Doria vai aguardar recuo de Bolsonaro antes de judicializar a vacina

Para o governador paulista, "vacina não pode ser objeto de nenhuma visão política, ideológica nem partidária"

Foto: Divulgação/Governo de SP

Jornal GGN – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na noite de quarta (21) que vai aguardar pelo menos até sexta-feira por um recuo de Jair Bolsonaro, antes de judicializar a anulação do acordo entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde pela compra de 46 milhões de doses da Coronavac.

Na terça, o Ministério anunciou o aporte de R$ 1,9 bilhão para adquirir o imunizante e mais R$ 80 milhões para ajudar a expandir a produção do Butantan no Brasil. Menos de 24 horas depois, irritado com a capitalização do acordo por Doria, Bolsonaro sumariamente mandou cancelar o protocolo de intenções, insinuando que a vacina é cara e insegura.

“Vamos esperar pelo menos 48 horas. Se até sexta-feira não houver nenhuma medida de recuo por parte do governo federal para fazer aquilo que deve fazer, apoiar as vacinas, inclusive a vacina do Butantan, que é a vacina do Brasil, nós saberemos quais medidas poderão ser adotadas, seja por São Paulo, seja pelos governadores”, disse Doria.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), já anunciou que se Bolsonaro não recuar, governadores irão mobilizar o Congresso e provocar o Judiciário para garantir autonomia dos estados e municípios na compra e distribuição das vacinas. O PDT já protocolou no Supremo Tribunal Federal uma ação nesse sentido.

“Os governadores deverão ter uma reunião nos próximos dias no fórum de governadores, isso já foi definido. Vamos aguardar essas 48 horas, e aí a maioria dos governadores saberá se posicionar”, acrescentou Doria.

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Para o governador paulista, “vacina não pode ser objeto de nenhuma visão política, ideológica nem partidária.”

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