desse imbróglio sem um grande acordo federativo, um encontro de contas que permita um respiro no pagamento das dívidas federalizadas.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

32 comentários

  1. Dia Internacional das Mulheres

    No Dia Internacional da Mulher, ouvir o que grandes mulheres brasileiras pensam e sentem sobre um pouco de tudo.

    Historiadora Emília Viotti da Costa – teria completado 90 anos em 28/02/2018, faleceu em 02/11/2017, brilhante intérprete do país. Para entender o Brasil, ontem, hoje e por muito tempo.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=KRELCvaqCrY%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=KRELCvaqCrY

     

    Política Luiza Erundina – deputada federal/SP, ex-prefeita de São Paulo, uma das mais importantes figuras políticas e culturais da história do Brasil.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=oNqnEGYGHFk%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=oNqnEGYGHFk

     

    Atriz Ruth de Souza – completou 96 anos em 2017, artista negra desbravadora de espaços no teatro, no cinema e na TV. Ê, Dandara!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=PTOx8ogpswY%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=PTOx8ogpswY

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=zzqU6HHfuGU%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=zzqU6HHfuGU

     

    Presidenta eleita pelo voto popular, Dilma Rousseff, figura histórica inigualável pela coragem e firmeza em momentos cruciais de enfrentamento do patriarcalismo na sociedade e na política.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=12P7LtbHdqM%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=12P7LtbHdqM

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=J2MoOVpiLn8%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=J2MoOVpiLn8

     

    Cartunista transgêner@ Laerte Coutinho – entre as maiores representantes da transgeneridade no Brasil: Laerte-se!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=SeE9TvxyzIs%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=SeE9TvxyzIs

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=FgBLbvQeeUY%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=FgBLbvQeeUY

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=7f4ei7uQWco%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=7f4ei7uQWco

     

    Sampa/SP, 08/03/2018 – 02:08 (alterado às 02:55).

  2. Saiu o governo republicano de

    Saiu o governo republicano de Dilma e entrou a quadrilha rapineira: a tática é levar o Estado a um situação de caos para assim justificar a intervenção dos malfeitores e não apenas na área da segurança. Bandidos. 

  3. E tinha gente que colocava a
    E tinha gente que colocava a mão no fogo pelo preposto do mineirinho.
    Foi delatado n vezes, mas lojista lhe salvaram a pele.
    Não há novidades, quem ganhar em São Paulo vai sofrer o mesmo com a pesada máquina administrativa que os tucanos deixarão, mas duvido que percam, nossas urnas eletrônicas estão aí para assegurar uma eleição transparente. Vai ser tucanos pelos próximos trinta anos.

  4. O mesmo devemos esperar na Bahia

    O mesmo vai acontecer com a Bahia que, junto com Minas Gerais, são Estados governados pelo PT e com enormes quantidades de eleitores. Minas Gerais foi tucana por muito tempo e os tucanos tiveram um sério revez depois que o povo brasileiro conseguiu conhecer as brancas aspirações do playboy que esteve oculto atrás de um boneco de grife, tutelado pela irmã e pela tradicional direitona mineira, dona da grife. Dentro do golpe, Pimentel terá que lutar contra muitas forças que querem recuperar Minas, embora a melhor vitória do Pimentel tenha sido a transformação física, mental e simbólica do boneco de papelão em apenas aquele sujeito ignorante e asqueroso.

  5. É uma disputa ferrenha, pau a

    É uma disputa ferrenha, pau a pau, mas considero Anastásia o mais reles político em atuação. Se mostrou vil ao aceitar o papel de ghost-governador de Minas na gestão Aécio e se mostrou o senhor da moralidade ao fazer o relatório que pedia o impeachment de Dilma no Senado. E como bom invertebrado que é, não vai disputar o governo de minas pelos tucanos, afinal a casa caiu desde o grampo do aécinho. Gente como Jucá e Renan são Rooselvets comparado ao esse … 

    • Anastasia é um

      Anastasia é um platelminto.

      Tremendo pau mandado que espero que os mineiros afastem definitivamente da vida pública.

    • Com esse negocio de “pau a

      Com esse negocio de “pau a pau”,dissiparam-se as minhas duvidas.Você jamais foi o Joel Briguilino,o maior amigo que Nassifão tem na globosfera.

        • Certo,és um homônimo dele.Mas
          Certo,és um homônimo dele.Mas reveja esse negócio de pau a pau.Tem pau demais nessa história,e alguma coisa de menos.

  6. Não sou mineiro mas adoro MG.

    Não sou mineiro mas adoro MG. E tenho uma simpatia atávica pelos (as) “capiaus” de cigarrinho no canto da boca, que andavam a cavalo, hoje de fusca, e que dão nó em fumaça com luvas de boxe, debaixo da água, com olhos vendados. Mesmo os da “alta”, a diferença entre um Alkmin mineiro e um paulista, é ouro e pirita. Nem vou falar de comidinhas, de docinhos e de cachaça, pois hoje, mais do que nunca, o mote é o Regime. É um lenitivo ver que esse Estado foi enganado, rapinado, loteado por uma quadrilha, cujos chefes estão TODOS livres, leves e soltos, mas que conseguiu se libertar, e, apesar de tudo o elencado pelo Nassif, enxerga um futuro no horizonte. Na mais difícil das eleições Minas garantiu a vitória de Dilma. De nada adiantou, é verdade, mas isso é outra estória e a culpa não é de Minas, ao menos não só de Minas. Nada de ufanismo inconsequente, mas creio que Pimentel, com a ajuda de seus eleitores, romperá o cerco.

    • Você não é mineiro,mas adora

      Você não é mineiro,mas adora Minas.Beleza.Quem você conhece lá,afora Nassifão,Do Pó,e a boneca Barbie.

      • Creia, Juninho, tem muitas

        Creia, Juninho, tem muitas pessoas de MG que eu conheço, mas se fosse apenas essa uma eu já estaria satisfeito: DILMA VANA ROUSSEFF. O do pó e a barbie eu já houvi falar mas não conheço não. E sem ciúmes, eu também amo a Bahia sem ser baiano.

        • Alto lá Duduoutro,dona Dilma
          Alto lá Duduoutro,dona Dilma é gaucheira metade gaúcha,metade mineira.Agora,politicamente falando ela tem sangue português.PQP meu louro.

  7. Prezados camaradas
    Lá em

    Prezados camaradas

    Lá em Minas, você lê que os mineiros (500 prefeitos devem ser de todos os partidos) se uniram para impedir a privataria do patrimônio público

    Se fosse aqui no Tucanistão, além de vender (quero dizer, dar mesmo para seus “parças”) tudo, a polícia do Merendão ia dar porradaa em todo mundo, e os patos iam aplaudir , porque “vagabundo que atrapalha o trânsito tem que levar porrada”

    • Na condição de paulista que

      Na condição de paulista que viveu um período em MG posso afirmar que o povo mineiro é muito melhor que o povo paulista.

  8. Xadrez do cerco financeiro-os tucanos e as hidrelétricas

    Sobre as hidrelétricas,

    Não podemos nos esquecer que, em 2012, a presidenta Dilma convocou empresas de energia para repactuar os contrtaos de concessão de hidrelétricas. Foi na época em que um estudo da Fiesp mostrou que as contas de luz tinham uma parcela de amortização de investimentos indevida e poderiam ser reduzidas em pelo menos 20%.  Dilma convocou as empresas para renovar a concessão. Na época, o governador de Minas era o atual senador Anastasia. Ele, e todos os governadores tucanos, não aderiu á repactuação, mas tiveram de reduzir as tarifas. O governo federal estabeleceu um prazo para as concessionárias com contratos a vencer até 2015 informar se aceitavam os termos da proposta aprsentada pelo governo ou se preferiam devolver a concessão. O governo de Minas solicitou a renovaação de dezoito usinas, mas deixou de fora São Simão, Jaguara e Miranda. Por causa desse episódio, Temer ficou à vontade para vender as três hidrelétricas. Em uma só ida ao supermercado, o golpe se desfez de três importantes e estratégics estruturas do sistema nacional de geração de energia e de cerca de 50% do total de geração de energia da Cemig.

    • boa lembrança

      Não entendo nada de energia. Mas de politica, entendo.

      Foi nessa epoca que começou uma campanha contra a Dilma eo seu ministro de energia na CBN. Bastante furiosa!

      Começei a perceber que estava-se a criar algo maior.

      Tudo culminou no “impichmente” da Dilma.

  9. Jamais me deixei levar pelo discurso aecista-anastasista

    Boa análise. Para complementá-la sugiro ao Nassif analisar que FHC fez algo parecido, quando Itamar Franco governava MG. Outro aspecto que deve ser objeto de investigação jornalística é que Antônio Augusto Anastasia, antes de governador eleito, era vice-governador e governador de fato de MG, quando o playboy do Leblon, neto de Tancredo Neves, era o titular. Essa contabilidade criativa ou manobras contábeis, descrita(s) na análise, foi(ram) conduzida(s) por um profissional – Antônio Anastasia -, já que Aécio Cunha, embora ostente o título de “economista” – tendo freqüentado a mesma escola que Fernando Pimentel – não tem competência gerencial e administrativa sequer para tocar um boteco ou padaria de bairro.

  10. Anastasia…

    Durante o processo do golpe do impeachment do Senado, eu ficava observando o Anastasia e ele tinha aquela cara de assustado de que a qualquer hora algum senador do PT iria desmascara-lo. A ele e seu chefe, o Ah é sim! 

    As contas do governo Anastacia-Aécio estavam boas, mas o povo sofrendo. Agora que mascaras cairam sera que os mineiros vão dar um “rabo-de-arraia” no Pimentel e eleger outro preposto da familia Neves Cunha… A imprensa oficial mineira continua fazendo de conta que não houve nada de grave com Aécio Neves.

  11. Afora o rombo que não recebeu

    Afora o rombo que não recebeu do seu antecessor,o Governador Rui Costa,com problemas semelhantes,é muito bem avaliado a ponto de botar Grampinho para correr.Como previ lá trás,não vai entrar na disputa pelo governo do Estado porra nenhuma,por que tem tem medo.Pimentel é ruinzinho mesmo,até hoje não disse prá que veio.Sua sorte é que deve ganhar a eleição por WO.

  12. A responsabilidade orçamentária é só da boca pra fora…

    Como o PSDB defende boas práticas apenas da boca para fora – e o PT defende abertamente a irresponsabilidade completa com o dinheiro público – está explicado como um idiota como Bolsonaro consegue ganhar tanto espaço.

  13. O que ainda vem por ai???

    Minas deu um grande passo ao defenestrar o PSDB de Aécio e Anastasia do poder. Porém, muita coisa ainda precisa ser feita. Aécio comprou a grande maioria dos prefeitos do interior, fazendo jorrar dinheiro, que não existia, nas prefeituras e, escondendo o rombo da sociedade. Hoje, muitos prefeitos do interior são fechados com Aécio e sua quadrilha e estão pouco se lixando para os mineiros. Aécio ainda domina boa parte do judiciário, do Ministério Público e das polícias. Pimentel tem conseguido grandes vitórias nessas áreas, desmontando, verdadeiras bombas programadas, deixadas pela dupla Aécio-Anastasia. Na verdade, Aécio tinha um feldo aqui em Minas e dominava tudo e todos com o dinheiro  do contribuinte e, quando ousasse enfretar, era preso, condenado e destruiído. o jornalista Marco Aurélio Carone que o diga, pois, seu jornal enfretou a quadrilha de Aécio, o jornalista foi preso sem qualquer justificativa, ficou a campanha eleitoral para presidente toda preso e só saiu depois de apurados os votos. Temos muito o que descobrir e enfrentar ainda e a quadrilha está trabalhando, dia e noite, para voltar ao poder. Cabe a nós, mineiros, enfretar e derrotar essa verdadeira máfia liderada por Andreia Neves (ela é a cabeça, já que Aécio não tem a menor condição política ou técnica para administrar nada). Todo cuidado é pouco nesse momento. As forças ocultas que protegem Aécio estão à todo vapor. Vai demorar muito para nos livrarmos, definitivamente, da peste deixada pelo PSDB de Aécio e Anastasia. 

    Ps.: Vale lembrar que, tão logo foi eleito a vice-governador de Pimentel, Antônio Andrade, do PMDB, se aliou a Aécio e traiu Pimentel, apoiando o candidato de Aécio à prefeitura da capital. João Leite, outro menino de recados de Aécio, do PSDB, perdeu feito para Alexandre Kalil do PHS. Isso significa que Aécio não tendem mais hegemonia no estado e nem na capital, porém, todo cuidado é pouco. Estamos lidando com máfia e com máfia não se brinca. 

  14. Depois os batedores de bumbo

    Depois os batedores de bumbo daqui ficam retados e piripicados comigo,e taca-lhe a me roubarem estrelas.Reparem a foto que Nassifão colocou em círculo.Eu quase vou ás lagrimas.

  15. “O mineiro só é solidário no

    “O mineiro só é solidário no cancer”.Otto Lara Resende empurrou para Nelson Rodrigues,que devolveu quadrada para Otto.Para sorte dos dois,não chegaram a habitar o mundo da blogosfera.O pavão misterioso da Esplanada dos Ministerios,que até hoje os batedores de bumbo daqui desconhecem quem seja,afora meu amigo e blogueiro arkx,cortou o ceú daqui,pelas minhas mãos,no minimo,uma 100 vezes.Pois bem,eu perguntei ao ex amigo Duduoutro,cada dia mais bobo,se conhecia a Barbie Mineira.A guilhotina decepou minha cabeça antes que chegasse o resto.Conclusão:Não é só no cancer não,há controversias;.

  16. Neste texto, o jornalista

    Neste texto, o jornalista Nassif explica um pouco sobre a terrível herança deixada pelos tucanos Aécio e seu pupilo Anastasia. E como o pilantra do atual ocupante golpista da presidência tenta de todas as formas desestabilizar o governo de Minas. É fato também – e isso não aparece no texto do Nassif – que Pimentel tem realizado um governo sem muito diálogo com a população. Verdade se diga que ele esteve cercado pela Polícia Federal aecista desde o primeiro dia de governo; e também por parcela do judiciário totalmente anti-petista. Mas, Pimentel não é um “petista radical” e quando foi prefeito de BH tinha ótima convivência com Aécio e Anastasia. Apesar disso, eleito governador, num primeiro momento fez bonito quando reconheceu a necessidade de pagar o piso profissional dos educadores de Minas, coisa que Aécio e Anastasia jamais fizeram. Participei de várias greves dos colegas educadores de Minas, inclusive a mais importante delas, a de 112 dias de greve em 2011, que enfrentou todo o aparato de estado e da mídia golpista de Minas, durante o governo Anastasia. Os tucanos destruíram os planos de carreira dos professores e demais educadores e nunca pagaram o piso salarial. Mas, deram reajustes substanciais aos policiais, temendo que houvesse uma reação da força armada contra eles, como ocorreu no final do governo Eduardo Azeredo. Como os educadores não carregam armas e a categoria é composta na maioria por mulheres, que, diga-se, são dez vezes mais valentes do que a maioria dos policiais armados, podem acreditar nisso! -, e os governos tucanos nunca tiveram compromissos sérios com as políticas públicas em favor dos mais pobres – e uma educação de qualidade é prioridade entre essas políticas – é claro que eles não pensaram duas vezes em massacrar os educadores. Notem que desde aquela época jamais protestei contra os aumentos dados aos policiais, que prestam serviços de segurança, correm grandes riscos nas suas atividades e merecem receber salários justos. O que sempre questionamos foi esse tratamento desigual e inferior dado aos educadores. Pimentel tentou melhorar a situação dos educadores reconhecendo o direito ao piso salarial e propondo realizar reajustes periódicos até atingir o valor integral pleiteado pela categoria. Me parece que nos últimos anos não tem cumprido seus compromissos (não estou mais na categoria dos educadores de MG, mas acompanho mesmo que a distância as movimentações dos colegas, aos quais presto minha solidariedade, sempre.). É fato também que se antes, nos tempos de Lula e Dilma, o Brasil viveu quase 12 anos de crescimento de receitas, geração de empregos, consumo, etc., nos tenebrosos anos do golpe de 2016 dominados pela Globo, Lava Jato e a quadrilha de Temer, as receitas dos estados e municípios caíram. O desemprego aumentou, o consumo obviamente também caiu, a economia paralisada e as receitas dos estados e municípios também caem. O resultado disso é que a margem de negociação para reajustes salariais diminui. Mas, este é um problema que o governante tem que resolver não os trabalhadores. Aos professores e demais educadores compete lutar pelo direito líquido e certo ao piso salarial como início de conversa. Ao mesmo tempo, é preciso tomar cuidado para não cair no discurso da direita golpista, que já fala em derrubar Pimentel e colocar governantes golpistas, que, aí, sim, vão lascar mais cortes no bolso dos profissionais da educação, como sempre fizeram. No final, as maiores soluções para os problemas de todas as categorias se darão com a derrubada dos golpistas e com a eleição de LULA para presidente da república. E de uma forte bancada de deputados e senadores de esquerda, comprometidos com os interesses dos trabalhadores. O povo brasileiro – incluindo o mineiro – precisa parar de votar nesses babacas que aparecem na mídia, verdadeiros falsos moralistas que pregam: “bandido bom é bandido morto” ou que: “é preciso privatizar tudo para dar mais eficiência ao estado”, etc. Pura palhaçada. Os deputados mineiros que foram eleitos com esse discurso – todos, sem exceção – quando chegaram ao congresso se aliaram ao MAIOR BANDIDO daquela casa, o ex-deputado Eduardo Cunha, que dirigiu a derrubada da presidenta Dilma e a chegada ao poder de uma quadrilha inteira, que só fez cortar direitos dos trabalhadores e implantar políticas neoliberais cujas consequências estão aí, para quem quiser ver. O Brasil hoje está derretendo, com desemprego em massa, economia paralisada, e o aumento de pessoas de baixa renda que aderem às práticas de crimes de assaltos, roubos a lojas e casas e aos cidadãos indefesos. São os tais “bandidos” que esses canalhas da mídia querem mortos, enquanto fazem vista grossa aos banqueiros e aos bandidos de colarinho branco que estão soltos e protegidos e não são apenas os políticos quadrilheiros como essa turma que ocupa o governo federal. Também no judiciário, no MPF, nos tribunais de contas, entre os grandes empresários e banqueiros, há um mundão de canalhas que sonegam impostos, privatizam o estado e roubam bilhões na nossa cara com total proteção de juízes e da polícia federal. É por causa deles que não sobram recursos para a Educação pública de qualidade, ou saúde pública de qualidade. Mas, é claro que é preciso combater o crime nas suas diversas formas, com respeito aos seres humanos, aos cidadãos, às leis que garantem direitos a todos e não a alguns, apenas.

  17. Anastásia em outro desserviço a MG

    E ATENÇÃO: PEC No. 37, que extingue a malfadada Lei Kandir, que tanto prejuízo gerou ao país e aos grandes estados exportadores de bens primários e intermediários como Minas Gerais, está pronta para deliberação do plenário do Senado Federal. O relator da PEC é o advogado Antônio Anastásia (não dá para chama-lo de senador). E, coerentemente com sua trajetória em defesa dos interesses … (coloquem aqui o que vocês acharem mais adequado), a PEC extingue a Lei Kandir sem fixar NENHUM tipo de ressarcimento aos Estados. NEM UMA MÍSERA REFERÊNCIA OU REMISSÃO A OUTRA INICIATIVA LEGISLATIVA FUTURA. NADA, NADA MESMO! A PEC ZERA TUDO!

    Anastásia ESQUECEU OU IGNOROU que Minas Gerais é a Unidade da Federação mais prejudicada em termos fiscais e financeiros pela Lei Kandir e não definiu formas institucionais e obrigatórias de ressarcimento de perdas de receitas aos Estados. Isso, depois de ter lavado as mãos em relação à ação destrutiva do governo golpista que ele ajudou a organizar contra a CEMIG, que teve metade de sua capacidade de geração privatizada. Aliás, é bom lembrar que  a privatização da CEMIG só foi possível porque ele, quando governador de Minas Gerais, não aderiu a um programa federal de redução das tarifas de energia, que favoreceria o povo mineiro, colocando em risco as concessões de geração da estatal mineira.

    A história mostrará como o tucanato destruiu a economia de Minas Gerais e prejudicou o povo mineiro.

    Mas enquanto isso, nós eleitores temos que varrer essa facção da vida política nacional e estadual. VAMOS DAR A RESPOSTA NAS URNAS: MINEIRO NÃO VOTA 45 E NAS SUAS LEGENDAS DE ENTORNO!!!!!

  18. PLP 459/2017
    Aprovada no senado com votos da dupla Aécio/Anastasia. Divulgação por Maria Lúcia, auditoria cidadã da dívida.mais dinheiro para novos,menos para saúde, educação etc e tal

  19. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome