A reeleição de Obama e as relações Brasil-EUA

Por Marco Antonio L.

Da Carta Capital

Política no Brasil: A reeleição de Obama garante a continuidade das relações bilaterais

The Economist Intelligence Unit

A vitória de Barack Obama nas eleições de 6 de novembro nos Estados Unidos foi recebida com uma mistura de entusiasmo contido e um suspiro de alívio pelo governo de esquerda da presidente Dilma Rousseff. Ela é ideologicamente mais próxima do presidente americano reeleito do que de seu adversário republicano de direita, Mitt Romney. Dito isso, o balanço dos primeiros quatro anos de Obama no cargo foi relativamente fraco em termos de promover os interesses do Brasil. Seu novo mandato, de modo geral, significará negócios como sempre nesse sentido — é improvável que as relações com o Brasil subam na lista de prioridades da política externa americana.

No primeiro mandato de Obama houve melhoras na cooperação científica e acadêmica, e o Congresso americano aboliu tarifas sobre as importações de etanol do Brasil em janeiro de 2012. No entanto, o presidente americano não defendeu publicamente a reivindicação brasileira por um assento no Conselho de Segurança da ONU — o que tem sido uma prioridade em política externa de sucessivos governos de Brasília –, apesar de ter apoiado as aspirações da Índia nesse sentido.

Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil (atrás da China) e o principal destino de suas exportações industriais. No entanto, é improvável que Obama adote medidas para aprofundar as relações comerciais bilaterais através de um acordo de livre comércio em seu segundo mandato. Além disso, diante das políticas comerciais mais protecionistas adotadas pelo Brasil desde o início da crise financeira global, há pouco entusiasmo por uma abertura do setor industrial brasileiro, que atualmente enfrenta problemas de competitividade.

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