Senadores defendem solução pacífica para crise na Venezuela

"Reiteramos a nossa expectativa de uma transição democrática em um processo pacífico e de respeito aos direitos humanos", diz presidente da Comissão de Relações Exteriores

Manifestante diante da Guarda Nacional da Venezuela, em protesto em maio de 2017. Foto: Wikimedia Commons/Efecto Eco

Agência Brasil

Por Karine Melo

A Comissão de Relações Exteriores do Senado discutiu, nesta quinta-feira (2), o agravamento da crise na Venezuela. `Parlamentares de diversos partidos mostraram-se preocupados e defenderam uma solução pacífica para a situação.

“Manifestamos nossa profunda preocupação com os recentes acontecimentos na Venezuela. Lamentamos a morte de civis e também as dezenas de feridos. Reiteramos a nossa expectativa de uma transição democrática em um processo pacífico e de respeito aos direitos humanos. O nosso país continuará a exercer pressão diplomática nessa direção”, disse o presidente da comissão, Nelsinho Trad (PSD-MS).

Trad lembrou que esteve ontem (1) com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e que, em todas as conversas que já tiveram sobre o país vizinho, “nunca se saiu da questão da pressão diplomática, da ajuda humanitária”, que, segundo o senador, é algo que está na genética do Brasil. “Eu penso que o governo [brasileiro] agiu certo, está fazendo a sua parte, e é importante lembrar que o Brasil não age sozinho nessa questão. Estamos inseridos no Grupo de Lima, em que é discutida essa questão. Ninguém toma uma decisão sem discutir antes” destacou.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou de ditadura o regime na Venezuela e disse que essa situação de crise deve ser esgotada pelas pressões diplomáticas sobre o país vizinho, inclusive acionando países que têm relações com ele, como o Brasil, a China e a Rússia. Randolfe destacou que são ótimas as relações entre Venezuela e Brasil.

Para o senador amapaense, os venezuelanos estão sob um “regime de exceção”. “O Brasil não pode ser porta-voz de nenhuma aventura bélica, de nenhuma aventura militar neste país vizinho, e os princípios que devem reger a solução do impasse dramático que vive o nosso vizinho devem ser o multilateralismo por parte do Brasil e a busca incessante pela paz na América Latina”, afirmou Randolfe.

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Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ressaltou que o problema na Venezuela que só vai se resolver com o restabelecimento da democracia no país, de maneira a permitir que as pessoas possam permanecer ou voltar para lá com segurança, com a garantia do direito de ir e vir. “Do lado brasileiro, a forma como o governo vem conduzindo essas tratativas, é uma forma muito tranquila, com o pé no chão, a todo momento fazendo questão de mostrar que não tem nenhum interesse em qualquer tipo de conflito bélico, armado, militar”, afirmou o senador.

Subcomissão

Na próxima segunda-feira (6) a Subcomissão da Comissão de Relações Exteriores criada para tratar dos assuntos da Venezuela se reunirá às 14h, com a participação do prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato e o do presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Jalser Renier.

Parlamentares que estiveram nos últimos dias em Pacaraima disseram que a situação no município é dramática em todos os segmentos, tanto em termos de segurança quanto de saúde.

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5 comentários

  1. Bando que representa outro bando.
    Um golpista, nada mais que uma marionete, comandada pelos EUA, é declarado “legitimo” apenas para defender interesses dos EuA, estão cagando e andando para o povo.

  2. O Brasil deveria ficar de fora deste problema da Venezuela, e um problema interno do pais que deve ser resolvido pelos Venezuelanos. Se o Bozó colocar o Brasil nesta esparrela, sofreremos consequências terríveis. Hoje quem manda no mundo é a Rússia e a China e eles não querem que os Estados Unidos tomem conta na maior reserva petrolífera do mundo. A Rússia principalmente, não deixará que se invada a Venezuela pois é uma exportadora de petróleo e não querem que os Americanos aviltem o preço da commoditie para enfraquecer a economia russa.
    Para isto a Rússia já aparelhou a milícia Venezuelana com armas russas anticarro e fuzis, além de reaparelhar “As Farc Colombianas”, a Colômbia já tá com “o rabinho entre as pernas”.
    A Rússia junto com a Venezuela e com ajuda das Farc e apoio da China, se os burros dos Americanos com apoio do Bozó invadirem, transformará a região num novo Vietnan. Devemos lembrar que a Rússia não pode ser impedida de forma alguma, pois tem caças Su 35 e Su 57, misseis hipersônicos Kinzhal, Avangard, Sarmat, o Drone do “apocalipse” Poseidon, além dos submarinos mais mortais, ou seja, tem a mais poderosa força militar do planeta, basta ver o que aconteceu na Síria.
    Foi por isto que o Trump não quer invadir a Venezuela, os doidos Neocon tipo Bolton, Pompeo querem; mas isto vai custar a reeleição de Trump´, pois uma quantidade enorme de soldados americanos votarão em “sacos”.

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