BC reduz projeção do PIB em 2013 para 2,7%

Jornal GGN – O Banco Central (BC) reduziu sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2013 de 3,1% para 2,7%, enquanto a variação estimada para o período de quatro trimestres encerrados em março de 2014 atingiu 3%. As informações constam do último Relatório de Inflação divulgado pela autoridade monetária.

A projeção traçada pelas instituições financeiras, consultadas todas as semanas pelo BC, para a expansão da economia é menor que a da autoridade monetária: a última projeção para 2013, após seis quedas seguidas, ficou em 2,46%. Para 2014, a estimativa é 3,1%.

No caso da inflação, a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2013 deve atingir 6%, acima dos 5,7% divulgados no relatório anterior.

Para 2014, a estimativa é que a inflação fique em 5,4%, ante 5,3% previstos anteriormente. No caso da inflação acumulada em 12 meses no final do segundo trimestre de 2015, a estimativa é 5,5%. Os dados levam em consideração o cenário de referência, com base na taxa básica de juros em 8% ao ano e a cotação do dólar a R$ 2,10.

As estimativas do cenário de mercado, em que são utilizadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e câmbio, colocam a taxa de inflação em 2013 na faxia de 5,8%, a mesma projeção divulgada em março. Para 2014, a estimativa desse cenário é que a inflação fique em 5,2%, ante 5,1% previstos anteriormente. A projeção para a inflação acumulada em 12 meses no final do segundo trimestre de 2015 é 5,3%.

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De acordo com o Relatório de Inflação, no cenário de referência, a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da meta subiu de 25% para 29%, este ano. Para 2014, essa probabilidade também subiu, de 24% para 25%. No cenário de mercado, essa probabilidade caiu de 25% para 21% e para 2014 foi ajustada de 26% para 25%.

Segundo o documento, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) avalia que, no curto prazo, a inflação em doze meses ainda apresenta tendência de elevação e que o balanço de riscos para o cenário prospectivo se apresenta desfavorável. “O Copom destaca que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária”.

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