Reservistas lançam campanha para colocar mais militares no poder

Categoria busca eleger candidatos e reclamam de lei que regulamenta benefícios; Ministério da Defesa diz que mobilização é eleitoreira

Fabrício Dias Júnior (MDB-SP), o Fabrício da Aeronáutica, um dos idealizadores do movimento Praça Vota em Praça – eu apoio. Foto: Reprodução/Facebook

Jornal GGN – Os militares reservistas e reformados – uma das categorias mais ativas durante a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro – deram início a um movimento político chamado Praça Vota em Praça – eu apoio, e que tem trazido algum incômodo ao Ministério da Defesa.

O movimento está ligado às associações que tentaram reverter, sem sucesso, o Projeto de Lei (PL) 1.645/2019, que foi sancionado pelo presidente Bolsonaro em dezembro, convertendo-se na Lei 13.954, responsável pela reestruturação das carreiras nas Forças Armadas. Depois de apoiar ativamente a campanha de Bolsonaro, os líderes do movimento começaram a reclamar do tratamento dispensado aos cabos, sargentos e suboficiais.

O objetivo é lançar candidatos que estejam identificados com os interesses da base da hierarquia militar – que representa 82% da tropa nacional. Trata-se de 631 mil pessoas para um contingente de 770 mil ativos, inativos e pensionistas.

O movimento já possui um catálogo com os contatos de dezenas de pré-candidatos em nove estados do país. São postulantes aos cargos de prefeito, vereador, deputado federal, senador e até mesmo presidente da República.

Um dos idealizadores é o vereador Fabrício Dias Júnior (MDB), da cidade paulista de Guaratinguetá. Conhecido como Fabrício da Aeronáutica, ele é suboficial reformado e foi um cabo eleitoral atuante de Bolsonaro na eleição. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, ele explica que a aprovação da lei 13.954 conseguiu algo “que nem os governos de esquerda conseguiram ao longo dos anos: conseguiu dividir a tropa entre oficiais e graduados, ativos e inativos; ou seja, conseguiu dividir aqueles que formatam a instituição de maior credibilidade junto ao povo brasileiro”.

Leia também:  O entreguismo fardado no Governo Bolsonaro: um projeto político, por Pedro Guedes e Bruno Lima Rocha

Insatisfeito com a articulação dos reformados e reservistas, o Ministério da Defesa afirmou que não apoia as chamadas “associações de praças”, e que o grupo chegou a atrapalhar a tramitação do projeto de lei “por possuir interesses eleitorais”.

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3 comentários

  1. No pais em que juiz de piso e MP bota terror pra cima do STF, nada mais normal que a soldadesca resolva pensar no próprio umbigo….liberou geral e essa historia de hierarquia virou conversa pra boi dormir…..
    So tenho uma duvida…..o Bolso vai ficar com a Generalda da pyjama party ou vai escolher o “baixo clero” militar……muuuiiiito mais numeroso……..algo me diz que essa lei vai ser “remendada” logo,logo……

  2. É só se filiarem aos partidos de esquerda ou votarem em seus candidatos, pois ninguém fez mais pelos militares de todas as forças e patentes que a esquerda quando esteve no governo.

    Mesmo no governo do Bozo, quem votou a favor dos militares de baixa patente, foram os parlamentares de esquerda.
    Agora, ao invéz de chamar o voto nos partidos que sempre os apoiou, vão disputar ou apoiar partidos que sempre os traiu?

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