Em frasco pequeno

Há um ditado português e também brasileiro que elogia a qualidade em detrimento da quantidade. Diz ele:

“Os melhores perfumes e os piores venenos vêm em frascos pequenos”.

Lembrei-o ao ler o artigo de hoje, 30/09, de Janio de Freitas na Folha de São Paulo – “Notícias de casa”.

Janio comenta a eminente re-eleição de Eduardo Paes para a prefeitura do Rio de Janeiro.

Lá para o final do texto trata dos adversários do atual prefeito:

“… Freixo apoderou-se do segundo lugar. Mas até agora limitado a um terço do apoio declarado a Paes.

Os demais candidatos não conquistaram presença alguma. Rodrigo Maia amparou muito sua campanha na acusação a Eduardo Paes por extinguir o programa Remédio em Casa, que distribuía medicamentos pelo Correio. É uma farsa cômica: quem extinguiu o programa foi o próprio pai de Rodrigo Maia, o então prefeito Cesar, agora reduzido a triste candidatura a vereador.”

Mas o perfume, ou o veneno, fica para o último parágrafo ao comentar a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na campanha carioca:

O PSDB trouxe contribuição ainda mais notável. A propaganda do minúsculo Otavio Leite no horário eleitoral expõe um apoio de peso e convicção: “Vou votar acreditando no Rio. Vou votar Otavio Leite”. Se esse será seu voto, ou Fernando Henrique Cardoso transferiu o título para não votar em José Serra, ou mente sem a menor cerimônia (eu quase disse pudor).”

Com um único parágrafo Janio perfumou o domingo das letras de Folha, necessitadas elas sem dúvida estão, e, creio, envenenou o de certo sociólogo que não tem sido muito feliz nas suas últimas intervenções.

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