Bolsonaro chama de ‘babaquice’ reação da PF contra sua interferência no comando da corporação

Presidente disse ainda que comando precisa de uma "arejada" e que "está tudo acertado com o Moro" as mudanças previstas nas superintendências

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Novamente sem saber medir as palavras, do presidente Jair Bolsonaro chamou de “babaquice” a reação de integrantes da Polícia Federal às declarações dele sobre a troca de superintendências e na diretoria-geral e, ainda, que a corporação precisa de uma “arejada”.

As declarações foram feitas ao jornal Folha de S.Paulo, durante um café da manhã no Palácio da Alvorada, na terça-feira (03). Bolsonaro comentou que está comandando as mudanças na direção da PF como uma crítica às alterações que seriam feitas sem o seu consentimento.

“O motivo foi a troca de 11 superintendentes sem falar comigo. Fui sugerir para o Rio um de Manaus, aí teve essa reação toda. Isso é babaquice”, disse.

“Essa turma [que dirige a PF] está lá há muito tempo, tem que dar uma arejada”, comentou ainda.

“Mais difícil é trocar de esposa. Eu tive uma conversa a dois com o Moro…[O diretor-geral] tem que ser Moro Futebol Clube, se não, troca. Ninguém gosta de demitir, mas é mais difícil trocar a esposa. Eu demiti o Santos Cruz, com quem tinha uma amizade de 40 anos”, disse se referindo à saída dos ex-ministro da Secretaria de Governo o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, afastado do governo depois de se tornar alvo de ataques do ideólogo da direita Olavo de Carvalho e do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro.

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Entenda

A crise entre Bolsonaro e a PF começou no dia 15 de agosto, quando Bolsonaro fez a seguinte declaração: “Todos os ministérios são passíveis de mudança. Vou mudar, por exemplo, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Motivos? Gestão e produtividade”.

A troca no comando da superintendência no Rio de Janeiro já estava sendo discutida na cúpula da Polícia Federal “há alguns meses”, disse a instituição em nota. A instituição foi pega de surpresa pela fala de Bolsonaro, além disso, ficou incomodada com os apontamentos feitos pelo presidente de que a troca acontecia por problemas de “gestão e produtividade”.

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“A Polícia Federal informa que a troca da autoridade máxima do órgão no estado já estava sendo planejada há alguns meses e o motivo da providência é o desejo manifestado, pelo próprio policial, de vir trabalhar em Brasília, não guardando qualquer relação com o desempenho do atual ocupante do cargo”, disse a PF em nota.

A previsão era que Ricardo Saadi seria substituído por Carlos Henrique Oliveira, homem de confiança do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, que já tinha sido promovido neste ano, quando virou superintendente em Pernambuco. Valeixo foi indicado para comandar a PF pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. Os dois se conheceram trabalhando juntos na Operação Lava Jato.

“A substituição de superintendentes regionais é normal em um cenário de novo governo. De janeiro para cá, a PF já promoveu a troca de 11 superintendentes”, seguiu a PF na nota.

Mais tarde, no dia 22 de agosto, Bolsonaro disse que poderia trocar o diretor-geral da PF. O episódio acabou enfraquecendo o ministro da Justiça Sergio Moro, levando à especulação de uma possível saída de Maurício Valeixo.

Historicamente, a escolha de superintendentes é feita pelo diretor-geral da PF. Nos últimos dias, Bolsonaro tentou colocar Alexandre Saraiva, hoje superintendente no Amazonas, no Rio. Diante da crise, Saadi deixou a superintendência carioca e até agora não houve substituição oficializada. Quem assumiu a função interina foi o diretor executivo da PF no Rio, Tácio Muzzi.

A mudança nas superintendências da PF, especialmente no Rio, é apontada como uma estratégia da família Bolsonaro para tentar blindar as investigações sobre o PM aposentado e ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabríco Queiroz. A PF não cuida do caso específico, mas deve investigar casos relacionados aos mesmos personagens.

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À Folha de S.Paulo, o presidente negou que a interferência na corporação tenha relação com a investigação envolvendo seu filho. “Já investigaram a vida da minha família inteira e não acharam nada”.

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6 comentários

  1. Lógico que ele toma pra si o comando da PF, pois tanto seu filho quento ele tem o “rabo-preso”. Lembrando que a PF já pediu prorrogação de novo pro caso da facada e agora já tem um vídeo rolando chamado Inconsistencias que mostra que a cicatriz da facada é fake e isso tira a unica credibilidade que era a dos medicos. Ou ele segura a PF ou a PF pega ele. Arrependimento é pouco por votar nesse cara!

  2. Esperando aquela famosa frase das otoridades: sabe com quem está falando ????

    PF calem a boca, botem o rabo entre as pernas e tomem vergonha na cara

  3. Quem está com babaquice é o Ministério Público do RJ que ainda não mandou prender o Queiroz.
    Por que não o conduzem coercitivamente para depor? O cara está rindo da cara do povo e o MP fazendo cara de paisagem.

  4. Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece.

    Tomei um transporte urbano coletivo e nele encontro uma velha companheira etílica. Estamos botando os babados em dias. Ela diz que a a situação está muito difícil e me fala que gostaria de se aposentar. Eu digo a ela que o Bolsonaro vai facilitar a aposentadoria dela… quando ela estiver perto de morrer com um salário daquele tamanho, ó. Ela retruca: Eu não votei naquela coisa, não. Eu digo a ela: Seria bom que as coisas de ruim que o Bolsonaro tá fazendo atingisse apenas os eleitores babacas que votaram nele. Dito isso, um Senhor já bastante idoso diz prá mim: “Eu votei nele mas não sou babaca. Eu não voto é em ladrão”. Eu disse a ele: “Isso é problema seu, Senhor, eu não tenho nada a ver com isso. Além do mais, eu não estou falando com o Senhor”. Como ele, bastante alterado, continuou a relinchar e como a Minha Companheira Etílica desembarcou, eu, que estava na traseira do ônibus, fui lá prá frente, pus o fone de ouvido e voltei a ouvir meu rockzinho antigo que não tem perigo de assustar ninguém. Quando eu sinalizei para desembarcar no próximo ponto, alguém, atrás de mim, bate em meu ombro. Eu me viro para ver quem é. É o velho babaca. Fazendo sinal de arma com a mão, ele continua a me agredir verbalmente e a me ameaçar que se eu o chamar de babaca novamente ele vai tomar providências. Eu peço a ele que me deixe em paz e volto para a traseira do ônibus. Ele desceu no mesmo ponto de ônibus que eu desci e continuou latindo.

    Já pensou seu eu tivesse porte de arma e tivesse em TPM? Eu ia fazer aquele velho rebolar na boquinha da garrafa, só prá respeitar Maluco Doido.

    Então eu ouço Bob Marley: Who the cap fit.

    Parece que hoje não é o meu dia.

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