Chile cancela eventos da cúpula da APEC e COP 25

Piñera fez o anúncio ao lado do ministro das Relações Exteriores Teodoro Ribera e da ministra do Meio Ambiente, Carolina Schmidt; Chile está há mais de duas semanas em protestos

Santiago, Chile. Foto: Patricia Faermann

Jornal GGN – O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse na manhã desta quarta-feira (30) que o país não irá mais sediar as próximas reuniões da PAEC e da COP25. O anúncio foi feito em frente à residência oficial, ao lado do ministro das Relações Exteriores Teodoro Ribera e da ministra do Meio Ambiente, Carolina Schmidt.

A cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) estava prevista para ocorrer na capital Santiago, entre 11 e 17 de novembro. Estavam confirmados para o evento os presidentes da China, Xi Jinping; e da Rússia, Vladimir Putin, entre outros líderes.

Já em dezembro, entre os dias 6 e 13, a capital chilena iria realizar a 25ª edição da Convenção-Quadro sobre a Mudança Climática da ONU (COP25). Seria o maior evento já organizado pelo país e contaria com quantidade considerável de líderes mundiais.

Durante o anúncio, Piñera afirmou que “com profunda dor”, o governo decidiu não realizar os eventos. “Sentimos e lamentamos profundamente os problemas e inconvenientes que esta decisão significa tanto para a APEC quanto para a COP”, disse o mandatário.

No dia 21, a ministra porta-voz do governo do Chile, Cecilia Pérez, havia dito que o país mantinha os planos de sediar a APEC e a COP25;

Em decorrência da crise, Piñera fez um reforma ministerial às presas, afastando 3 ministros, porém mantendo nas pastas de governo nomes polêmicos e alvos de críticas, como Jaime Mañalich (Saúde), Marcela Cubillos (Educação), Gloria Hutt (Transporte e Telecomunicações), e a Isabel Plá, do Ministério da Mulher, que desconhece as denúncias de violações sexuais cometidas pelas forças repressivas nos últimos dias.

O Chile vive uma onda violenta de protestos que dura mais de duas semanas. O estopim foi o aumento das passagens de metrô na capital Santiago. A população reivindica melhores condições de vida e queda do presidente Sebastián Piñera.

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Oficialmente, até o dia 23 de outubro, a atuação das forças de segurança contra os manifestantes gerou a morte de 18 pessoas. Mas organizações civis estimam que o número pode ser ainda maior. Nesta quarta-feira (30), será lançado o Mapa da Violência do Estado no Chile onde serão divulgados o número de vítimas.

O GGN participa do evento em parceria com a Agência Pressenza, QuatroV, El Desconcierto, a Associação pela Memória e Direitos Humanos Colonia Dignidad, o Museu de Memória e de Verdade no Chile, e os veículos OperaMundi, Rede TVT e Outras Palavras.

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