Dilma admite que inflação pode exigir alta de juros

Da Folha de São Paulo

LUIZA BANDEIRA
Enviada especial a Belo Horizonte

A presidente Dilma Rousseff disse na manhã desta terça-feira (16) que “não há a menor hipótese de o Brasil não crescer” este ano e admitiu que pode haver necessidade de mexer na taxa de juros do país para combater a alta da inflação. Amanhã (17), na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o Banco Central decide se mantém a Selic em 7,25% ao ano ou se altera a taxa básica de juros. Analistas já esperam uma elevação, devido à alta da inflação, que nos 12 meses encerrados em março atingiu 6,59%, acima do teto da meta estipulada pelo governo.
A meta da inflação para este ano é de 4,5%, podendo variar em uma banda de dois pontos percentuais.
Dilma disse que o impacto de uma eventual elevação dos juros seria menor agora do que era antes de o PT assumir a Presidência porque, segundo ela, houve mudança no patamar da taxa.
“Nós jamais voltaremos a ter aqueles juros que, em qualquer necessidade de mexida, elevava juros para 15%, porque estava em 12% a taxa de juros real. Hoje temos taxa de juros real bem baixa. Qualquer necessidade para combater a inflação será possível fazer num patamar bem menor”, afirmou.
A presidente participou, em Belo Horizonte, da cerimônia de anúncio de uma fábrica de insulina.
Dilma voltou a dizer, como já havia feito ontem durante festa do PT, que há no Brasil “pessimistas de plantão” criticando os rumos da política econômica do país.
“É um pessimismo que nunca olha o que já conquistamos e a situação em que estamos. Sempre olha achando que a catástrofe é amanhã. Achando que esse processo é um processo que tem sinalizações indevidas. Eu queria dizer para vocês que não há a menor hipótese do Brasil este ano não crescer. Estou otimista quanto ao Brasil.”
Ela também repetiu que o controle da inflação foi uma conquista do partido na Presidência e que não haverá “negociação” com a inflação.
“Não teremos o menor problema em atacá-la sistematicamente. Nós queremos que esse país se mantenha estável, porque a inflação corrói o tecido social, corrói para o trabalhador a renda, corrói para o empresário seu lucro legítimo. Isso não podemos mais deixar voltar ao Brasil”, afirmou.

Ver original

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome