Pedido de expulsão de Aécio Neves é formalizado por diretório do PSDB em SP

Deputado responde a uma série de inquéritos e virou réu sob acusação de corrupção passiva e obstrução de Justiça; Ala do partido teme desgaste ainda maior da sigla

Aécio Neves. Foto: Agência Senado

Jornal GGN – Às vésperas da reunião da executiva nacional do PSDB, o diretório do partido em São Paulo formalizou, nesta terça-feira (20), o pedido de expulsão do deputado federal Aécio Neves.

O cerco contra o parlamentar no partido acontece com o apoio do governador de São Paulo, João Dória. Uma ala do PSDB teme que Aécio prejudique ainda mais o partido por conta da acusação que responde de corrupção passiva e obstrução da Justiça, o caso em que ele teria pedido R$ 2 milhões, para Joesley Batista, da JBS. Em março de 2017, o empresário gravou Aécio pedindo o valor que seria usado para pagar sua defesa na Lava Jato.

A conversa aconteceu em um hotel. Quando Joesley perguntou para Aécio quem pegaria o dinheiro, o senador respondeu: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred [primo de Aécio] com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do c*****”.

Mais tarde, a Polícia Federal filmou a entrega de quatro remessas de R$ 500 mil cada uma, para Frederico Pacheco de Medeiros, o primo de Aécio chamado por ele de Fred.

O deputado se tornou réu por conta desse caso em abril do ano passado e, até agora, não foi julgado. Mesmo assim cresce no PSDB a pressão para que ele se licencie do partido. Uma ala, porém, defende que Aécio seja mantido. “Jogar filiados às feras, principalmente quem dele foi presidente, sem esperar decisão da Justiça, é oportunismo sem grandeza”, afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O PSDB aprovou em maio um códio de ética que prevê expulsão de membros em casos de condenação por corrupção transitada em julgado.

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A executiva nacional do partido é responsável por reconhecer a admissibilidade do pedido de expulsão. O responsável por fazer a análise primária é o deputado federal Celso Sabino (PSDB-PA), aliado de Aécio. Caso ele admita o pedido, o caso será encaminhado ao Conselho de Ética, para a instauração de um processo disciplinar. A tramitação tem prazo máximo de 45 dias, mas pode demorar mais tempo se o processo foi judicializado.

Aécio tem a opção de se afastar do partido voluntariamente. Se isso acontecer, ele mantém o mandato de deputado federal, mas desligado do partido até o fim do julgamento do caso de corrupção. Se for absolvido na Justiça, poderá voltar ao PSDB.

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1 comentário

  1. FHC é canalha msm. Este hipócrita sabe que GM posterga qualquer ação contra o safado do Aécio, que ainda contou com a cobertura da farsa-jato , então, o ex-presidente embusteiro sugere que se “aguarde” o julgamento.
    Aecio, Aloysio, Serra, GM, Moro, Janot e Cunha, Temer são alguns dos principais responsáveis por esta merda que o Brasil se transformou, não esquecendo da FIESP, da Globo e de todo sistema S.
    Estes calhordas precisam pagar por seus crimes contra o povo brasileiro.

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