Bolsonaro nega que desistiu de indicar Eduardo para embaixada nos EUA

'Por enquanto, sem alteração', respondeu presidente sobre ida do filho para embaixada; Nos bastidores, fala-se de 'zero' chances de a indicação ocorrer neste ano

Filho e pai - Eduardo e Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro negou nesta sexta-feira (18), ao sair da residência oficial no Palácio do Alvorada, que desistiu de indicar Eduardo Bolsonaro para o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

“Por enquanto, sem alteração”, respondeu quando questionado por jornalistas sobre a possível mudança de planos. Ontem, a coluna de Guilherme Amado, na revista Época, afirmou que interlocutores direitos do Planalto disseram que há “zero” chances de o presidente enviar a indicação em 2019.

“A informação foi confirmada com duas fontes, que avaliam que, se sair, a indicação seria mais próxima do fim do mandato do Zero Três, ou seja, em 2022”, disse a coluna.

A decisão seria tomada por causa da crise do PSL e da falta de votos no Senado. Na semana passada, o jornal O Estado de S.Paulo divulgou um levantamento mostrando que apenas 15 dos 81 senadores confirmaram que votariam pela aprovação de Eduardo ao cargo mais importante da diplomacia brasileira.

Para conseguir a aprovação do filho na Casa, Bolsonaro precisa da adesão de 2/3 dos senadores, ou seja, 41 votos.

Nesta quinta-feira, o governo tentou substituir a liderança do PSL na Câmara, posto ocupado hoje pelo deputado Delegado Waldir (PSL-GO), por Eduardo. Mas o Planalto fracassou e não obteve adesão suficiente dentro do partido. Em resposta ao ataque da ala bolsonarista, o presidente da sigla, Luciano Bivar (PSL-PE), destituiu o deputado Eduardo Bolsonaro e o irmão, senador Flávio, dos comandos da legenda em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente.

A reorganização também afastou a deputada Bia Kicis (PSL-DF), outra aliada dos Bolsonaro, da presidência do PSL do Distrito Federal.

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Leia também: Crise do PSL ameaça governabilidade da gestão Bolsonaro e pode travar pautas de reformas

Ainda, segundo informações da coluna de Amado, Bolsonaro estaria mais preocupado agora em manter Eduardo no Congresso para atuar na articulação política do governo junto aos parlamentares.

A crise dentro do PSL vem tomando proporções que podem ameaçar a governabilidade da gestão Bolsonaro travando, inclusive, as pautas de reformas.

Segundo informações do G1, pouco antes de falar hoje com os jornalistas, na saída do Alvorada, Bolsonaro recebeu o presidente do PSL Gilberto Kassab. Ele foi questionado se a reunião tratou de sua eventual ida para o partido. Bolsonaro negou que o encontro tivesse esse propósito.

“Cortesia. Converso com todo mundo. Uns eu convido, outros querem vir. É o papel de um presidente. Eu quero paz para poder governar. Temos problemas enormes no Brasil para resolver”, afirmou.

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1 comentário

  1. … “Eu quero paz para poder governar. Temos problemas enormes no Brasil para resolver”,…

    Ou Bolsonaro! Tu não sabe resolver a própria diarreia mental nem a de teus filhos. Imagina se tens capacidade pra porra nenhuma mais. Até no serviço militar fostes um fiasco, tua tentativa desastrada de bancar de terrorista deu em merda. Vai procurar o que fazer noutro emprego, cara.

    Orlando

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