Governo Bolsonaro atinge apenas 1/3 de metas para 100 dias

Do total de 35 objetivos que o Planalto se propôs a cumprir dois terços não serão atingidos. Dentre essas medidas estão a redução das tarifas do Mercosul e independência do BC

Jair Bolsonaro. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Jornal GGN – Nesta quarta-feira (10) o governo Bolsonaro encerra os 100 primeiros dias. Para marcar o período, a gestão prometeu cumprir uma série de propostas dentro desse espaço de tempo, mas apenas 1/3 das metas foram atingidas. As informações são da Folha de S.Paulo.

No final de janeiro, a Casa Civil, liderada por Onyx Lorenzoni, divulgou um relatório ressaltando 35 “metas objetivas” que deveriam ser cumpridas até o 100º dia de governo.

Entre as medidas que não serão finalizadas está a independência do Banco Central, a reestruturação da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e a redução de tarifas do Mercosul.

Segundo levantamento da folha, 20% do total de 35 objetivos não tem ainda previsão de serem entregues. Outros 34% foram realizados e 46% estão em fase de implementação.

O jornal aponta ainda que parte das metas podem ser cumpridas porque bastam apenas de assinaturas de decretos. Mas, pelo jeito, o foco na reforma da previdência, o desgaste com o Congresso e as escândalos desnecessários (como as tuitadas inconvenientes do presidente da República) drenaram o foco do Planalto.

No rol de ações que só precisam de medidas burocráticas (assinaturas de decretos) estão a mudança na capa do passaporte brasileiro e a campanha de prevenção ao suicídio.

Já entre as medidas que estão distantes de serem efetivadas estão o programa Alfabetização Acima de Tudo, do Ministério da Educação, e o aumento da cobertura de vacinas no país.

Em relação ao Banco Central, a proposta de independência está paralisada na Câmara dos Deputados. A reestruturação da EBC foi iniciada, mas a implementação de fato deve ocorrer após o segundo semestre, segundo estimativa do ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz. Já a redução de tarifa do Mercosul precisa ser negociada com Paraguai, Uruguai e Argentina – internamente, o Itamaraty fala em atingir o objetivo no final do ano.

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Na quinta-feira (11), Bolsonaro fará um evento no Palácio do Planalto para apresentar um balanço da lista de objetivos. Ele aproveitará a ocasião para anunciar o pagamento do 13º salário para beneficiários do Bolsa Família, a regulamentação da educação domiciliar e a conversão de multas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente).

Para ler a reportagem da Folha na íntegra, clique aqui.

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1 comentário

  1. Todo presidente eleito, deveria pagar todo prejuízo causado ao país com suas reformas, fazem deste país, um laboratório da incompetência, salvo exceção, pois quando deixam o governo, ainda tem as mordomias que ex presidentes tem direito, que a meu ver, deveria acabar com esta lei.

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