Sem voto impresso não haverá eleições 2022, ameaça ministro da Defesa

Walter Braga Netto, falou "a quem interessasse" que sem voto impresso não haverá eleições 2022. O tom autoritário foi reproduzido pelo presidente.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Jornal GGN – O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, falou “a quem interessasse” que sem voto impresso não haverá eleições 2022. A ameaça feita pelo general foi repassada a um interlocutor ao presidente da Câmara, Arthur Lira, no começo deste mês, e divulgada pelo Estadão.

Segundo o jornal, o deputado narrou o episódio a um pequeno grupo, vendo como uma situação “gravíssima”, uma vez que a Casa estava por impedir a proposta do governo que prevê o voto impresso.

O tom agressivo e autoritário do próprio presidente já enfatizava que não se tratava de uma posição pessoal do ministro, mas de uma postura do governo Bolsonaro. No dia 6 de maio, por exemplo, o mandatário disse, durante uma live: “Vai ter voto impresso em 2022 e ponto final. (…) Se não tiver voto impresso, sinal de que não vai ter a eleição. Acho que o recado está dado.”

No mesmo dia do recado do presidente da Câmara, o mandatário também disse “ou fazemos eleições ‘limpas’ no Brasil ou não temos eleições.”

7 Comentários

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jura

- 2021-07-23 00:03:53

Tai um negocio da China! Se livrar de Bolsonaro e das urnas eletronicas obsoletas que nao imprimem o voto de uma tacada so! Eu topava na hora, sem pensar duas vezes. Mas sabe como e, brasileiro acredita ate nas tautologias dos papais noeis do supremo! Nao ha comprovacao de fraude porque nao ha comprovacao do voto! As melhores do mundo imprimem, porque vamos ser eternamente os piores em tudo? Melhor do que voto impresso e voto escrito. E mais barato e seguro, nao precisa conserto nem manutencao e nao gera lixo eletronico.

Roberto São Paulo-SP 2010

- 2021-07-22 19:27:09

Pode ser tudo dissimulação. Todo cuidado é pouco. O correto seria termos uma forma impressa para conferir os votos depositados nas urnas eletrônica. É muito estranho, para não dizer muito suspeito que os vencedores das eleições de 2018 estejam defendendo o voto impresso. Considerando o histórico da utilização das "fake news" e das ligações com Bannon e o uso dos dados da "Cambridge Analytica" nas eleições de 2018, não seria nada estranho, e até muito provável, que estejam preparando um ataque "hacker" para manipular os resultados das próximas eleições. Todo cuidado será pouco.

Antonio Uchoa Neto

- 2021-07-22 15:53:05

Vejam, o general Braga Netto fez chegar o "recado" a um interlocutor do presidente da Câmara. Fez isso para deixar, à mão, a possibilidade de negar - como de fato o fez - e para ficar claro, ao poder legislativo, a posição da casta dominante diante de uma iminente vitória de Lula, em 2022. Fosse o favorito para as eleições o Zé dos Tomates ou a Maria dos Anzóis, e eles não estariam nem aí. Para o judiciário, tanto faz como tanto fez, uma vez que não cansam de repetir, seja lá qual for o assunto, que as instituições estão funcionando. O golpe está esboçado, desenhado, já tem até arte-final. O personagem por trás do "recado está dado" se revelou. Não por coincidência, é o homem que conhece, de trás para frente, desde a intervenção branca no RJ durante o governo Temer, toda a realidade miliciana do bolsonarismo. Não se iludam: Lula não será candidato em 2022. Fizeram uma pantomima uma vez, farão uma segunda vez. E tantas quantas forem necessárias, até que o petista morra, ou se retire da vida pública. Magistrados da laia do Moro é o que não falta por aí, e os processos ainda estão por aí. Nem será preciso fazer um teste de verossimilhança - qualquer um servirá. Pois, como diz o Barroso, as instituições estão funcionando. E seguirão funcionando, cumprindo seu dever sagrado: manter a população pobre à margem do Estado.

slui

- 2021-07-22 13:30:46

nassif, sobre a ameaca de braga neto, não está parecendo que a esquerda e a sociedade como um todo repudia agora a ideia de auditar atraves do voto impresso? lembra do esquema posto em pratica por esse governo de acusar Lula, pt e as esquerdas de tudo que eles realmente fazem/vao fazer (filhos do presidente, milicias do mst, corrupcao e aparelhamento desenfreado? considerando o software espiao israelense hackeando celulares de autoridades e jornalistas, acredita que nossos militares ja nao fraudaram o sistema da urna eletronica? e que com essas bravatas e rechaço da maioria eles estão ganhando um salvo conduto previo de lisura do processo eleitoral que eles estarão participando?

Luiz Mattos

- 2021-07-22 12:44:06

Tá ficando tarde Acho que era nisso que eu pensava enquanto tentava dormir Pra ver se pelo menos dormindo eu ainda sonhava e o sono não queria vir Pra ver se pelo menos dormindo eu ainda conseguia respirar Tô ficando sem ar Acho que era nisso que eu pensava Enquanto o meu sonho tentava chegar Tentando desligar minha cabeça mas em alguma tela esse filme passava Era um filme de sangue Ou seriam as notícias? Era um filme de gangue Ou seria uma milícia? Era um filme de época Uma velha novela O terror na favela e o hospital saturado A criança espancada Era um trans torturado Eu fiquei transtornado Eram cenas horríveis transcendendo níveis jamais tolerados Já mais tolerados agora por seres humanos já mais insensíveis Já mais insensíveis do que os alemães que tratavam os judeus como gado Marcados com brasa e no Brasa 80 anos depois o enredo é igual Medo e maniqueísmo e o ódio é normal Preconceito é aceito e a morte é banal Ou você é excomungado ou você é como os bois Isso aqui sempre foi um curral Uma bíblia, uma bunda, uma bola, uma pinga e uma sobra de feijão com arroz O que mais poderíamos querer? Uma arma pra cada Uma bela piada zombando da cara de quem vai morrer? Será que a minha amiga de Belo Horizonte pulou da janela do quinto Sentindo essa angústia que eu sinto? Por já não ver nada de belo ao buscar um horizonte e enxergar vários monstros brindando com cálices de vinho tinto e a carne mais cara no prato A carne barata é a dos pretos, compartilham prantos E prints das fotos dos corpos mas nos comentários o texto vem pronto Se morreu no morro e é preto e fodido deve ser bandido então tudo bem Se a Katlen não fosse mulher e gestante iam dizer que ela era traficante também Se a família chora, o poder ignora e o diabo até ri Agora o meu sono tá vindo e eu também tô sorrindo Brincando com o menino Henry Acabou chorare No sonho eu componho com Moraes Moreira Mas nem lá de cima ele esquece a vergonha Lá vem o Brasil descendo a ladeira E os novos baianos que chegam no céu foram executados Por terem tentado furtar um pedaço de carne num supermercado Então os seguranças pegaram em flagrante Primeiro pediram dinheiro Mas logo mandaram chamar os traficantes do bairro e mandaram entregar os ladrões de galinha pro coveiro Chegaram no céu E aí Gabriel, você por aqui? Fiquei preocupado, será que eu morri? Mas é só um sonho Vou ver se aproveito pra dar um abraço em meu pai Difícil encontrar Chega gente demais Numa fila que nunca termina Vi uns anjos ali reclamando porque tinha país recusando vacina Disfarcei minha nacionalidade Eu acho que eu sou patriota Mas no céu quem puser suas bandeiras acima de tudo Deus dá cascudo e chama de idiota Eu acho que eu sou humanista Mas a humanidade tá punk Eu peço um papel e uma caneta começo uma letra e encontro o Aldir Blanc Me encanto com um conto do Rubem Fonseca e canto uma do Roupa Nova Enquanto num canto Jesus me observa com cara de quem desaprova Eu acho que eu sou comunista Pois sempre chutei de canhota Encontrei o Maradona gritando Argentina! Eu acho que ele é patriota Sou patriota, sou comunista? Ou só mais um morto vivendo no inferno Só mais um sonho morrendo no céu Mais uma nota no bolso do terno Sou comunista, sou patriota? Sou um cacique atacado na oca Sou uma criança pedindo comida Sou uma foca aplaudindo uma orca Sou um cientista pedindo uma esmola Sou um quilombola virando piada Sou uma estudante estuprada na escola Sou uma preguiça assistindo à queimada Sou só mais um dos milhões de indivíduos Tão divididos na morte e na vida Somos devotos dos santos bandidos Briga de votos parece torcida Gritos de mito e de genocida Almoço grátis com merda no prato Toda verdade será distorcida Todo poder pro Capitão do mato Quando eu morrer Não quero choro nem vela Quero uma fita amarela Gravada com o nome dela Tá ficando estranho esse sonho Mais um amigo chegando risonho Eduardo Galvão seu olhar ainda brilha Mandando um recado pra filha Querida, a vida é pra ser bem vivida não é uma corrida pro pódio Amigo, ela sabe, eu também E por isso também sobreponho o amor ao ódio E sempre que posso ainda sonho E tento inspirar tolerância Se eu pude aprender com os meus erros não quero enterrar a esperança em que em tempos de tantos enterros o homem ainda enxergue a aberração da arrogância E agarre esse chance de achar uma mudança de rumo atitude e conduta Mas fica difícil encontrarmos caminhos mais justos se todos nós somos tão filhos da puta Fazendo de tudo Pra levar vantagem em tudo Achando normal o absurdo Pagando de louco de cego e de surdo apenas quando nos convém Estamos doentes O vereador e a mãe do menino, o governador e o ministro assassino que mata inocente no morro ou dispensa a vacina, de onde eles vêm? Virou pesadelo esse sonho Olhando pra gente eu até me envergonho E eu acho que sou um cidadão de bem Por isso me exponho e me cobro também Se eu pude aprender pela voz dos poetas não posso aceitar a censura Se os meus professores abriram minha mente a cura tá na educação e na cultura Já tá uma tortura esse sonho E falando em cultura olha quem aparece Trazendo ironia e coragem Me arranca um sorriso e alivia o estresse No sonho ele vem com milhares de vítimas, 500 mil mortos ou mais Acordo assustado e o sorriso do Paulo Gustavo na dor se desfaz Só sinto o meu corpo gelado e do lado da cama uma frase dizendo aqui jaz Esfrego os meus olhos e vejo que sou um escravo amarrado num tronco E quando o chicote arrebenta minhas costas me sinto impotente mas olho pra trás A lágrima lava o meu rosto e eu já consciente levanto pra sonhar de novo E quebro as correntes quando reconheço o meu rosto na cara do meu capataz Quando eu morrer Não quero choro nem vela Quero uma fita amarela Gravada com o nome dela -GABRIEL PENSADOR-

ed.

- 2021-07-22 12:37:24

Complementando: 2.5) A auditagem (opcional ou não) será feita pelo TSE, com partidos políticos interessados e representantes institucionais acreditados da sociedade civil (OAB, ABI, MP, etc.). Forças de segurança ou militares poderão no máximo protegê-las, jamais fazer parte da auditagem. Por quê? Pelo simples fato de que dispõem de força ("poder") de armas (algo ainda não claramente compreendido no braZil...).

ed.

- 2021-07-22 12:25:29

Dois assuntos: 1) A cultura de que existe um 'poder" tutor ou moderador militar. NÂO EXISTE! Tal cultura, tanto na sociedade civil quanto (principalmente) nas forças ramadas PRECISA ACABAR definitivamente, com a prisão de qualquer militar que COMO TAL, publicamente, se imiscuir, palpitar, ameaçar ou similar sobre política, um assunto institucionalmente CIVIL, sob o qual as FFAA estão SUBORDINADAS. Militar pode usar seu direito de expressão em particular, como cidadão comum, jamais usando ou exibindo sua qualificação militar. Nestes casos, deverá ser julgado pelo poder civil, jamais por tribunais militares, os quais servem para julgar crimes militares. É preciso demolir, incendiar e jogar sal neta infame cultura de intromissão na política, que só existe em países bananeiros e subdesenvolvidos, não existindo em nenhum país desenvolvido. 2) Com relação ao voto em papel, eu mesmo já sugeri aqui mesmo um sistema para tanto, ressalvando que: 2.1) Os objetivos do atual governo para insistir na sua implantação em 2022 são os piores possíveis, para tumultuar as eleições em proveito próprio. 2.2) Acho que pode ser implementado em etapas, a partir de 2024 ou 2026, com as seguintes características ESSENCIAIS: 2.2.1) A menos de conferências pontuais por amostragem controlada, o "contra-recibo de voto em papel não será nunca contado manualmente, mas por leitoras eletro-mecânicas (como cédulas de dinheiro). 2.2.2) Para tanto, o voto terá, além de sua descrição legível (para conferência no momento do voto), seu equivalente codificado oticamente, para leitura eletro-mecânica em alta-velocidade. 2.2.3) Além disso, conterá outro código codificado e criptografado com a identificação da urna. Isto prevenirá saques, adições e trocas de cédulas físicas naquela urna, associando-se a contagem das mesmas ao final da votação, que deverá bater com o total auditado. 2.2.4) Tal codificação criptografada, salvo melhor sugestão, poderá ter como chave a zona, seção e n° de urna associado ao minuto e segundo até seu milésimo, dado no momento de sua ativação para voto. 2.2.5) A impressão do voto para conferência deverá prever seu cancelamento, onde a cédula poderá ser invalidada com sobreimpressão codificada (voto anulado, porém devidamente contado e registrado como tal) ou picotada e desviada para uma "urna lixo", que seria uma opção mais segura porém mais cara e mais complicada. 2.3) A cédula em papel jamais será contada manualmente e jamais terá contato manual durante a votação, sendo cortada e inserida na urna automaticamente, após o "confirma". 2.4) O resultado válido será sempre o da urna ELETRÔNICA, servindo a auditagem apenas para conferência e eventuais providências legais caso haja uma diferença que afete os resultados. Se for viabilizado um sistema igual ou melhor que o sugerido acima, ele não só permitirá auditagem, mas também frustrará tentativas golpistas de tumultuar eleições com fraudes "papeleiras".

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