Kassio Nunes teria plagiado e obtido ajuda para escrever mestrado, diz site

O advogado Saul Tourinho Leal "pode não apenas ter 'inspirado' o trabalho de Kassio a ponto de ter passagens inteiras de seus artigos reproduzidas, mas ajudado o magistrado a escrever a dissertação", diz a Crusoé

Jornal GGN – A revista Crusoé divulgou uma matéria nesta quarta-feira (7) afirmando que o desembargador Kassio Nunes, cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, teria cometido plágio em sua tese de mestrado.

Mais do que isso, há suspeita de que o escolhido de Jair Bolsonaro para o lugar de Celso de Mello tenha obtido ajuda do advogado plagiado para escrever a tese.

Segundo o site da revista digital, o advogado Saul Tourinho “pode não apenas ter ‘inspirado’ o trabalho de Kassio a ponto de ter passagens inteiras de seus artigos reproduzidas, mas ajudado o magistrado a escrever a dissertação.”

Utilizando a ferramenta “Plagium”, a revista diz que identificou nas 127 páginas do trabalho “mais de uma dezena de passagens da dissertação de Kassio Marques [que] reproduzem partes de artigos de Tourinho Leal, muitas sem tirar nem pôr palavras. Não há, no trabalho, qualquer referência ao advogado – ele não é citado nenhuma vez.”

O desembargador concluiu o mestrado em Direito em 2015. Saul Tourinho Leal é piauiense e integrante da banca de advocacia do ex-ministro do STF, Carlos Ayres Britto.

Nem Kassio, nem Tourinho se manifestaram ainda a respeito das informações divulgadas pela Crusoé.

Na noite anterior à reportagem de Crusoé, a internet entrou em ebulição com a notícia de que o pós-doutorado de Kassio no exterior não foi confirmado pela faculdade.

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3 comentários

  1. Gente são as novas exigências dos novos tempos que começou no governo Temer e a nomeação do Morais e sua tese plagiada.
    Sem plágio sem nomeação. Dificil entender isso…aff

  2. O fato de a Dilma, institucionalmente, ter aceitado a indicação do mesmo como desembargador naquele tribunal, não significa que o mesmo, agora, tenha de virar ministreco do stfux. Impressiona, isto sim, a facilidade com que bancas de mestrado e doutorado engolem plágios vagabundos e sem pertinência nos trabalhos que deviam analisar, apurar e dar veracidade. Ou seja, os tais mestradoutorados brasileiros são, em si, mero divertimento de acrescente-se ao currículo. Nem mais, nem menos. Agora, colocar essa ignorância-arrogante como ministro do stf é, sim, pecado mortal: degraus abaixo do conhecimento e da justeza daquela instituição. E dizer que os senadores farão apenas figuração para elevar o dito cujo (sem obras, sem conhecimento, sem ética, apenas, os “bons relacionamentos” que o apadrinham). Haja saco.

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