Reforma administrativa deve sair ainda no primeiro semestre, diz Maia

Em palestra, presidente da Câmara diz que questão deve ser influenciada devido a “palavras depreciativas contra servidor” – sem citar diretamente o pronunciamento de Guedes

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto Marcelo Camargo/Ag. Brasil

Jornal GGN – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que pretende aprovar a reforma administrativa ainda no primeiro semestre deste ano, uma vez que as propostas de mudanças terão uma disputa menor do que é esperado para a reforma tributária.

Contudo, ele também declarou o recente pronunciamento do ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou os servidores públicos a “parasitas”. Embora não tenha citado o nome do ministro, Maia disse que o uso de palavras depreciativas em relação aos trabalhadores pode afetar os debates.

“Todos devem ser tratados com muito respeito. Eu acho que o enfrentamento feito com termos pejorativos, que gera muito conflito, nos atrapalha no nosso debate, de mostrar a alguns setores que a sociedade não aceita mais concentrar riqueza para muito poucos”, ressaltou, segundo informações do jornal Correio Braziliense.

Em evento para empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Rodrigo Maia disse que a base da discussão da reforma tributária será a Proposta de Emenda à Constituição 45/2019, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP).

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1 comentário

  1. Essa questão que a sociedade brasileira não aceita mais concentrar riqueza para muito poucos precisa ser explicada pelo presidente da Câmara dos Deputados.
    Essa é uma falácia muito utilizada pela direita e pela mídia porca de nosso país. Assalariado,por maior e por mais escorchante que seja o salário,dificilmente é concentrador de riqueza. É verdade que,em um país onde as desigualdades são enormes,com mais da metade dos trabalhadores vivendo com R$413,00 e cerca de 70% dos aposentados recebendo 1 salário mínimo,qualquer um que receba uma quantia como recebem muitos funcionários públicos (que aliás seria produtivo para a discussão elencar uma pirâmide salarial para fugirmos do discurso bobo que pretende atingir,como sempre,somente a base desta pirâmide)parecem verdadeiros marajás,como dizia aquele cidadão,este sim um marajá,que,conseguiu se eleger com esta enganação.
    Em nosso país,o que ocorre,é uma distribuição de renda extremamente injusta mas,sobretudo,com salários baixíssimos na base da pirâmide.
    São esses salários que precisam ser revistos e nem tanto os de cima,mesmo porque,com a economia mundia totalmente” comoditizada”,mesmo esses salários,não passam de um salário de um trabalhador médio nas economias desenvolvidas.
    Penduricalhos e acumulações precisam ser revistos para corrigir desigualdades dentro do próprio serviço público onde,por essas razões,existem funções iguais com sala´rios muito distintos.
    De qualquer forma,se o presidente da acredita que a sociedade quer corrigir os problemas de concentração de renda,ele poderia começar com medidas simples,como a taxação de grandes fortunas,dividendos e juros sobre o capital próprio,aumento da alíquota das faixas mais altas do imposto de renda,enfim,fazer com que a concentração de riqueza diminua onde ela realmente existe e não se preocupar somente com a maquiagem,mesmo porquê,como sabemos,isso não mexerá com o status quo do funcionalismo atual,somente com o futuro.

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