Congresso assumiu protagonismo das mudanças no país, diz Alcolumbre

Durante sabatina à imprensa, presidente do Senado afirma que, sem base aliada no Congresso, governo Bolsonaro perdeu dianteira nas decisões políticas

Rodrigo Maia (presidente da Câmara) e Davi Alcolumbre (presidente do Senado). Foto: Agência Senado

Jornal GGN – A desconfiança dos investidores no Brasil, por causa da instabilidade política, só não é maior porque o Parlamento está tomando a dianteira nas decisões políticas. A avaliação é do presidente do Senado Davi Alcolumbre, segundo informações do O Globo, em evento realizado pelo jornal em parceria com o Valor Econômico. Veja a seguir as principais declarações do democrata.

“Quando você abriu mão desse modelo de [presidencialismo] coalizão, os partidos políticos e os parlamentares estão desobrigados de serem uma base sólida, digamos assim, do governo na Câmara e no Senado”, destacou. “E é por isso que muitos episódios têm acontecido, e são recorrentes no Senado e na Câmara, é porque o governo não tem uma base com a qual ele possa contar. Ele tem apoiadores em pautas específicas, que se posicionam às vezes favoráveis àquela tese do governo”, completou.

“Agora as decisões viraram praticamente parlamentaristas. Porque, se o Parlamento for contrário a uma posição, a uma manifestação do Executivo, vai acontecer a vontade do Parlamento”, prosseguiu o presidente do Senado.

“Na prática, o Parlamento está se sobrepondo. Quando tem compatibilidade com as pautas do Executivo, faz acontecer as pautas do Executivo. Como reforma tributária, reforma da Previdência e pacto federativo viraram pautas do Congresso, as coisas vão acontecer no sentido de aprovar essas matérias”, pontuou.

“Até agora, as pautas do Brasil estão desvinculadas da relação política. As pautas do Brasil encaminhadas pelo governo ou produzidas pelo Parlamento estão sendo tratadas com prioridade. O que for pauta exclusivamente do governo… Vocês viram o que aconteceu com o decreto das armas. O decreto das armas era uma pauta do governo, foi colocado para votar no Senado e foi derrubado”, exemplificou.

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“Esse distanciamento da relação acaba dando esse protagonismo, ou essa dianteira ao Parlamento. Acaba também dificultando a confiança dos investidores, por causa dessa instabilidade política que possa acontecer, entre Executivo e Legislativo, que só não está mais aprofundada porque o Parlamento tomou conta da pauta”, explicou.

“Ele mesmo diz: “Eu já encaminhei, agora a bola está com eles”. A vida toda foi ao contrário. Sempre o governo se posicionou em relação ao Parlamento com as suas pautas e lutava pelas suas pautas no Congresso. Nesse modelo que foi estabelecido, o governo encaminha as pautas, e elas só estão acontecendo porque passaram a ser do Parlamento. No momento do protocolo, o governo se afasta da matéria, e o Congresso escolhe qual vai fazer”, concluiu.

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3 comentários

  1. ISTO NAO E PRO BEM DA NAÇÃO ISTO É ARMACAO PARA IMPLANTAREM GUELA ABAIXO O PARLAMENTARISMO TUDO ARMADO PELO CAPITAL.

  2. Tchau, tchau Jair Bolsonaro. Manda três soldados e um cabo num jipe prender os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados manda Eduardo Bolsonaro. Senta na dita dura dos parlamentares da oposição, senta Carlos Bolsonaro.

  3. É um congresso totalmente descolado da realidade do país e da vontade do povo……… totalmente entregue aos desejos dos abutres do mercado…..

    Pergunto a qualquer parlamentar, qual foram as últimas medidas favoráveis aos trabalhadores nos últimos três anos????

    Nenhuma!!!

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