Em discurso na convenção do DEM, Maia defende reformas, incluindo a da Previdência

“Estar ou não no governo é uma questão secundária em relação às reformas. Independentemente disso, a agenda econômica do governo tem apoio do Democratas", disse

Bolsonaro e Rodrigo Maia. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – Mais importante do que estar alinhado ao governo, é apoiar as reformas econômicas, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, nesta quinta-feira (30) durante seu discurso na Convenção Nacional dos Democratas, encontro do seu partido, o DEM.

“Estar ou não no governo é uma questão secundária em relação às reformas. Independentemente disso, a agenda econômica do governo tem apoio do Democratas, e a gente tem demonstrado”, afirmou.

Além de reafirmar a defesa à reforma da Previdência, Maia destacou que ela, por si só, não irá resolver a crise econômica brasileira e defendendo a alteração de marcos regulatórios que viabilizem a retomada de investimentos privados no país.

“A reforma [da Previdência] sozinha não vai resolver o problema do desemprego, das desigualdades no Brasil, da falta de saneamento, para isso vamos precisar de uma agenda que passa pelo poder Executivo e passa pelo Legislativo”, destacou afirmando antes que têm seguido o calendário de reforma proposto e que os prazos estão sendo respeitados.

Durante o discurso para os correligionários, o presidente da Câmara defendeu também o fortalecimento das instituições. Maia disse ainda que ninguém investe em um país que não tem uma democracia forte, nesse sentido, os partidos políticos são fundamentais para o sistema democrático, destacando a legitimidade e representatividade do poder Legislativo.

“Foram 97 milhões de votos dados a deputados e deputadas em 2018, a representação é tão forte quanto do poder Executivo. A política se faz a partir de partidos. Quando se trata de forma pejorativa os partidos, não está se enfraquecendo apenas um partido político, está se enfraquecendo a democracia brasileira, porque o Congresso Nacional tem como base a agenda dos partidos”, concluiu.

O “cavalo de Troia” da reforma

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Um dos pontos mais controversos da reforma da Previdência é o regime de capitalização, modalidade onde os recursos para a aposentadoria serão retirados apenas da conta do trabalhador e geridos pelo sistema bancário. O modelo atual é tripartite – empresas, governo e trabalhador contribuem para o INSS.

Um dos críticos da proposta, o ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, Nelson Barbosa, afirma que a capitalização acabará com o sistema previdenciário público, resultando na privatização total da Previdência.

“Sou favorável ao aumento da poupança via capitalização de modo complementar ao regime de previdência social. É assim na maioria dos países desenvolvidos. Por que BG [Bolsonaro e Guedes] querem mudar isso? Só pode ser lobby do mercado financeiro”, explicou. Clique aqui para ler o artigo na íntegra sobre a avaliação de Nelson Barbosa.

Acordos

Em abril, Maia disse durante sessão na Câmara dos Deputados que o regime de capitalização individual na Previdência não seria aprovado na Casa. “Duvido que [o novo modelo] consiga assegurar seu sustento, porque a renda do brasileiro é baixa”, disse o parlamentar na ocasião de intensas trocas de farpas entre ele e o Planalto.

“Acho que a capitalização vai passar, mas em um sistema [híbrido] que garanta a obrigatoriedade da contribuição patronal, uma renda mínima”, completou na época.

Na terça-feira (28), o articulador do governo com o Congresso e ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que os presidentes do Executivo, Legislativo e Judiciário estudam assinar uma espécie de pacto com metas e intenções em prol da governabilidade, acabando com as tensões entre os poderes.

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O anúncio foi realizado à imprensa após uma reunião no Palácio da Alvorada onde participaram Bolsonaro, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, além do presidente do Supremo Tribunal Federal, José Dias Toffoli.

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*Com informações da Agência Câmara

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4 comentários

  1. Como brasileiro lamento que um bando tenha obtido sucesso e tomado o poder, aproveitando-se de um falso discurso de moralidade que, sustentado por uma midia desavergonhada, foi proferido por alguns promotores e juízes que, despudoradamente, hoje brigam por uma fatia do butim obtido à partir da criminalização de nossas grandes empresas, principalmente a Petrobras.
    Contudo, por amar o Brasil a ponto de nunca saldar outra bandeira, torço diariamente pelo nosso progresso, pela volta do emprego, enfim; pela volta para a prosperidade da parcela da população que desde o golpe aplicado em 2016 vêm retornando a condição de miseravel, faixa economica de onde havia saido com Lula.
    Contudo, sempre achei estranho que assim, num estalar de dedos a partir da tal “reforma”, o Brasil entraria numa espiral de crescimento.
    Fora isso verdade, não significaria que os empregos, ou investimentos que os gerem, estão propositalmente retidos, numa estratégia de asfixia econômica tramada para implantação de pacotes de atrocidades capitaneados por “reforma da previdência”, “pacote anticrime”, “venda por migalhas de patrimonio e riquezas naturais” e, a pior de todas as ignomínias: Privatizacao e restrição de acesso à educação e saúde publicas?
    Caso positivo, nao se trataria de crime contra a população brasileira?

    Aproveito para destacar que os grupos responsáveis por este crime já dão sinais que pretendem estender a agonia. Já rola que só a “reforma da previdência” não basta para retorno ao crescimento econômico. Os canalhas querem entubar mais no povo.

  2. Nao li nenhuma sugestão que venha colaborar ou somar a reforma da previdência.O Maia fala de partidos mas os caras la pouco fazem em melhorar e facilitar os mecanismos produtivos da economia.A CFB globalista socialista so veio pra agigantar as despesas do Estado sem permitir a contra partida que é o crescimento economico ajustado a DE.E a esquerda desidratou o brasil.

  3. Nao li nenhuma sugestão que venha colaborar ou somar a reforma da previdência.O Maia fala de partidos mas os caras la pouco fazem em melhorar e facilitar os mecanismos produtivos da economia.A CFB globalista socialista so veio pra agigantar as despesas do Estado sem permitir a contra partida que é o crescimento economico ajustado a DE.E a esquerda desidratou o brasil.

  4. Acho bonito o relacionamento bozo-Maia. Tão proverbial!
    Maia é a esposa estafada e emputecida, sempre com dor de cabeça, e o bozo, se achando o gostoso, acha que oferecendo uma balinha e seus olhos azuis ela vai fazer as pazes e voltar a dormir com ele.
    SQN.
    Maia é agressivo passivo e lentamente vai tirar o chão do bozo.
    O inferno será pouco pra ele.

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