Governo colombiano descobre inimigo maior que as FARC: a mis

Manifestação na praça de Bolívar dos Desplazados, pessoas desabrigadas por conflitos e sem amparo do governo


Estive na Colômbia na última semana, conhecendo Cartagena e Bogotá, dois lugares muitos distintos de um mesmo país, principalmente pelo clima: Cartagena muito quente e úmido, Bogotá fria, mas também úmida.

As diferenças se acentuam para quem tem certa dificuldade com o idioma espanhol, em Cartagena, habitada em grande parte por negros, a língua falada nas ruas é muito rápida e com um sotaque que dificulta um pouco para quem não é de origem espanhola. 
Cartagena e os negros do caribe colombiano tem um histórico de luta e libertação contra a dominação espanhola, festejada no dia 11 de novembro, orgulho popular comemorado com grande festa.

Assim como em Cartagena, Bogotá passa por grandes obras viárias.  As duas cidades recebem significativos investimentos em transportes  para a ampliação dos corredores de ônibus da capital, chamado de Transmilenium e para a construção do de Cartagena.

Canteiros de oportunidades e desigualdades
Estas obras significam oportunidade de trabalho para uma população que ainda carece de maiores investimentos do Estado.
Segundo dados oficiais, cerca de 50% da população colombiana vive na pobreza ou pobreza extrema.
Aproximadamente 5,5 milhões sobrevivem com menos de dois dólares diários e o desemprego alcança 9,5%.
Cenário com o qual pude melhor deparar-me em Bogotá, de longe mostra-se diferente daquilo que costumamos ver na mídia brasileira.  Pouco se fala no Brasil da pobreza ou desemprego na Colômbia, muito explora-se a ligação com os Estados Unidos e o modelo de contraponto ao socialismo venezuelano de Chávez.  Pude, in loco e nitidamente, constatar que o que vemos sobre a Colômbia na mídia brasileira é uma mal acabada propaganda política…

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