A escola da Direita no Brasil em julho de 2013…

Neste mês de Junho, o Brasil virou de ponta cabeça literalmente, seja através das passeatas do Movimento do Passe Livre e sobretudo nas imagens  de agressões explícitas pelas ruas do país, e diante disso como governantes e como cidadãos : “O que fazer?!?!?!”

Bem, o governo federal da presidente DILMA resolveu convocar os principais atores interessados neste processo que questionam e reivindicam mudanças imediatas, e sugeriu uma possível reforma política através da convocação plebiscitária de uma Assembléia Constituinte e que possa reverter este quadro de incertezas & carências na construção do dia a dia do cidadão brasileiro, via transporte público; saúde; educação; planejamento urbano; etc.

Mas muito curioso nisso, é que na observação do prematuro e contundente movimento contestatório, vieram a reboque (oportunamente é claro), os  articulistas de Direita com o seu “velho & maquiado discurso” com especiais e agressivos desagrados à presidente DILMA  e seu governo (como sempre),  estabelecendo assim por  “ciência”  ou “fato por comprovar” em seus artigos ou argumentos de que o governo federal tem antecedentes comprometedores (o ex LULA, mesmo que tendo sido exitoso) e estrutura partidária igualmente comprometedora (o PT & aliados políticos, mesmo que tenham sido tbém. exitosos), e que dependem p/ o seu sucesso de empreendimentos no país de uma política diferente de tudo o que se fez neste país em décadas & décadas, e sucesso este que jamais será alcançado (segundo preveem eles em uníssono) e mesmo que já tenha sido alcançado aos poucos (nunca é citado ou elogiado por eles), e enquanto isso na sucessão presidencial, um outro personagem sui generis  –  o sr José SERRA continua  sua franca escalada pelos bastidores dos redutos  políticos e judiciários, e sobretudo através da amigável e solícita Imprensa Familiar, que  continua apostando ser ele o único candidato que pode defenestrar  do  poder central  o governo do PT, e assim voltarmos a viver como na época de FHC – tudo sendo razoável e sensatamente “resolvido”  para alegria & comodidade dos empresários do Brasil e dos EUA e outros que apostam neste tipo de jogatina, vide privatizações e outros.

E dando continuidade aos 04 articulistas que representam a Direita atuante e com voz no Brasil e do qual eu anexei 03 artigos respectivos e uma entrevista no resumo, anexei também um vídeo de um sujeito indescritível (em todos os sentidos) e que por incrível que possa parecer,  uma  Imagem Fidedigna da mesma Direita que escreve e fala na Imprensa todos os dias,  vide  escola de calúnias & mentiras do sr.SERRA na eleição de presidente do Brasil com DILMA, sobretudo através da Internet com assessoria de Eduardo Graeff  & Soninha  (seus maiores  expoentes) e  NADA diferente do que o  indescritível tenta narrar no vídeo contra a presidente DILMA que anexei, com o mesmo   discurso TOSCO  e  CHULO é nitidamente a escola do sr SERRA, e os artigos aqui colocados muitas vezes com o mesmo TEOR embrutecido e injustificável acompanham a desorganização teórica, mas conspiratória da Direita indignada do Brasil, e sempre colocadas com indignação, excetuando-se é claro pessoas muito distintas como Delfin Netto; Bresser Pereira; Claudio Lembo e outros que não utilizam a carreira como mercadoria, e se baseiam em fatos e não em convicções morais ou mesmo de ordem de interesses para particulares, bem a todos uma boa leitura…

 

Proposta de Constituinte é inconstitucional. Trata-se de uma tentativa de golpe bolivariano. Ou: Conforme previ, petismo tenta saída à esquerda. Não estou surpreso. Nem vocês!

 

Constituinte exclusiva para fazer reforma política é golpe. É evidente que se trata de uma proposta inconstitucional, que não passaria no Supremo — aos menos, espero que não. Se passasse, então seria sinal de que estaríamos no reino onde o perdão seria desnecessário porque não haveria mais pecado.

Pois é… Eu conheço esses caras e essas caras. Sei como pensam. Sei com quais categorias operam. Sei como funcionam. Tenho advertido aqui há três semanas que esse negócio de ser reverente às massas na rua acaba dando em porcaria.

Uma coisa é ser contra congressistas que não prestam. Outra, distinta, é hostilizar o Congresso. Uma coisa é criticar uma justiça lenta e ineficaz. Outra, distinta, é hostilizar o Judiciário e as leis.

A ideia de uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma política é de Lula. E é antiga. Dilma, quando candidata, defendeu essa ideia numa entrevista ao programa Roda Viva. Não conseguiu dizer direito nem por que queria governar o Brasil, mas veio com essa história. Escrevi a respeito em julho de 2010. Felizmente, ao longo de sete anos, completados hoje, este blog se manteve no prumo e no rumo. Na sua proposta, também a reforma tributária seria feita por essa “Constituinte”. Como ela se operaria? A “Assembleia da Reforma Política” seria bicameral ou unicameral? Representaria só os cidadãos ou se tentaria garantir o equilíbrio federativo já no processo de representação? Vai saber o que se passa pela cabeça tumultuada de Dilma Rousseff. Eu sei o que se passa na cabeça da cúpula do PT: criar mecanismos para se eternizar no poder.

É um escárnio!

O Brasil passou pelo impeachment.

O Brasil passou pela crise dos anões do Orçamento, que dizimou reputações no Congresso.

O Brasil passou, e está passando ainda, pela crise do mensalão.

Ninguém falou em Constituinte. Agora, por causa de meia dúzia na rua — ainda que fossem muitos milhões —, os feiticeiros vêm falar em “Constituinte exclusiva”? Por quê? Houve algum rompimento da ordem?

Boa parte da reforma política necessária pode ser feita por legislação ordinária. É raro o caso em que se precisa de emenda, só aprovada com três quintos das duas Casas. E por que não se chega a lugar nenhum? Porque o governo não tem rumo e porque, como em jornada recente, os petistas querem impor uma reforma que o beneficie, que torne as eleições meros rituais homologatórios. Ora, Dilma não recebe em palácio esses patetas do Passe Livre por acaso.

Não acho que essa porcaria vá prosperar, mas é claro que estou preocupado. Ao mesmo tempo, fico satisfeito. Então eu não estava doido, não! Muita gente boa se perdeu nesse processo porque não conseguiu resistir ao encanto das massas na rua. Uma coisa é reconhecer — e isto eu sempre reconheci — que existem bons e enormes motivos para protestar. Outra, distinta, é não distinguir o ataque à roubalheira e aos desmandos do ataque às instituições.

Que fique claro:
– sapatear no teto do Congresso agride a Constituição;
– botar fogo no Itamaraty agride a Constituição;
– impedir o direito de ir e vir — SENHOR MINISTRO LUIZ FUX — agride a Constituição;
– promover quebra-quebras de norte a sul do país, cotidiana e reiteradamente, agride a Constituição.

Certa estupidez deslumbrada se esqueceu da natureza dessa gente. Os que estão nas ruas não obedecem a nenhum comando, mas estão lidando com forças organizadas. Daqui a pouco, lembrarei que tipo de reforma política quer o PT e por quê.

Conheço a crítica segundo a qual citar o nazismo como exemplo tende a ser inócuo porque nada se iguala aquilo e coisa e tal… Mas não dá para ignorar: parte dos liberais e dos democratas brasileiros resolveu, nestes dias, se comportar como os liberais e social-democratas da República de Weimar.

 

por Reinaldo Azevedo

 

 

Indignai-vos nas urnas! 

 

Motivo para revolta é o que não falta. Aquele cenário maravilhoso que o governo pintava não existe. Nossos pilares são de areia, e o inverno está chegando. O descaso com a população por parte das autoridades é enorme, as prioridades são todas desvirtuadas, e o rumo precisa mudar radicalmente.

Mas confesso não compartilhar da euforia que tomou as ruas das principais capitais do país. Há uma insatisfação generalizada e difusa, sem foco. Não adianta ser contra “tudo que está aí”. É preciso compreender melhor o que nos trouxe a esse quadro, e como mudá-lo. Temos que gerar mais luz e menos calor.

Além da grande cacofonia nas ruas, cada um com uma demanda diferente, há grupos radicais de esquerda tentando se apropriar dos protestos. Afinal, isso é o que eles sempre fizeram: incitar as massas e criar baderna. Separar o joio do trigo é crucial. Vândalos devem ser contidos, saques e agressões aos policiais devem ser reprimidos com todo o rigor da lei. Manter a ordem é fundamental.

O clima anárquico só interessa aos golpistas de plantão. Uma turba descontrolada é um convite a uma intervenção estatal rigorosa. A Revolução Francesa sofreu desse mal, levando ao Terror de Robespierre, e depois à ditadura de Napoleão. Maio de 68 foi outro exemplo de caos produzido pela juventude entorpecida por utopias revolucionárias.

Consigo entender perfeitamente o desespero de muitos, cansados de nossa política podre, da ausência de alternativas sérias, da impunidade, do transporte caótico, a saúde pública em frangalhos. Tudo isso é totalmente legítimo. Mas precisamos canalizar essa energia toda para forças construtivas, e não destrutivas.

Sou bastante crítico a este governo. Meu julgamento da era petista é o pior possível. Nunca antes na história deste país se viu tantas trapalhadas conjuntas, tanta incompetência, tanta mediocridade e safadeza. O PT segregou o país, comprou votos com esmolas estatais, aparelhou a máquina do Estado e demonstra forte viés autoritário.

Estamos pagando um alto preço por essa inoperância, agora que os ventos externos pararam de soprar na nossa direção. Dilma não fez uma única reforma estrutural importante, exagerou no populismo e permitiu inclusive a volta da alta inflação. Meu veredicto é o mais duro possível contra a presidente e sua equipe.

Dito isso, não consigo mergulhar com muito otimismo nas manifestações das ruas, até porque tenho sérias dúvidas se este é também o diagnóstico dessas pessoas. Muita gente acaba demandando mais intervencionismo estatal como solução. Querem mais do veneno! Bandeiras demagógicas, como “passe livre”, também abundam. Esse, definitivamente, não é o caminho.

O que fazer então? Sei que a nossa democracia é muito falha. Quem pode ficar feliz com esse Congresso? Mas não acredito muito em revoluções populares, que costumam sair do controle. Prefiro apostar na evolução de nossas instituições, hoje capengas e ameaçadas. Precisamos lutar dentro da própria democracia, com as armas da legalidade, respeitando o império das leis.

Essa via leva mais tempo, tem solavancos, exige concessões, demanda paciência, aquela que está prestes a se esgotar. Mas ela é mais sólida, mais sustentável, mais pacífica. O principal valor da democracia representativa não está em suas “fantásticas” escolhas (Lula?), mas em sua capacidade de eliminar grandes erros de forma pacífica.

Conquistamos a duras penas o regime democrático, e criamos algumas instituições republicanas importantes, como a liberdade de imprensa e a independência dos poderes. Não foi no ritmo que desejávamos, tampouco da qualidade que almejamos. Mas precisamos preservá-las. Hoje mais do que nunca, justamente porque elas estão em xeque, sob constante ataque de minorias organizadas e barulhentas.

Nenhum partido atual representa minha visão liberal de país. São todos eles intervencionistas, depositando no Estado um papel demasiado de controle sobre nossas vidas e recursos. Mas nem por isso penso que a solução é uma espécie de “revolução apartidária”. Em política não há vácuo; ele logo é preenchido por alguém. Que não seja um aventureiro, um “messias” salvador da Pátria. Ou salvadora.

Eis minha sugestão aos brasileiros cansados dessa situação: indignai-vos, mas nas urnas! Não será a escolha ideal, mas o ideal existe somente em nossas ilusões. E elas são perigosas quando passamos a acreditar que são viáveis. Façamos aquilo que for possível, mantendo nossa frágil, porém necessária democracia. De nada adianta rugir feito um leão nas ruas, e depois votar como um burro nas urnas.

 

por Rodrigo Constantino

 

Um rio que passou em nossa vida


À primeira vista, essas manifestações pareciam uma provocação anárquica, sem rumo. Muitos acharam isso, inclusive eu. Nós temos democracia desde 1985; mas ‘democracia’ tem de ser aperfeiçoada, senão, decai. Entre nós tudo sempre acabou em pizza, diante da paralisia dos três poderes. O Brasil parecia desabitado. De repente, reapareceu o povo. Parecia um mar.

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Acordou uma juventude calada há 20 anos, uma juventude que nascia enquanto o Collor caía… Isso pode ser o início de uma ‘primavera brasileira’. Contra ditadores? Em parte sim, uma ditadura difusa, ditada por entendimentos silenciosos que formam uma rede de interesses mutuamente atendidos. Nossa rede corrupta tem uma lógica complexa, mas sólida, em que a perversão pavorosa do Congresso se soma à incompetência tradicional dos petistas e sindicalistas do Executivo e um STF querendo acordar, sob uma chuva de embargos. Tudo atende aos interesses dos canalhas. Nossa rede de escrotidões é muito funcional. Sempre que se abre uma porta, damos com uma outra fechada. O atraso é muito bem planejado. O Brasil é o país mais bem ‘desorganizado’ do mundo.

Subitamente, o povo reapareceu. Andava muito sumido, como se a sociedade não existisse mais.

Nossa opinião pública era queixosa – reclamava muito e agia pouco. Agora, mudou. Os jovens estão com a maravilhosa sensação do Poder. Agora esse movimento tem de proteger o imenso poder de influência que conquistou.

Mas, sutilmente, essa vitória pode ser apagada pouco a pouco, com a solerte esperteza do Executivo e do Legislativo. Vocês repararam que o governo central, na fala de Dilma na TV, está ‘encantado’ com a democracia? Prefeitos, governadores, todos fascinados com a democracia. Todos (de nariz meio torcido) elogiam a ‘juventude que despertou’, etecetera e tal. Mas, no fundo, ou melhor, na cara, só pensam em recuperar Ibopes e em sossegar os leões. Muitos políticos com culpa no cartório estão ansiosos: “Meu Deus, não se pode nem roubar em paz! Precisamos apoiar isso tudo para que tudo continue como sempre foi”, pensam. Quase todos que assinaram o apoio à PEC 37 – a PEC da impunidade – têm ficha suja. São mais de 200.

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Todo mundo apoia a democracia – que legal!… – mas ninguém explica, por exemplo, por que a Petrobrás comprou a refinaria no Texas por mais de um bilhão de dólares, se o valor real é de apenas 100 milhões? Por quê? Por que a ferrovia Norte-Sul, desmoralizada há 27 anos pela Folha de S. Paulo, que anunciou o resultado da concorrência dois dias antes? E não está pronta ainda, mesmo depois de descoberta a roubalheira da Valec. E a volta da inflação, que causa arrepios nos economistas do mundo todo, menos no trêmulo e incompetente Mantega? E Belmonte? E a refinaria com os fascistas da Venezuela, que não pagam? E o canal do Rio S. Francisco parado? E as privatizações envergonhadas que não saem? E corruptos impunes? E o Estado quebrado, cheio de gastos de custeio, sem dinheiro para investir? E as alianças com partidos ladrões que impedem qualquer reforma? E a preocupação somente eleitoral? E o custo dos estádios? E a infraestrutura morta?

Ninguém explica. A Dilma tinha de explicar, em vez de tentar acalmar a “massa atrasada”. Lula, o eterno e nefasto presidente, já disse que “Tudo bem; quem nos apoia não está se manifestando – são os miseráveis do Bolsa-Família” (que com inflação crescente vai murchar para vinténs). Foi o mesmo que ele disse na cena do dossiê dos ‘aloprados’, lembram?: “Não tem ‘pobrema’, pois o povão pensa que ‘dossiê’ é doce de batata”.


Vamos botar a bola no chão: O PT está no governo há dez anos e é o responsável principal por esta cag… catástrofe pública. Ou não é?

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Mas o que pode acabar com o Movimento? O vandalismo, sem dúvida. O vandalismo se explica pela infiltração de vagabundos, punks e marginais, aproveitando que a polícia não pode matar. Mas também há o vandalismo proposital, programado por radicais, para desclassificar o Movimento. Será que alguns bolcheviques estão seguindo a lição de Lenin, quando escreveu como desqualificar movimentos de rua: “Infiltrem nossos homens em outros partidos e (…) dividam a população em grupos antagônicos, estimulando divergências entre eles sobre questões sociais”.

E aí? O que pode esvaziar o Movimento?

Bem, em primeiro lugar, o vazio, a abstração, a luta pela luta, o horror da política. Se virar um movimento genérico demais, tudo acaba. Não podem achar que podem mudar o País num ‘passe livre de mágica’. Não podem.

Não podem se deslumbrar com o sucesso. O fundamental é alguma humildade no processo todo.

É necessário lutar contra causas concretas, pontuais.

É preciso a organização de lideranças, sim, assumidas, inclusive com células nos Estados, todos conectados para agir, sempre em cima de um tema.

A sensação de poder é maravilhosa, mas não pode levar a sentimentos de onipotência, a um excesso de otimismo. Tem de ser um movimento de vigilância, um poder paralelo e discreto que se articula rapidamente para protestos pontuais.

Os partidos que existem têm de ser questionados em seus malfeitos e em seus programas oportunistas.

Creio que este movimento jovem tem de ser uma periferia crítica permanente, sem ser um partido tradicional, mas uma vigilância no dia a dia de Brasília.

O Movimento tem de representar a sociedade. Uma espécie de Ministério Público sem gravata.

Outro perigo que ronda os jovens é o tempo. Sim, os corruptos trabalham com o tempo. São todos cobras criadas que contam com o cansaço dos manifestantes jovens, esperando a hora em que a mamãe chama para o jantar. Contam também com o tédio da população. Eles adoram a falta de memória e os dias que passam. Já adiaram expressamente a votação da emenda PEC 37, para momentos ‘mais calmos’ – esqueceram que a votação será nominal, logo, anotaremos todos os inimigos declarados.

Se essas provações forem superadas por jovens sem experiência política, eles terão nos dado uma grande lição: “Temos democracia; agora, temos de formar uma República”.

Se não, tudo será apenas um rio que passou em nossa vida e… sumiu.

 

por Arnaldo Jabor

 

 

(o colunista Augusto Nunes entrevista LOBÃO)

06/06/2013  às 18:16

 

Lobão: “É uma delícia provocar a fúria dos idiotas…”

 

Antropofagia: “Sempre achei uma certa lorota”. Oswald de Andrade: “Lendo seus livros me dei conta que discordávamos absolutamente sobre tudo”. Comissão da Verdade: “É psicótico as pessoas quererem contar apenas um lado da história”. Música popular brasileira: “A MPB hoje beira a demência”. Dilma Rousseff: “Uma verdadeira anta, que fala mal, pensa mal”.

Isto é puro Lobão, o músico e escritor que acaba de lançar Manifesto do nada na terra do nunca. O livro, que segue escalando posições nas listas dos mais vendidos (segundo a revista Veja), começou a fazer barulho antes mesmo de ser distribuído pela editora. “Quem lê, adora. Quem não lê, odeia”, resume o autor da obra cuja gestação durou oito meses.

A ideia era escrever sobre música. Para sorte dos leitores (!?!?!?), Lobão resolveu fazer uma escala na Semana de Arte Moderna de 1922 ─ e, a partir daí, liberou-se para tratar de inúmeros temas, sempre esbanjando inteligência e humor (!?!?!?!). “Acredito que estamos vivendo nossa pior época”, reafirma na entrevista. Se pretendem inibir o polemista sem medo, os que amam odiá-lo estão perdendo tempo. “É uma delícia provocar a fúria dos idiotas”, avisa Lobão.

 

 

 

 

 

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