Considerações sobre reforma partidária e siglas de aluguel

Comentário ao post “Debate: a reforma política

Pessoal,

transcrevo um embate que tive com o Gunter Zibell num post anterior.

Saliento que sou contra as coligações também. Deve-se haver uma reforma partidária, coibindo as siglas de aluguel, sem obstar a pluralidade de ideias. O que não é concebível é uma coligação de um partido de extrema direita com um partido de extrema esquerda, como temos visto.

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Caro Gunter! Feliz 2013 de muita paz e realizações.

Também sou contra as listas fechadas dos partidos. Conforme postei abaixo, considero os partidos meros estandartes ideológicos, ao redor do qual os políticos devem se entrincheirar conforme seu livre pensamento e tendência.

Quanto ao voto distrital, doe-me ter que discordar de sua opinião, creio que pela primeira vez em todos esses anos de Blog. Ao considerar os distritos, presupõe-se a pluralidade e a representatividade. Ora, um candidato de um grande centro tem um campo bem maior para ser garimpado, haja visto o enorme número de votos amealhados pelos candidatos da capital de São Paulo, por exemplo. Um candidato do interior não teria a menor chance de ser eleito e assim o interior ficaria sem representantes.

Hoje, sabemos que a facilidade proporcionada pelo livre financiamento da campanha eleitoral leva a um equilíbrio de forças, de forma que um candidato do interior que tenha um bom suporte financeiro não fica prejudicado. Porém sabemos quantos mensalões custa esse tipo de financiamento, que não deixa de ser público, pois quem paga na realizade é o povo, mas não é oficial. Então, minha opinião é que se considere o voto distrital, sem lista partidária e com financiamento público e oficial. Que se endureçam as leis e as prestações de contas, de modo a se utilizar o rito sumário na apreciação e julgamento dos deslizes, e que se impeça a posse dos eleitos.

Leia também:  O caso Ford: fragilidade industrial e crise do mercado interno no Brasil, por Uallace Moreira e William Nozaki

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