A nova era nos EUA

Um bom levantamento das mudanças em curso nos Estados Unidos, em artigo de Conor Dougherty, The Wall Street Journal, publicado pelo Valor:

• Os EUA estão bem avançados em tornar-se um país com uma “maioria de minorias”, onde menos de metade dos habitantes será de brancos de ascendência européia , o que despertará questões de identidade e coesão nacionais.

• Empregos de boa remuneração na indústria de transformação continuarão a desaparecer, como vem acontecendo há décadas, mas agora empregos bem pagos no setor financeiro provavelmente também desaparecerão.

• Entre as faixas etárias de maior crescimento está a de americanos entre 55 e 64 anos; esse aumento ressalta o crescente ônus do sistema de saúde e de aposentadoria.

• Os americanos estão mais apreensivos do que em décadas sobre seu futuro econômico.

• A cultura também está em fase de mudança. Mais americanos buscam suas notícias e entretenimento na internet, uma mudança que transformou setores da mídia influenciadores de opiniões e cultura.

• Embora um porcentual maior de americanos gradue-se em universidades, o diploma não assegura salários crescentes.

• Muitas mudanças são para melhor, com a perspectiva de melhores relações raciais e o abrandamento de tensões regionais.

• Os americanos estão poupando mais – mudança que será dolorosa no curto prazo, mas poderá gerar uma reserva de capital para criação de empregos e investimento.

• A recessão poderá reduzir o desnível entre os ricos e todos os demais.

14 Comentários

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H. de Carvalho

- 2009-01-22 11:17:03

A lógica subjacente que busca
A lógica subjacente que busca conferir unidade ao sistema sócio-econômico americano e global não mudará. O modo de vida americano, isto é, a fé no individualismo e na livre iniciativa "auto-regulável" como suposto motor único do desenvolvimento social e econômico, a concentração fincanceira nos EUA e o controle do resto do mundo militarmente, não será alterado por Obama. Mesmo que ele desejasse isso, o congresso americano jamais permitiria qualquer mudança radical. Uma vez que é justamente tal lógica da competição e da concorrência entre os agentes econômicos que precipita as crises e, pelo próprio discurso de Obama, nada mudará substancialmente nesse sentido, então, deve-se concluir que as relações entre as diversas nações continuarão essencialmente as mesmas. Obama deverá fazer algumas concessões, relaxar mais em algumas decisões mais duras, mas não passará dessas ações meramente superficiais e acidentais.

Maria Dirce

- 2009-01-22 00:32:26

Não vou falar do político,
Não vou falar do político, vou falar do homem Obama, super charmoso elegante e carinhoso com as filhas e a mulher.

anarquista

- 2009-01-21 22:36:48

Meus cul... dp padre
Meus cul... dp padre Inácio: ""recessão poderá reduzir o desnível entre os ricos e todos os demais."" Não é por aí.Que os ricos percam suas riquezas. e sim , que os pobres se aproximem deles. E pra isso não há necessidade de recessão. Há necessidade de humanização.

Lucas

- 2009-01-21 17:34:54

Os EUA estão em decadência
Os EUA estão em decadência acelerada, desde a década de 70, quando acabou com o padrão ouro!!!! Cabe destacar também que a tradicional família americana, herança dos primeiros colonizadores e pioneiros, e que era a base da sociedade americana foi destruida pelos comunistas, (e isso é verdade, esse era um dos planos dos soviets), esses dois fatores fazem a decadência da outrora, saudável, vigorosa e honesta sociedade americana, que agora é o oposto disto! O resto é balela, me desculpem.

Luiz Pôrto

- 2009-01-21 16:47:50

Oi Nassif O discurso de
Oi Nassif O discurso de posse de Barack Obama demonstra que há uma nova visão sobre meio ambiente no Governo Americano. Ele incluiu em sua fala questões como energia limpa e Aquecimento Global. Obama é uma grande esperança para quem deseja mais comprometimento dos EUA com o desenvolvimento sustentável. Veja abaixo os trechos da fala do Presidente Obama. "...e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta." "...Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas." "...trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta."

KY

- 2009-01-21 15:53:24

A big tarefa de São Barack H.
A big tarefa de São Barack H. Obama, fazer os recursos disponibilizados chegarem aos verdadeiros necessitados, sem que no trajeto percam metade do valor, nas nefastas e muitas vezes sanguinárias mãos, dos atravessadores da desgraça humana, que reina na África. WWW.Elpais.com. ENTREVISTA: A. BANERJEE / E. DUFLO Laboratorio contra la Pobreza del MIT "Se está gastando mal mucho dinero de la ayuda al desarrollo"

Hugo Albuquerque

- 2009-01-21 15:53:17

Vamos por partes: 1- A
Vamos por partes: 1- A questão das minorias é interessante, mas é preciso lembrar que nos EUA se associa a palavra "branco" com descendentes de britânicos e irlandeses, sendo que boa parte da população de hispâno-americanos que se tornaram cidadãos estadunidenses é branca - e euro-descendente por via oblíqua. A população negra pode aumentar, mas não o suficiente para tornar-se maioria. 2- Com as profundas alterações que o setor financeiro vai sofrer nos próximos anos e a desindustrialização do país, o futuro dos empregos vai estar no terceiro setor, mais precisamente na sua área "produtiva" (comércio e serviços mesmos). É preciso manter um olho nas empresas de Internet e o que poderá acontecer com elas durante e depois da reestruturação do sistema financeiro. 3- Pois é, e olha que esse é um debate espinhoso; Bush defendia um sistema privado como o chileno - pouco depois, o próprio sistema chileno teve de ser reformulado para corrigir as distorções que um sistema de seguridade privado gera... 4- E não era pra menos... 5- Bem, a Internet já teve uma presença fudamental nessa eleição e a tendência é que ela aumente. 6- Tenho dúvidas quanto a isso. Boa parte da classe média alta que serve de base para o Partido Democrata veio de uma classe média baixa - ou até da classe pobre - que conseguiu ir para a Universidade e prosperou - e que por sua vez, está insatisfeita com o rumo que o país seguiu e que torna muito díficil esse caminho ser feito hoje, nem tanto pela questão salarial, mas pelo altíssimo custo do ensino superior por lá. 7- É uma evolução do processo civilizatório local que tem muito a ver com os anos 60; o fato de um negro - ou mulato, se preferirem - ter sido eleito, é importante não apenas pelo fato da população afro-descendente ser minoria numérica na população total, mas por ser uma minoria que é marginalizada socialmente. Tensões locais são pequenas, os EUA, não apresentam grandes contrastes regionais como os demais países grandes, as tensões que que vimos na era Bush tinham muito mais fundo ideológico e a predominância de mais ou menos "liberais" ou direita religiosa pelo país. 8- O fundamental seria que Obama pensasse com mais carinho na questão da reorganização das contas públicas. 9- Veja bem, enquanto as próprias leis de mercado estiverem corrigindo as anomalias causadas pelo financismo das últimas décadas sim, mas no momento que isso impactar na economia real não - daí a importância cabal de políticas públicas.

Pedro

- 2009-01-21 15:46:55

Nassif, Realmente, o
Nassif, Realmente, o professor Rubini falou ontem em Dubai que so nos EUA a divida dos bancos esta estimada em 3,6 trilhoes; o que segundo ele tornaria o sistema insolvente. Contudo, o governo Obama nao poderia simplesmente "trocar papeis" com os bancos? Titulos "podres" por titulos do Tesoura de 10 anos com remuneracao proxima de zero. Isto nao "resolveria" o problema dos bancos?

KY

- 2009-01-21 15:26:35

Obama já disse que não vai
Obama já disse que não vai levantar o embargo econômico a Cuba. Até porque ao fazê-lo, sem exigir á saída do poder, do sanguinolento “Fidel”, seria o mesmo que retirar Fidel, e ressuscitar Somoza, São Barack não é tipo que troca seis por meia dúzia,prometeu respeitar a independência das escolhas, feitas pelos habitantes. . Disse que a Venezuela exporta o terrorismo das Farc. Conversa para não explicar ás contribuições de campanha. . E que não vai retirar a taxa sobre o etanol de cana do Brasil para ajudar o etanol de milho americano. . Visto assim, para a diplomacia brasileira, o que mudou? Sabe que o mundo vive uma crise de energia, podendo comprar dos amigos, não vai privilegiar os inimigos, mas alegria vai durar somente enquanto perdurar as necessidades americanas, ficou bem claro em seu discurso de posse que o OBJETIVO é pesados investimentos em busca de energia limpa e própria. . Nada, nem o fato de que a primeira coisa que ele fez em relação à America Latina foi se encontrar com o presidente do México, Felipe Calderon. Nada mais normal do que aproximar-se dos parceiros comerciais, com os quais já tem um bom relacionamento e o NAFTA, é hoje uma realidade inconteste. . Foi à primeira coisa que Bush fez, quando se encontrou com Vicente Fox. . Até o subsecretário de Estado americano para a América Latina de Hillary Clinton vem do Governo Bush: Thomas Shannon, um diplomata de carreira. Aqui está a demonstrar que política e filhos se fazem dá mesma forma, em qualquer lugar do mundo, assim sendo, não se surpreendam com os acordos que poderemos vivenciar, para livrar ás responsabilidades de ALIBARBUDO, após 2010.

Marko

- 2009-01-21 15:10:51

Recessão diminuir desnível
Recessão diminuir desnível entre ricos e pobres??? Me desculpe mas a história demonstra o contrário ; o q pode ocorrer como em '29 é em casos isolados alguns ricos serem arrastados (ou, dependendo da definição: se deixarem arrastar ou pela imprudência se atirar) p/a pobreza mas os ultra-ricos continuarão sendo os poucos d sempre e no q tange a concentração d renda não acredito q durante uma recessão ela diminua. Minha opinião...

UTM

- 2009-01-21 14:20:43

No inicio da década de 80
No inicio da década de 80 havia uma peça teatral em cartaz em Curitiba, algo como "Os Órfãos de Kennedy". Falava sobre todas as expectativas de liberdade, paz e fraternidade que foram destruidas com o assassinato de John Kennedy, jogando fora as esperanças de toda uma geração. Parece que, com Obama, renasce esta esperança do povo americano, principalmente dos mais jovens. Torçamos para que seu destino seja diferente, embora os interesses em jogo sejam os mesmos: a industria bélica, a hegemonia branca, Cuba, etc. Lidar com todas estas situações, mais a crise econômica, será um desafio enorme.

Hans Bintje

- 2009-01-21 14:11:21

A ignorância deste leitor
A ignorância deste leitor holandês é enorme, tanto que eu imploro ajuda ao Nassif para me explicar de onde estão surgindo os recursos que "os americanos estão poupando (...) reserva de capital para criação de empregos e investimento", já que o próprio artigo admite que "empregos de boa remuneração na indústria de transformação [e não apenas nela, é bom ressaltar] continuarão a desaparecer". Além disso, é mencionado "o crescente ônus do sistema de saúde e de aposentadoria", mais um fator a reduzir o dinheiro disponível para a poupança. Finalmente, de onde o autor tirou a conclusão de que "a recessão poderá reduzir o desnível entre os ricos e todos os demais"?

Doidão

- 2009-01-21 13:54:50

Olá, pessoal!!! Assisti boa
Olá, pessoal!!! Assisti boa parte da cerimônia de posse... Na parte que assisti, me ficou a estranha impressão de não ter escutado ninguém (exceto ele mesmo) pronunciar o segundo nome de Obama (Hussein). Ouvi chmá-lo de Barack Obama ou Barack H. Obama, mas jamais Barack HUSSEIN Obama... Será apenas impressão minha??? Um abraço. Doidão - SP

Maria Dirce

- 2009-01-21 13:11:25

E a Lúcia Hipólito ontem na
E a Lúcia Hipólito ontem na Globo News: " Os americanos já assumiram o risco de eleger um negro".. Essa moça continua no ar????? vexame!!!!!

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