BNDES tem prejuízo de R$ 2,174 bilhões no primeiro semestre

Jornal GGN – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve um prejuízo de R$ 2,174 bilhões no primeiro semestre de 2016. No mesmo período do ano passado, o banco havia registrado lucro de R$ 3,515 bilhões.

O BNDES diz que o resultado foi influenciado para valorização do real na parcela dos financiamentos em moeda estrangeira e pela redução da parcela em moeda nacional, com o fim do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) em dezembro de 2015.

Da Folha de S. Paulo

BNDES tem prejuízo de R$ 2,174 bi no semestre, o primeiro desde 2003

Por Nicola Pamplona

O BNDES teve prejuízo de R$ 2,174 bilhões no primeiro semestre de 2016, contra um lucro de R$ 3,515 bilhões no mesmo período do ano anterior. Foi a primeira vez, desde 2003, que o banco apresenta perdas em um semestre. O mau desempenho foi provocado por revisão do risco de crédito e baixa de ativos pela queda do valor das ações de empresas.

As provisões por risco de crédito refletem a revisão da classificação de risco de empresas financiadas e somou R$ 4,438 bilhões, segundo comunicado distribuído nesta sexta (12). Isto é, com o rebaixamento do rating das empresas brasileiras, que se aprofundou a partir do segundo semestre de 2015, o banco foi obrigado a separar mais dinheiro para compensar possíveis calotes.

No mesmo período do ano anterior, as provisões de risco de crédito somavam R$ 480 milhões. Ao final de 2015, era de R$ 988 milhões. Segundo a instituição, o aumento em 2016 reflete “o cenário econômico brasileiro desfavorável nos primeiros seis meses deste ano”.

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Os ajustes no valor dos ativos (chamados de impairments) diante da perda de valor de mercado das empresas nas quais o banco tem participação acionária foram de R$ 5,150 bilhões.

O nível de inadimplência do banco também cresceu no primeiro semestre, passando de 0,02% em dezembro de 2015 para 1,38% em 2016. No comunicado, porém, o banco defende que o nível ainda é “muito baixo”.

O resultado de intermediação financeira, por sua vez, cresceu 25,2%, para R$ 12,235 bilhões. A alta deveu-se ao menor volume de desembolsos, também reflexo da crise, combinado com grandes volumes de amortizações de empréstimos concedidos.

A carteira de crédito e repasses do BNDES atingiu R$ 646,924 bilhões no primeiro semestre do ano, uma redução de 7% em relação a dezembro de 2015.

Segundo o banco, o resultado foi influenciado pelo efeito da valorização do real na parcela dos financiamentos em moeda estrangeira e pela redução da parcela em moeda nacional, com o fim do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) em dezembro de 2015.

O banco fechou o primeiro semestre com patrimônio líquido de R$ 36,876 bilhões, alta de 19% em relação ao fim de 2015, com o efeito da valorização da carteira de participações societárias.

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4 comentários

  1. Nenhuma novidade, a anterior

    Nenhuma novidade, a anterior administração mantinha ficcções de creditos EM DIA quandojá deveriam ter sido classificados INADIMPLENTES, emprestava via nova operação para o devedor pagar a parcela, assim parecia ser devedor

    pontual quando não era. A nova administração deve ter acabado com a contabilidade criativa que fazia parte do conjunto da obra do anterior presidente e seus “campeões nacionais” da UNICAMP.

     

  2. Tem provas disto?

    Tem extrato de empresas comprovando a fraude? O que você cita sem apresentar provas é algo muito grave. Deixa em dúvida toda a administração Lula e Dilma que demonstravam o sucesso da economia e a participação do BNDS na distribuição de crédito e crescimento do Brasil.

  3. Então não é ficção mais!

    O BNDS adquire ações na empresa JBS. “Um pouquinho só diferente de dizer inadimplente”. Olhe como escreveu anteriormente. Não tente comparar as duas situações. Isto é desonestidade. E afinal, pela maneira que escreveu, você quis dizer que isto era usual, quando foi apenas aquisição de ações da JBS. Isto era rotineiro no BNDS? Palavras quando escritas com rancor machucam. E você sempre me pareceu ter rancor dos governos petistas. Até para fazer uma desonestidade intelectual desta.

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