Golpe em Honduras e o esforço contínuo dos EUA em dividir a AL: The Big Stick! (Stone e Wikileaks comprovam)

Oliver Stone e agora o Wikileaks: Os EUA derrubaram Zelaya e instabilizam a América Latina

(…)A dissidência consciente de Stone
O cineasta Oliver Stone é mais um dos cidadãos norte americanos a criticar a política externa de seu país, que se “sustenta” no unilateralismo de suas (pre)potências e na subserviência dos “irmãos latinos”.  Em junho esteve em Buenos Aires e manifestou seu apoio a política de enfrentamento do governo Kirchner ao FMI e aos EUA, além de dar seu apoio a Ley de Medios, proposta pelo Executivo argentino.
O Último Segundo publicou matéria sobre a visita de Stone a Argentina para o lançamento de seu filme, “Ao sul da fronteira”, curiosamente, sem qualquer publicidade no Brasil, confira alguns trechos:

Stone elogia “luta revolucionária” dos Kirchner contra o FMI

“…O cineasta manifestou seu apoio à nova Lei de Meios de Comunicação da Argentina, a qual os principais grupos multimídia do país resistem. Oliver Stone viajou para Buenos Aires como parte da promoção de seu novo filme, “Ao sul da fronteira”, um documentário que compara a visão dos meios de comunicação dos Estados Unidos sobre os Governos de esquerda da América Latina com o que ele mesmo observa no terreno. O filme inclui entrevistas com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Cristina Fernández (Argentina), Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai), Rafael Correa (Equador) e Raúl Castro (Cuba).

O cineasta considerou que seus compatriotas “não sabem nada” da América do Sul e sustentou que as críticas dos meios de comunicação aos Governos latino-americanos de tendência esquerdista respondem aos “interesses econômicos” dos Estados Unidos “para seguir mantendo o controle”. Segundo Stone, “como império, os Estados Unidos tem medo que outros países cresçam” e por isso olha com receio a nações como o Irã e a Venezuela, e lembrou o apoio dos Governos de seu país às ditaduras latino-americanas dos anos 1970 e 1980…”

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Wikileaks comprova o acerto do Itamaraty sobre Honduras
Após o mais novo vazamento de documentos do wikileaks, descobre-se que o governo norte americano, especificamente a política externa do presidente Obama e conduzida por Hillary Clinton, sabia e apoiou o golpe militar que derrubou o legítimo governo de Zelaya em Honduras.
À época o governo brasileiro condenou veemente o golpe e instou, tanto a OEA quanto o governo americano, a isolar o governo golpista de Honduras, para restaurar a democracia e reconduzir Zelaya a seu posto, restabelecendo a normalidade político-social daquele país.
Lula e Amorim foram tachados, pela imprensa brasileira e do continente americano e por políticos conservadores, de praticarem “intromissão em assuntos internos” de Honduras e de exercerem uma política externa megalomaníaca.  Muitas “análises” foram produzidas para as TV’s ou para os jornalões brasileiros que variaram entre o arriscado abuso da política externa brasileira sobre a soberania de um país latino americano de menores proporções, até alguns mais assanhados articulistas que tentaram formar uma imagem de Lula e Amorim como ingênuos e/ou fantoches de “ditadores”, colocando em risco as “tradicionais boas relações com o império americano.
O “carnaval midiático” sobre o golpe em nenhum momento tratou o tema como deveria, preferiu buscar o tratamento político das manchetes para atingir o governo brasileiro e sua política externa ativa e emergente.
Honduras?
O golpe em si não tinha importância, nem para a imprensa brasileira ou continental, tampouco para as autoridades americanas e a OEA, não atingia um aliado (ou preposto). O aprofundamento necessário e essencial para a análise do fato histórico passaram ao largo, não serviram para cunhar chamadas de destaque na imprensa. os meios serviram aos fins…

 
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