Serviços das empresas juniores custam 10% do que é ofertado no mercado

Principais clientes são pessoas comuns e pequenas empresas. Em 25 anos, as empresas juniores formaram 11 mil universitários empreendedores  
 
 
Jornal GGN – Existem hoje no Brasil mais de 30 mil estudantes que atuam em Empresas Juniores, que são associações sem fins lucrativos, formadas exclusivamente por alunos, sejam eles do ensino técnico ou do ensino superior, onde o intuito é unir a teoria aprendida nas salas de aula à prática do mercado de trabalho. Os serviços prestados por essas empresas custam em média 10% dos serviços prestados por empresas formalizadas, segundo o presidente da Federação das Empresas Juniores do Estado do Rio de Janeiro (RioJunior) Henri de Paiva Souza.
 
“Os valores cobrados pelos serviços são mais baratos porque não temos fins lucrativos, além disso, cerca de 98% do clientes das empresas juniores são pessoas comuns ou empresários de micro, pequenas e médias empresa que nos procuram para consultoria ou ajudar na condução de algum produto”, explicou ele durante sua participação no 62º Fórum Brasilianas.org, sobre a importância das pequenas e médias empresas para o desenvolvimento do país, realizado na última terça (25), em São Paulo. O dinheiro que chega até a empresa junior através do trabalho dos estudantes é, por sua vez, reinvestido na manutenção do próprio empreendimento.
 
Atualmente existem empresas juniores em todos os estados brasileiros. Só no Rio de Janeiro, a federação local representa 100 entidades desse perfil onde trabalham 2 mil jovens. O conceito nasceu na França, em 1967, a partir de grupos de estudantes e professores que chegaram à conclusão de que a constituição de um empreendimento que funcionasse nos moldes do mercado, mas sem fins lucrativos, seria o ideal para que o aluno saísse da graduação atendendo as expectativas do mercado de trabalho.
 
No Brasil a primeira empresa junior foi formada em 1988 pela FGV de São Paulo. Henri Souza observou que existem entidades que atendem serviços em diversas áreas, mas é em São Paulo onde as empresas juniores são mais diversificadas respondendo as demandas que vão desde projetos de planos de negócios, estudos de localização, gestão, até de ordem mais técnica na elaboração de produtos químicos, mecânicos e protótipos. A qualidade é garantida pela orientação de professores. “São eles que aprovam o projeto inicial, nos orientando até a entrega final do serviço. Isso dá segurança”, pontuou o representante da RioJunior.
 
Em 2009 várias federações procuraram o Sebrae e fizeram uma parceria de onde surgiu Confederação Brasileira de Empresas Juniores, para representar todas as entidades no âmbito nacional. Segundo dados da entidade, em 25 anos, as empresas juniores formaram 11 mil universitários empreendedores. Isso porque uma das externalidades positivas de um empreendimento júnior e a criação de micro e pequenas empresas por ex-alunos.
 
Atualmente, a Confederação atua na Câmara dos Deputados para a aprovação do projeto de lei nº 8084/14, que pretende regulamentar a atividades das empresas juniores para facilitar a criação de entidades desse perfil nas instituições de ensino superior. 
 
Acompanhe à seguir a palestra de Henri de Paiva Souza na íntegra. 
                
https://www.youtube.com/watch?v=d-uOg0dA7xU&feature=youtu.be width:700

1 comentário

  1. pútrea educadora

    Enquanto isso no mundo real, as Universidades seguem com o corte no orçamento – ou melhor, não seuguem porque várias nem iniciaram o segundo semestre por falta de dinheiro PÚBLICO (para as Univesidades, porque para parlashopping, para encher as burras dos banqueiros(alo BRADESCO-LEVY!) tem né? – em greve sem nem nenhuma negociação e com o governinho fingindo que nada acontece. Além das práticas antisindiciais do ‘governo dos trabalhadores’….

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