As manifestações do 25 de Abril em Portugal

Do Portugal Digital

Povo sai às ruas no dia da Revolução dos Cravos e líderes da oposição pedem a demissão do governo Passos Coelho

por Helder Castro

Os portugueses assinalam nesta quinta-feira, com manifestações de protesto contra o governo Passos Coelho, o 39. aniversário do 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos, que pôs fim a uma longa ditadura, de quase meio século.

Lisboa – Os portugueses assinalam nesta quinta-feira o 39. aniversário do 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos, como ficou conhecida, que pôs fim a uma longa ditadura, de quase meio século. Na Assembleia da República, os partidos da oposição de centro-esquerda, do PS ao PCP, Bloco de Esquerda e Verdes, voltaram a pedir a demissão do governo da coligação de direita formada pelo PSD e CDS e liderada pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Fora do parlamento, realizam-se hoje à tarde as tradicionais manifestações do 25 de abril, em que se anunciam mais protestos contra a política governamental e contra as imposições feitas ao país pela troika constituída pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional.

Na tradicional mensagem ao país, o presidente da República, Cavaco Siva, ex-primeiro-ministro, do PSD, apelou a consensos políticos e sociais e admitiu que há, entre os portugueses, uma “fadiga de austeridade”.

Durante a sessão solene realizada na Assembleia da República – marcada pelas ausências de importantes personalidades da vida política portuguesa, como o ex-presidente Mário Soares, um dos fundadores do Partido Socialista, e dos dirigentes da Associação 25 de Abril, que agrupa os militares que participaram em 1974 no Movimento das Forças Armadas, que levou ao derrube da ditadura -, os deputados da oposição voltaram a responsabilizar o governo pela crise em que o país está mergulhado.

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Já os deputados da coligação governamental reafirmaram a necessidade da chamada política de “austeridade” e de um consenso político entre os partidos que assinaram o acordo do empréstimo concedido a Portugal pela troika,  o que inclui o PS, principal partido da oposição.

“Hoje, como no passado, será pela luta que conseguiremos a rejeição do pacto de agressão, a ruptura com a política de direita, a demissão do Governo e a realização de eleições, para dar novamente a voz ao povo para decidir o seu destino”, disse a deputada comunista Paula Santos.

Portugal é hoje “uma democracia empobrecida”, fruto de um Governo que “nada tem a oferecer aos jovens, que não seja desemprego, precariedade e baixos salários” e que convida os portugueses a emigrarem, denunciou.

Um tom que se repetiu no discurso de Catarina Martins, do BE. O governo fez do “revanchismo social a sua imagem de marca”. “Quanto mais austeridade, mais gente no desemprego, maior a recessão, mais dívida se acumula”, disse.

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