O centralismo democrático de Roberto Freire

Do Terra

PR: para Freire, aliança com o PT mancha biografia de Fruet

ROGER PEREIRA

O julgamento do mensalão também foi um tema bastante explorado pelo grupo político que apoia Luciano Ducci, candidato do PSB a prefeito de Curitiba, durante o jantar que ocorreu na última segunda-feira, no Clube Curitibano. Principalmente pelo fato de o ex-deputado Gustavo Fruet (PDT), subrelator da CPI dos Correios responsável pela investigação do esquema, ser hoje o principal adversário de Ducci na disputa eleitoral, com o apoio do PT.

Curitiba é uma das capitais em que todos os partidos de oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) apoiam um candidato do PSB, partido da base do governo federal. Todos falaram sobre a necessidade de se dar continuidade no modo de governar na cidade e fortalecer o grupo político que faz oposição ao governo da Dilma (PT). “A cidade não poder parar. Não podemos trocar os avanços de hoje por períodos de estagnação. Tem muita coisa para ser feita ainda, e será com propostas concretas, não com varinhas mágicas, daqueles que dizem que tudo na cidade está ruim, que nada presta, e apresentam soluções milagrosas”, discursou Ducci.

O presidente do PPS, Roberto Freire, disse que a opção eleitoral de Fruet, que, sem espaço para disputar a prefeitura, deixou o PSDB para concorrer pelo PDT com o apoio do PT, mancha a biografia do candidato.

“Eu lamento, até porque eu considero o Fruet um grande parlamentar, que nos ajudou muito no combate á corrupção no governo Lula. A CPI do Mensalão teve grande participação dele e eu lamento que, agora, ele esteja coligado com o PT dos mensaleiros. Isso não é bom para sua biografia, que eu repito, é uma grande biografia, mas nesse último momento, é lamentável”, declarou.

Aécio Neves evitou polemizar com Fruet e disse que Ducci não precisa entrar nessa discussão durante a campanha eleitoral. “Na democracia, cada um é livre para buscar o caminho que achar adequado. Existem tantas coisas boas que foram feitas por Curitiba durante anos, que acho que a campanha será feita em torno disso, não em torno de pessoas, mas em torno dos interesses da cidade”, disse.

“Aqueles que tiverem posições diferentes é que terão que se explicar à população. Eu tenho certeza que o Luciano fará uma campanha prestando contas e mostrando aquilo que ainda tem que ser feito em Curitiba”, concluiu. Apesar de não recomendar a exploração eleitoral do julgamento do mensalão, Aécio disse ter uma enorme expectativa quanto ao desfecho do caso no Supremo Tribunal Federal. “Espero que seja um marco importante naquele que é o grande desafio da sociedade brasileira, que é a impunidade. Hoje o brasileiro é descrente em relação à capacidade da justiça de punir, pois a regra não tem sido essa”.

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