Boulos aposta em tempo maior de propaganda para derrotar Covas em SP

Candidato do PSOL em SP cola Bruno Covas no rejeitado João Doria, diz que "radicalismo" é manter hospital fechado na pandemia e afirma que 70% votaram pela mudança

Jornal GGN – O candidato do PSOL em São Paulo, Guilherme Boulos, afirmou no final da noite de domingo (15) que tem condições de derrotar Bruno Covas (PSDB) no segundo turno da eleição municipal, já que haverá mais isonomia no tempo de propaganda eleitoral nos veículos de massa durante as duas próximas semanas, até o pleito final, em 29 de novembro.

No discurso aos apoiadores, Boulos colou o adversário Covas no rejeitado governador paulista João Doria, respondeu às acusações de que seria o candidato “radical” e afirmou que os resultados do Tribunal Superior Eleitoral mostraram, neste ano, que 70% dos eleitores da capital votaram pela mudança. “E a mudança no segundo turno é representada pela nossa chapa, por mim e Erundina”, disparou.

Covas saiu do primeiro turno com 32% dos votos válidos, ante 20% de Boulos. O socialista frisou que conseguiu o feito de ir ao segundo turno, superando Celso Russomanno e Márcio França, mesmo com apenas 17 segundos de tempo de TV, contra 4 minutos de Covas.

“Imagine [o que podemos fazer] agora no segundo turno, com tempo igual na televisão, 10 minutos por dia para a gente apresentar nossa mensagem para São Paulo, debate olho no olho em todas as emissoras, onde a gente possa mostrar o descaso, abandono da cidade”, comentou.

Boulos disse que começará a campanha de segundo turno imediatamente, mostrando as mazelas da capital administrada pelo PSDB. “Estamos no meio da crise mais grave da nossa geração, a pandemia de coronavírus. São Paulo é a terceira cidade do mundo com mais mortes por covid e mesmo assim, tem hospitais fechados. A periferia está abandonada pelo PSDB”, disse.

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Mais cedo, Covas, sem citar Boulos nominalmente, afirmou que vencerá os “radicais” no segundo turno. O candidato do PSOL respondeu: “radicalismo é ter hospitais fechados no meio da pandemia.”

Boulos ainda reforçou que é o candidato que mais cresceu entre os eleitores da periferia e provocou Covas. “Eu não apareço na periferia de 4 em 4 anos para abraçar criancinhas e tirar fotos. Olha só onde estamos: na minha casa, no bairro Campo Limpo. As pessoas da periferias não são apenas números.”

Para Boulos, “neste primeiro turno, vencemos o Bolsonaro, o projeto de ódio e mentira que tentou se enraizar em São Paulo. Agora, no segundo turno, vamos vencer o João Doria, porque é ele quem de verdade governa a cidade.” Segundo ele, Doria não se preocupa com o município. “Ele foi mais vezes a Nova York e Paris do que para o Campo Limpo ou Capão Redondo.”

O grande desafio agora, de acordo com ele, é inflar no segundo turno a “onda de esperança que contagiou muita gente na reta final, [para] tomar toda a cidade.”

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