Em troca de reforma, cúpula do Congresso comandará novos ministérios do governo

Presidentes da Câmara e do Senado devem indicar novos ministros e, com isso, responsáveis pela formação da base necessária à reforma da Previdência

Bolsonaro e Rodrigo Maia. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – Nas tratativas entre Planalto e Congresso para recriação dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, o acerto é que os titulares das duas pastas serão indicados pela cúpula do Congresso que, em troca, deverá garantir a base necessária à reforma da Previdência. As informações são da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

No final da tarde desta terça-feira (7), o relator da Medida Provisória 870/2019 e líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse à imprensa que o governo concordou em recriar os dois ministérios, que no início de sua gestão foram integrados na pasta do Ministério do Desenvolvimento Regional – a MP 870 reduziu de 29 para 22 o número de órgãos do governo federal e tramita no Congresso.

No esquema de troca-troca entre Legislativo e Executivo, deputados disseram à Folha que o governo se comprometeu a liberar até R$ 4 bilhões por meio dos novos ministérios até o final deste ano.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senador, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ficarão responsáveis pela indicação dos novos ministros. “Com isso, o governo vai deixar na mão do Congresso a intermediação de pleitos por recursos às bases parlamentares, consolidando o DEM, que já tem três pastas, como o operador político do governo”, completa Daniela Lima que assina a coluna Painel.

Ainda segundo a articulista, o deputado Alexandre Baldy (PP-GO) deve ser um dos indicados de Maia para simbolizar sua parceria com os partidos do centrão. Entretanto, isso poderá gerar críticas dentro do próprio MDB, que sugere que um dos ministérios seja ocupado pelo atual líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB).

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O governo Bolsonaro deve ainda aproveitar as mudanças suscitadas pelo debate da MP no Congresso para fazer uma “mini reforma ministerial” afastando Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo e envolvido no escândalo das candidaturas laranjas do PSL mineiro, e o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Santos Cruz, alvo de críticas do guru do presidente, Olavo de Carvalho.

A manobra de recriação de dois ministérios preserva ainda a vinculação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Ministério da Justiça e Segurança, comandada pelo ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro.

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1 comentário

  1. Ou seja, o povo elege essa sucia para defender seus direitos e a malta se torna seus algozes defendendo os abutres do mercado…….

    Que os nomes desses traidores não sejam esquecidos……e quando vai haver boicote aos empresarios que defendem a retirada dos direitos dos trabalhadores??

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