O Xadrez da dívida pública e a camarilha dos 6

Na semana passada, o economista turco-americano Dani Rodrik traçou o roteiro do fracasso da socialdemocracia no mundo, mesmo após a maior crise do neoliberalismo: a socialdemocracia se deixou levar pela ideologia mercadista, por não ter procurado estabelecer limnites ao livre fluxo de capitais.

Historicamente, o ponto central dos problemas brasileiros sempre foi o livre fluxo de capitais amarrado a uma política de endividamento público muito mais focada em remunerar o capital financeiro do que em trazer investimentos.

Não é por outro motivo que os momentos de crescimento brasileiro foram nos anos 30, quando a quebra externa obrigou o governo a impedir a livre circulação de capitais, e no período pós-Guerra, com os controles cambiais criados pelo acordo de Bretton Woods.

Não há na história econômica moderna exemplo mais acabado de expropriação da riqueza do país para um grupo específico do que o que vem ocorrendo com o Brasil nos últimos 22 anos. Se algum economista se der ao trabalho de calcular o que foi pago de juros da dívida pública desde o Plano Real até hoje, daria para cobrir o país de norte a sul com infraestrutura de primeiro mundo.

Peça 1 – Como ganhar com câmbio e juros

Do Plano Real até os dias atuais, a expropriação do orçamento se deu por dois caminhos: a política monetária interna, de juros extorsivos, amarrando a política monetária do Banco Central (destinada a controlar a liquidez do sistema) ao mercado de dívida pública; o segundo caminho foi o livre fluxo de capitais.

Do Real até hoje, passando pelos governos FHC, Lula e Dilma, criou-se a seguinte dinâmica:

1.     Liberam-se os fluxos cambiais e mantém-se a taxa interna de juros superior à internacional. Com isso, há um excesso de entrada de dólares pretendendo lucrar com o diferencial de taxas de juros.

2.     O excesso de entrada de dólares promove uma apreciação do câmbio tirando a competitividade dos produtos brasileiros. O país é inundado por excesso de importações e de gastos com serviços.

3.     Na medida em que há uma deterioração do balanço de pagamentos, ocorre uma corrida final, de dólares saindo do país, promovendo uma maxidesvalorização do real. Quem entrou na baixa vende na alta e pula fora, aguardando o momento de voltar.

4.     Com a maxi, as contas externas começam a se equilibrar. Há impactos sobre a inflação que servem de álibi para o aumento expressivo das taxas de juros. Pela lógica brasileira, a taxa futura de juros sempre tem que ser substancialmente maior do que a inflação esperada.

5.     Com as contas externos se equilibrando e os juros aumentando, voltam os fluxos de dólares ao país e retorna-se à ciranda anterior do capital voltando para ganhar com juros e com nova rodada de apreciação cambial. Confira as contas:

 

Tome-se o exemplo acima. Calcula-se a rentabilidade de um investimento comparando os juros recebidos com o capital investido. No modelo brasileiro, não há capital investido: o especulador simplesmente capta dinheiro no exterior, a taxas próximas de zero, e aplica na Selic a taxas de 14,15%. Portanto, a rentabilidade é infinita.

No exemplo acima, o investidor tomou um crédito em dólares, pagando 1% ao ano. Converteu em reais, com a cotação a R$ 3,80. Aplicou em títulos do Tesouro remunerados por 14,15%. Um ano depois resgatou os títulos, converteu em dólares, com a cotação a R$ 3,40, remeteu o dinheiro para fora, quitou o financiamento e obteve um lucro equivalente a 27% do valor financiado.

Quem paga esse ganho? O orçamento público, o mesmo caixa único que garante salários de procuradores, juízes, gastos com saúde, educação.

Não existe lógica financeira, macroeconômica que possa legitimar essa operação.

Peça 2 – como expropriar o orçamento

Desde o início da internacionalização dos capitais, a dívida pública (ou soberana) se constituiu em um dos terrenos preferenciais de atuação dos bancos internacionais. No início do século, um chanceler argentino chegou a propor uma moção autorizando países credores a invadir devedores em caso de calote. E contou com o voto a favor de Ruy Barbosa, um sócio da banca londrina.

A própria criação do FED, como instituição privada, visou consolidar essa prioridade. E, mesmo não logrando emplacar o livre fluxo de capitais em Bretton Woods, a banca conseguiu criar modelos que minimizassem os riscos soberanos.

Em qualquer livro-texto, defende-se a dívida pública como um instrumento para investimentos públicos que terão como efeito aumentar a eficiência estrutural da economia ou reativar economias combalidas.

No caso brasileiro, desde o Plano Real a dívida pública serviu apenas para alimentar a dívida pública. Não há paralelo de um saque tão continuado sobre o orçamento público como o que ocorreu nesse período.

No governo FHC, a relação dívida/PIB saiu de menos de 20% para quase 70%, mesmo com a privatização em massa e sem ter acrescentado um torno a mais no parque industrial ou na infraestrutura brasileira.

Com Lula e Dilma, a mesma coisa, um enorme esforço para trazer a relação dívida/PIB para patamares mais civilizados, a criação de um colchão de reservas cambiais, apenas para diluir o risco dos investidores e não ter que mexer na livre circulação de capitais.

Peça 3 – a falsa ciência legitimando o jogo

Há um conjunto de condições necessárias para o desenvolvimento de um país: investimentos em educação, saúde, melhoria de renda, em inovação, em financiamento e assim por diante.

Algumas políticas sugerem menos Estado; outra defendem mais participação do Estado. Todas elas gostam de falar em nome do chamado interesse nacional.

Pode-se defender o interesse nacional desburocratizando a economia, criando um ambiente mais saudável para os negócios. Como se pode defender usando a força do Estado para políticas proativas de defesa da produção interna.

 Mas nenhuma política decente pode defender cortes em gastos essenciais porque aí atenta-se contra o longo prazo para benefícios de curtíssimo prazo a grupos específicos.

A maneira de impor essa política foi recorrer a sofismas que não seriam aceitos em nenhum país minimamente civilizado.

1.     A ideia de que as taxas de juros elevadas visam compensar desequilíbrios fiscais.

Como defender essa hipótese em um caso flagrante de que o maior fator de desequilíbrio é a própria taxa de juros e a queda de receita provocada pelo desaquecimento da economia, fruto de políticas monetárias restritivas?

2.     O modelo de metas inflacionárias para qualquer hipótese de inflação.

Juros só combatem inflação em caso de excesso de demanda na economia. Com a economia caindo 8% em dois anos, não há a menor lógica de continuar segurando o consumo. Pelo contrário, a política monetária restritiva tira mais dinheiro da atividade produtiva, contrai mais o consumo, por consequência derruba mais a receita fiscal e aumenta o déficit público. Em 15 anos de experimento das metas inflacionárias, o único canal eficaz para derrubar os preços foi o canal do câmbio – justamente a política que mais tornou vulnerável as contas públicas e o combate à inflação.

3.     A ideia de que basta conseguir equilíbrio fiscal (sem mexer nos juros e no câmbio) para atrair o capital externo e trazer de novo a felicidade.

Peça 4 – o investimento produtivo

O investimento produtivo – de capital nacional ou internacional – leva em consideração vários fatores.

Custo de oportunidade:

Consiste em comparar a rentabilidade esperada do investimento com a rentabilidade oferecida pela aplicação de menor risco na economia: em quase todos os países, a remuneração dos títulos públicos. Com a possibilidade de ganhar 14,15% em dólares (ou mais, dependendo da apreciação da moeda) sem riscos, o investimento só será feito em setores com mais perspectiva de rentabilidade. Fora o tráfico de cocaína, não se conhece setor com tal rentabilidade.

Financiamentos de longo prazo

O único agente que financia no longo prazo, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), está sendo destruído pela política econômica de Henrique Meirelles, com o propósito de sanear as contas públicas sem mexer nos juros.

Capacidade ociosa

O investimento ocorre quando se preenche a capacidade instalada com produtos competitivos. A política monetária amplia a recessão e, automaticamente, o nível de capacidade utilizada. A apreciação cambial reduz a competitividade frente os produtos importados.

Competitividade sistêmica

O que garante a competitividade sistêmica de um país é o nível da mão-de-obra, os investimentos em inovação.

O modelo posto em prática sacrifica todos esses pontos e apresenta, como contrapartida, a única possibilidade de ganhos financeiros

Peça 4 – os jogadores principais

Camarilha dos 6 –  Temer, Jucá, Geddel, Padilha, Cunha e Moreira representam o que de mais bronco a política brasileira produziu nas últimas décadas. Mesmo com toda a ilegitimidade do golpe, tivesse um mínimo de envergadura Michel Temer se apresentaria como um conciliador. Bastou saber que comissionados o vaiaram para ordenar uma devassa no serviço público que paralisou departamentos, agências. Sua maneira de fazer política é a seco: divide o orçamento público com os parceiros. E o futuro que exploda.

Mercado – mercado não tem pátria. Por isso é ocioso submete-lo ao teste dos cenários de longo prazo da economia. No momento em que cessar o maná dos juros e câmbio, basta mudar de país.

Ministério Público Federal – assim que foi votado a admissibilidade do impeachment, as cenas dos deputados votando foram tão constrangedoras que a Procuradoria Geral da República ensaiou alguns exercícios de isenção. Passado o impacto, voltou ao mesmo padrão anterior, de fortalecer os principais atores desse jogo através de um trabalho sistemático de perseguição aos opositores. É paradoxal que a organização responsável pelos maiores avanços do país em direitos sociais tenha atuado para fortalecer um interinato responsável pelas maiores ameaças sofridas pelas políticas públicas brasileiras desde a Constituição.

Agora, com a camarilha dos 6 tomando o poder, completa-se o jogo.

1.     Explode-se o déficit público, com aumentos generalizados de salários às corporações mais influentes, aumento das emendas parlamentares.

2.     A conta de juros permanece intocada, com a Selic em 14,15% mesmo com o PIB caindo quase 8 pontos percentuais acumulados.

3.     Definição de limites para os gastos públicos, tomando por base os menores níveis reais da história: os gastos dos últimos anos, derrubados pela queda da receita em função da recessão econômica.

Luis Nassif

56 Comentários

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  1. Faltou a conclusão: Fujam

    Faltou a conclusão: Fujam para as montanhas, para as montanhas de outro país.

    O Brasil é o caso de um povo que não está à altura de seu território. Defendo uma intervenção da ONU. Distribuir o território entre nações que saibam aproveitar melhor o espaço geográfico. Os escandinavos não fazem mais porque seus territórios são cobertos por gelo metade dos anos. Aqui, poderiam fazer muito mais. 

    1. Acho que o problema não é o

      Acho que o problema não é o povo, mas sim o 1%.

      Quando o 1% de um país, seguido pela sua classe média, não consegue entender que ganharia muito mais com o crescimento do próprio país do que vendendo suas riquezas a outros com lucros momentâneos, não há como o país se desenvolver.

      Os norte americanos se tornaram a maior nação do mundo e não teriam para quem entregar seus bens. E, em geral, as outras grandes grandes nações não tinham o que vender do próprio país, exatamente por não possuírem riquezas em seu próprio território. Felizmente para eles, havia as colônias.

      Restaram Rússia e China, que partiram de pensamentos independentes do ocidental.

      O Brasil sempre seguiu os mestres: Portugal, Inglaterra e EUA. Nossa elite sempre achou bonito se desfazer do que podia e depois, dependendo da época, gastar na metrópole: Lisboa, Londres, Paris e Miami.

  2. E a esquerda?

    Não há mais nada à falar da esquerda? Dilma e Lula estão mortos? Não existe o que fazer para lutar contra está implosão do Brasil? Acho que todos estamos esperando uma posição sobre as alternativas, Nassif. Me parece que nas últimas semanas só te interessa fazer um mapa do inferno. Estou errado? 

  3. Esqueceu de mencionar que

    Esqueceu de mencionar que Dilma começou a ser bombardeada pela máfia exatamente quando baixou os juros a níveis de 7,25%, e quando assinou a criação do banco dos BRICS.

    Os financistas não perdoaram…

    1. Foi bom a lembrança…

      O próprio Governo Federal é rentista!!!

      Porquê então seu governo veio a aumentar a taxa de juros Selic???

      E quem foi que colocou o Levy no início do segundo mandato???

      Novamente afirmo que o Brasil não possui economista com capacidade de levar o país ao capitalismo. O sistema econômico atual é o pseudocolonialismocapitalismo! 

       

      1. Brasil é o capitalismo perfeito!

        Como enormes lucros das grandes empresas  – quando não lucram na produção, lucram com spapéis – voce ainda tem coragem de dizer que não viveos no capitalismo. O Brasil tem uma das forma mais puras de capitalismo, salários miseráveis para a maioria da população, lucros astronomicos para quem coloca sua grana na Banca e um Estado sitiado e tomado pelos capitalistas.

        Haja, sapiência!

    2. Sentença de morte.

      Lula cutucou a onça quando dissem em 2006 que era preciso acabar com a “caixa preta” do judiciário. Criou-se o CNJ sob protestos da bandidagem togada. Daí veio a Dra. Eliana Calmon e qualificou com precisão a corporação onde haveria, segundo ela “bandidos escondidos atrás das togas”. Justamente em desabafo pelas dificuldades efrentadas para fazer as auditorias em tribunais que era sua missão, então, como Corregedora Nacional de Justiça do CNJ. Sobre as apurações no TJSP ela disse que conseguiria alguma informação quando o sargento Garcia prendesse o Zorro. Daí o Dirceu fez, sob Lula, com o Gushiken, a redefinição dos critérios de distribuição de propaganda oficial. O Franklin Martins, sob Lula, elaborou a Proposta de Lei para a democratização dos meios de comunicação. E a Dilma em 2012 baixou os juros da CEF e BB forçando o Mercado a descer junto. Eh bom lembrar que nessa época o principal perdiqueiro do Mercado, o Sardenberg, na GLOBO/Mossack-Fonseca disse que “analistas de mercado” afirmavam que era possivel fazer o cavalo chegar até a beira do rio. Mas não era tão fácil assim fazê-los atravessar o rio. Em 2013 os lucros dos maiores bancos privados ficaram atrás de longe dos bancos oficiais CEF e BB. E, por fim, em 2013 o governo democrático selou o seu destino quando aprovou a Lei de Partilha para operação do Pré-Sal e promulgou a LEI ANTI CORRUPÇÃO. Foi tudo muita ousadia de quem chegou ao poder representando apenas 99 % do povo brasileiro, tendo que escrever uma carta compromisso de não mexer com as regalias dos donos da Capitania. Até que foram longe demais, por tudo que conseguiram realizar e mostrar ao povo brasilerio que é possível, sim, crescer e reduzir desigualdades e construir soberania com arrecadação de apenas 30% do PIB em impostos, sem taxar a Casa Grande e dando 50 % do orçamento de cada ano aos agiotas banqueiros. Com esse exemplo extremamente revolucionário que apresentaram teriam que ser destruídos e eliminados da história do BraZil. É o que estão tentando fazer nesse momento.

  4. Úmido e hereditário

    Muito bom esforço do Nassif em demonstrar a persistência na longa duração dos piores lugares-comuns dos dogmas que sustentam os privilégios senhoriais.

    Ou seja, traduzindo antropologicamente essa Economia, retornamos a Braudel.

    A longeva lógica predatória das elites brasileiras me lembra uma daquelas máximas geniais do mestre Tom Jobim: a de que “o Brasil é um país úmido e hereditário”. Explicava nosso maestro soberano lá por volta de 1986: “no Brasil, as coisas se estragam com a umidade, e assim passam para a geração seguinte, quando se estragam mais ainda”.

  5. Destruir em três meses o que

    Destruir em três meses o que se construiu em treze anos é mérito, digno  de grandes sabotadores. Os executores  ,já são conhecidos, os mentores  são reincidentes históricos . E, os estrategistas?

    1. Algo mais

      Falta um passo lógico nesse seu raciocínio, Snaporaz. Senão você acaba reputando capacidade demais a sabotadores que apenas se comportam como os bichos que sempre foram.

      Se em 3 meses se destrói o que se “construiu” em 13 anos, com o beneplácito da passividade pública, então isso só é possível porque essa “construção” não era mais que um casebre de palha que mal se sustentava em pé, e esse “público” que agora é massa passiva jamais chegou a ser conquistado por uma hegemonia cultural.

      É aí que está a diferença entre o petismo acrítico, que não consegue vislumbrar mais que o próprio umbigo das suas verdades de palha, e aqueles que já se deram conta do que, realmente, acabaram sendo os governos do PT.

       

  6. Tabela Equivocada

    Nassif, na segunda coluna da sua tabela, nas linhas “Emprestimo” e “Valor de Saída” figuram o símbolo R$ (Real).

     

    Isso está errado e me causou alguma confusão inicialmente. Talvez fosse interessante colocar o símbolo correto: US$ (Dolar).

     

  7. Pokemon go

    Apesar de não comentar, tenho lido os capítulos de “O Xadrez…”. Quase sempre boas análises do Nassif.

    Mas, na boa, talvez fosse o caso de mudar o nome do jogo, digo, da série. O Brasil atual(?) seria melhor retratado por “Pokemon go”.

    E vamos andando desgovernadamente rumo ao brejo atrás dos monstrinhos…

  8. Dinheiro, Talento, Potencialidades, Nação

    Este tipo de análise foca normalmente sobre dinheiro. O que um sujeito com algum dinheiro na mão poderia fazer:

    ·         Capta fora e aplica na Selic (14,5%);

    ·         Com a possibilidade de ganhar 14,15% em dólares (ou mais, dependendo da apreciação da moeda) sem riscos, o investimento só será feito em setores com mais perspectiva de rentabilidade. Ou seja: drogas ou alguma outra coisa mais rentável.

    A pessoa com talento e potencialidades, e a nação com vantagens, não têm vez neste jogo, somente regulado pelo dinheiro?

    Um bom médico não muda de profissão apenas pela falta de Clientela. Um bom engenheiro às vezes vira taxista não por opção, mas apenas pela necessidade. As pessoas possuem algum talento, e adquiriram maior habilidade mediante educação, e devem ganhar a vida com ele, pois é aí onde explorarão melhor a sua potencialidade.

    A nação deve avaliar as suas vantagens comparativas em termos de matérias primas e natureza, e estabelecer as suas regras para privilegiar os nichos de oportunidade de desenvolvimento nacional e, ainda, dando espaço para potencializar o talento dos seus cidadãos.

    Seguindo apenas pelas regras do Capital, ainda num jogo global sem limites nacionais, estamos fadados ao fracasso.

  9. O Brasil à mercê de uma

    O Brasil à mercê de uma esculmalha sedente de sangue,

     

    Do sangue do povo mais vulneravel, do trabalhador e de petistas; qualquer “otoridade” concurseira ou não se acha um mini ditador que pode transgredir a CF, qualquer delegado de porta de cadeia pode prender um cidadão e esquece-lo trancafiado, qualquer promotor se acha no direito de viajar centenas de quilometro com dinheiro publico para dar um calor em gente humilde como fizeram com o caseiro do tal sitio,  a turminha do stf lava as mãose borrando de medo enquanto um persegue um partido sem nenhum pudor e sem corar, estamos numa ditadura, disfarçada e essa sim vergonhada, por que tocada por falsos moralistas e pretensos democratas. Não há saida, se não respeitam a vontade popular, que o povo não os respeite.

  10. ESTE É O BRASIL EM QUE NOS

    ESTE É O BRASIL EM QUE NOS TORNAMOS – Os senhores do mercado ou ORCRImer – organização criminosa do mercado- são realmente fortes, nem mesmo a esquerda grega, que eu esperava fosse pagar o que era débito de fato isso conforme auditoria internacional, não conseguiu.

    No Brasil acontece algo inusitado: o mercado consegue, com a ajuda do crime organizado chefiado por um bando de criminosos dos poderes legislativo, judiciário e midia, tomar de assalto o poder executivo e agora o quadro está asim: além da sangria através do golpe dos juros, o mercado está levando de lambuja toda a infraestrutura do pais, o que inclui sistemas de saude, educação, portos, aeroportos, estradas, ferrovias, fundos de servidores publicos, previdencia, pré-sal,.,.tudo a preço de banana para, ao final, o pais mendigar junto ao FMI.,.e ninguém consegue impedir essa tática do choque e pavor para abocanhar tudo através de multiplas ações de asalto e muito velozes.

    A imagem do Brasil é a imagem da Leticia Sabatella ontem após ser agredida por “defensores da Lava Jato” na Guatánamo de Curitiba.,.atônita e desamparada, tendo apenas um celular como arma  de defesa contra um bando de ensandecidos dispostos a linchá-la: aquele teatro real pareceu-me marcas de pintura como a dizer ESTE É O BRASIL EM QUE NOS TORNAMOS

  11.   ESTE é o grande jogo jogado

      ESTE é o grande jogo jogado no Brasil. Talvez poucos se deem conta de que a sangria sofrida ano após ano desde a instauração da ditadura financista já é maior que o Pré-Sal.

      Poderíamos, em um exercício de hipóteses, abrir mão de nossas reservas de Petróleo em troca do fim dessa ditadura, pois nos sairia mais barato. Somente no ano passado o custo da dívida pública, anabolizado pelos juros, chegou à casa dos 700 BILHÕES de reais – praticamente METADE DO ORÇAMENTO FEDERAL.

      Digo mais: não há direitista que consiga defender isso, não ao menos sem apelar para ridículos lugares-comuns da mais genuína viralatice – até porque a ditadura financista passou praticamente incólume por todos os governos, de FHC para cá. A primeira batalha perdida de Dilma, por sinal, foi contra tomates…

      Em último lugar, a SELIC é utilizada contra o espantalho da inflação. O que deveríamos fazer, antes de mais nada, é calcular a inflação “à americana”: retirando-se do calculo os produtos sazonais, entre outros. É POR ISSO, e não por mera “memória inflacionária”, que os índices deles são menores que os nossos.

  12. Este governo ai NÃO AMA SEU

    Este governo ai NÃO AMA SEU POVO!

    O povo SERVE PARA LHES DAR BENESSES…

    Por isso se alegram em sustentar mentiras…

    O Temer É INELEGÍVEL E JUNTO COM A MÍDIA ACEITOU A MENTIRA EM NOME DE UM FALSO ALTRUÍSMO!

    Assim como fizeram com ignorância da Janaina – serviu para o momento!

    Mas Isso o povo só vai sentir QUANDO EMPOBRECER, e ai entrarão as igrejas…

    As pessoas vão sentir que algo está errado, o interino culpará o PT, as pessoas vão se sentir impotentes, menores que crise e

    ai irão atrás de Deus dentro das igrejas e seus pastores…

    Dias obscuros nos aguardam…

  13. Oras, mais o PT pós mensalão

    Oras, mais o PT pós mensalão dividiu o orçamento público com os parceiros e deixou o futuro explodir, ou não ?

    Entregou um dos Ministérios dos Transporte, um dos mais importantes por ser um gargalo que atravanca o crescimento, para Valdemar da Costa Neto.

    A gestão PR no Ministério  foi um desastre, 4 Ministros cairam acusados de corrupção e a Presidenta jamais ousou retirar o Ministério dos corruptos

    O mesmo se diz do Mnistério do Trabalho onde gente imunda e imoral, como Carlos Luppi, ameaça públicamente a presidente caso ele fosse retirado do PDT. Ele disse uma vez em entrevista que ia fazer o diabo com o Governo caso fosse demovido

    Vamos distribuir adequadamente os onus. O Governo Temer, ou o desgoverno, é uma mera sequencia do Governo Dilma, ou do desgoverno. 

  14. O Xadrez da dívida pública e a camarilha dos 6

    Tudo passa por uma verdade básica.

    NENHUM GOVERNO DO CAMPO DEMOCRÁTICO TENTOU REALMENTE ATACAR O PROBLEMA CENTRAL : A DOMINÂNCIA DE UM GRUPO ENCRUSTADO NO PAÍS QUE VIVE DAS TETAS DO TESOURO.

    A mão de todas as reformas, a da mídia, foi esquecida por Lula e Dilma, ingenuamente ambos, pegou o controle remoto.

    Aqui perto temos exemplo de coragem cívica e intransigência com os interesses nacionais. A auditagem da dívida pública permitiu ao Equador acabar com a ganância de alguns. Equatorianos e estrangeiros. Recobrou o controle de sua dívida pública.

    Aqui o Banco Central, que atua como o SINDICATO DOS BANCOS, tem liberdade para fixar a SELIC independentemente da política financeira/fiscal do governo federal. Na realidade é a submissão do governo federal aos banqueiros e mamadores.

    De outro lado toda a legislação brasileira é, no seu conjunto, favorável aos ricos e suas castas de  serviçais, com exceções raríssimas.

    A JUSTIÇA é operada pela casta de juízes regiamente pagos, com ganhos alavancados por penduricalhos especialíssimos isentos de I.Renda e advogados regiamente pagos a manobrar com recursos infindáveis aque levam a inoperância da lei. Processos que duram anos e anos, alguns criminosamente engavetados, só beneficiam os ladrões diversos de colarinho branco. Pobre vai preso mesmo sem julgamento e em prisões sub-humanas. Já os maganos vão para casa com tornozeleira . . .

    O Brasil ainda está para ser lançado no século XXI e com essa camarilha só voltaremos ao século XIX.

  15. Estamos vivendo nossa invasão bárbara,

    mas nossos bárbaros são locais. É nosso momento Nero. O capital é apátrida e amoral, mas os povos não deveriam ser assim e isso é que é o trágico nesse golpe. Não me surpreende ver bandido saqueando tudo, o que me surpreende é ver a vítima ser tão condescendente. Concordo com o Mino Carta: a postura da população, que ora apoiou entusiasmadamente o golpe e agora está catatônica assistindo ao precipício se aproximar, não é caso para análises históricas ou sociais, mas psiquiátricas. Só um estreitamento de consciência coletivo explica como chegamos tão fundo e ainda continuamos descendo de maneira absolutamente condescendente. Somos nós que estamos pondo a forca no nosso pescoço ao aceitarmos, mais uma vez, nossa tragédia como fato consumado.

  16. Este post deveria estar

    Este post deveria estar afixado em algum lugar da primeira página do GGN para que as pessoas pudessem entender este esquema de valorização cambial combinada com expoliação pelos juros. Não há futuro possível para o país enquanto ele insistir nessa fórmula. De resto, apenas gostaria que fossem dados nomes aos bois no que serefere à camarilha dos 6.

  17. Comecei escrevendo um comentario aqui e…

    Comecei a escrever um comentário aqui. Mas o texto instigou e acabou saindo outro post:                             

     

    Dívida pública: silêncio eloquente dos grandes “ausentes”, por Romulus      

    ROMULUS      SEG, 01/08/2016 – 08:27

    Dívida pública: silêncio eloquente dos grandes “ausentes”

    Por Romulus

    – Onde estão os militares que pensam estrategicamente e são especialistas em geopolítica?

    – Onde estão os industriais – os de verdade, não os donos de galpão alugados, nem os que (ainda) não viraram distribuidores de importados?

    – Onde está o povão?

    – Onde estão os partidos e políticos com mandato “de esquerda”?

    – Todos levaram sucessivas rasteiras da direita pseudo-liberal brasileira. Aquela sustentada pela (e para a) banca. A que odeia Estado mas adora o seu orçamento!

    *   *   *

    Como nos lembra o Nassif hoje:

    >> Não há na história econômica moderna exemplo mais acabado de expropriação da riqueza do país para um grupo específico do que o que vem ocorrendo com o Brasil nos últimos 22 anos. Se algum economista se der ao trabalho de calcular o que foi pago de juros da dívida pública desde o Plano Real até hoje, daria para cobrir o país de norte a sul com infraestrutura de primeiro mundo.

    Muito bem.

    Uma alegoria?

    A finança arranca as tetas da gorda porca de todos os demais leitõezinhos e, com voracidade ímpar, consegue abocanha-las todas.

    Lega aos outros leitõezinhos a inanição. Senão a morte, ao menos o raquitismo.

    LEIA MAIS »

    1. Romulus com certeza não estão

      Romulus com certeza não estão nas TRINCHEIRAS do GGN aonde se enxerga os adversários e os combatem

      com a espada da LEGALIDADE,nosso povo NÃO QUER VER,acostumamos a reclamar,a não exigir o melhor

      dos nossos governantes e de nós mesmos,me parece um problema de autoestima (algo de nossa cultura)

  18. A era dos avatares

    Acho que essa camarilha é o resultado dos avatares sem lideranças e sem ideologia desse novo tempo, queriam mudanças, ressuscitaram ratos!! 

     

    O MPL e o aprendizado democrático

    MOVIMENTO PASSE LIVRE: ANÁLISES DE UM NOVO TEMPOSAB, 15/06/2013 – 20:11ATUALIZADO EM 20/06/2013 – 11:39

    A prefeitura de São Paulo ainda não absorveu a perplexidade com o Movimento do Passe Livre (MPL), que colocou em confronto manifestantes e policiais.

    Em sua sala, no 6a andar da sede da Prefeitura, o prefeito Fernando Haddad exibe ar cansado, de quem passou o dia dando explicações.

    Tem argumentos racionais para justificar o reajuste de 20 centavos nas passagens de ônibus da capital. Mostra que estava-se sem reajuste desde 2011 e, nesse período, os salários dos motoristas e cobradores subiram muito mais que isso.

    Rebate os argumentos do movimento, de que, se corrigida pela inflação desde 1994, as passagens deveriam estar custando menos. Explica que eles deixaram de considerar que não se pode comparar as duas datas apenas, porque no período foi introduzido o bilhete único, pelo qual cada passageiro anda muito mais do que antes da sua introdução.

    ***

    Discorre argumentos racionais e levanta, em sua defesa, sua abertura para os movimentos sociais. Conta que enfrentou uma multidão de 5 mil sem tetos que foram protestar na frente da Prefeitura. Subiu no seu caminhão, chamou-os para a conversa, explicou seus argumentos e foi bem compreendido.

    Na sua equipe tem muitas pessoas que participaram dos protestos das diretas, das manifestações contra Collor. E que tentaram, de várias maneiras, trazer o movimento para conversar.

    Mas com a rapaziada do MPL foi inútil. A prefeitura procurou os líderes do movimento para negociar e eles recusaram. Quando viu o rosto da líder na televisão, levou um susto: tinha idade (e aparência frágil) para ser colega da sua filha.

    ***

    Peço para que deixe de lado a racionalidade, os argumentos técnicos e tente discorrer sobre o sentimento que leva milhares de jovens às ruas, sem bandeiras específicas, apenas para colocar para fora sua jovem energia. São como os caras pintadas sem um Fernando Collor como alvo. Não são os 20 centavos de reajuste que os mobilizaram, mas a sede de participar, de mostrar a sua cara.

    E Haddad constata que o novo movimento é composto por avatares, pessoas com perfil nas redes sociais, que, por razões diversas, conseguem conquistar a simpatia de outros ativistas virtuais.

    ***

    A maior parte não tem ideologia, não tem ideias claras sobre as bandeiras a empunhar e, quando têm a bandeira, dispõe de informação mínima sobre as circunstâncias e fatos que a determinam.

    Mas querem participar. Têm o fogo sagrado, a energia vital, dos que sonham em mudar a realidade.

    ***

    Será um aprendizado recíproco.

    Da parte dos jovens, aprenderão que todo ato violento tem consequência. O pavor estampado no rosto de vários deles, com a agressividade ilimitada da Polícia Militar, foi uma boa lição. O fato da manifestação ter sido aproveitada por vândalos, outra lição.

    Da parte das autoridades insensíveis, a lição de que, na era das redes sociais e dos smartphones, nenhuma violência fica impune. O movimento dos jovens iria se esvaziar na 5a feira, devido à violência do dia anterior. A violência redobrada da PM reacendeu a legitimidade do movimento.

    Da parte das autoridades responsáveis, um longo aprendizado para saber como atender aos impulsos de uma geração afoita, como todos os jovens, inexperiente, sem um alvo fixo para atacar. Mas portadora do futuro político do país.

  19. E passa assim MUITO
    E passa assim MUITO e TÃO sutilmente pela responsabilidade do PT, Lula e Dilma no esquema de enriquecimento dos já riquíssimos que no final tem-se a impressão que são vítimas.

    Impressionante.

    1. Prezado,
      você é

      Prezado,

      você é intelectualmente desonesto. Se os coloco como seguidores dessa política, como os coloquei então como vítimas? 

       

      1. Simples, você concentra a
        Simples, você concentra a artilharia no “interinato” enquanto em relação aos três – PT, Lula e Dilma – praticamente apenas menciona.

        No meio do bolo perde-se a noção sobre a responsabilidade deles que lideravam um governo de “esquerda”.

        A propósito, o autor que você mencionou aponta justamente está gravíssima omissão para o ressurgimento de correntes extremistas, desalento, ausência de perspectiva.

        .

        Na minha opinião você sequer considera esta possibilidade, qual seja o golpe em virtude do despreparo e inépcia dos três ao longo do período em que se abriu uma janela de oportunidades para o país

        O PT com seu comandante tiveram a faca e o queijo nas mãos e os entregou numa bandeja para a “direita”.

        Quando procediam desse modo surgiu a tese da “governabilidade” que o senhor – vai me desculpar – foi dos mais fervorosos arautos.

        Ora, se eram ações de “governabilidade” o que aconteceu para serem apeados do governo?

        Logo, nos seus termos parece que o “Interinato” ocorreu por geração espontânea.

        Enfim, por tudo isso, ao dizer que suas críticas apenas resvalam nos maiores responsáveis da tragédia que vivemos hoje – nesse verdadeiro beco sem saída – não é porque sou intelectualmente desonesto, mas porque é esta minha opinião.

        Ps: Se pensar deste modo é ser desonesto, então devo ser mesmo e te peço desculpas.

  20. Nassif escreve post

    Nassif escreve post esclarecedores, mas para o vento.

    Em um país com 75% de analfabetos funcionais, a maioria não entende bulufas dos seus posts.

    Por isto temos o o governo que temos e merecemos. O país(físico, as terras e riquezas naturais) é que não mereciam o povo que tem.

  21. Perfeito Nassif.
    Querem a

    Perfeito Nassif.

    Querem a quebra consistente dessa estrutura? Ciro2018.

    Assistam os vídeos que ele fala de economia em suas palestras e verão que o diagnóstico sobre os problemas e possíveis ecaminhamentos são muito semelhantes.

  22. Uma outra versão, sem tantos maniqueísmos

    Não é muito inteligente tratar a manutenção dos juros altos como simples coisa de vilões de histórias em quadrinhos, que querem destruir o país por simples prazer sádico. O estado brasileiro consome uma porção muito grande do PIB e investe pouco, o que significa que ele simplesmente joga liquidez no mercado, algo que gera inflação, como sabemos (poderíamos entrar na questão do alto nível de indexação da economia brasileira, mas quero mostrar outro ponto, que deveria há muito tempo ser consenso entre ortodoxos e heterodoxos). Obviamente, o BC não pode controlar a inflação sozinho, com o restante da estrutura estatal jogando contra, inserindo liquidez indiscriminadamente no mercado. Sendo assim, mudar o perfil de gastos do governo para investimentos, ao invés do simples custeio da máquina própria administrativa, é algo que agradaria tanto a desenvolvimentistas quando a monetaristas. Não entendo porque essa agenda comum não foi construída há muito tempo. É um absurdo incrível…

    1. Prezado, algumas

      Prezado, algumas observações:

      1. Essa história de reduzir as críticas à políticva monetária a uma história em quadrinhos, além de pobre,m não ´é original. Tende a considerar as críticas como argumento de botocudos contra a ciência dos sãbios. Menos.

      2. Onde está o excesso de liquidez, com a economia caindo 8 pontos percentuais?

      3. A inflação brasileira decorreu de um choque tarifário e de preços indexados. Querer tratar tudo pelo lado da demanda significa jogar sobre a demanda um peso desproporcional. O resultado aí está, com a queda vertiginosa do PIB.

      4. A maior parte dos gastos do governo está em setores de atendimento à população, saúde e educação. Antes de vir com chavões mostre onde poderiam ser feitos os cortes sem afetar os serviços básicos.

      1. Nassif e a poupança
        Nassif e a poupança interna? O grande erro do texto é focar nos efeitos e não nas causas primárias.Exemplo, SELIC, a SELIC tem como objetivo “destruir moeda”que foi excessivamente “criada” anteriormente, seu objetivo não é reduzir a inflação pelo menos de forma direta, já que a inflação é o efeito da emissão de moeda. Culpar o malvadinho capitalista opressor é fácil, dificil é mostrar as causas primárias do endividamento e dos juros. Dificil é admitir que o gasto estatal muito acima da capacidade do país suportar que cria a situaçãom atual.Sem poupança interna suficiente para financiar o gasto estatal, e já excedendo a sua capacidade de criar mais divida, excedendo a capacidade do país de monetizar o execesso de moeda.Não existe outra solução que não seja a redução do gasto estatal, e isso não tem nada a ver com estado minimo ou máximo, esquerda ou direita, mas com a seriedade.Não tem como se elevar o gasto estatal sem que exista poupança interna para pagar esta conta, não existe mágica ou ideologia que mude a realidade.Admitir que é o gasto estatal acima da nossa capacidade que cria a atual crise e não o malvadinho do capitalista opressor é que chegaremos a uma solução.        

        1. Ondei
          a Selic remunera

          Ondei

          a Selic remunera reservas bancárias. A taxa de juros nada tem a ver com o tamanho da dívida. Acorde, siô

           

  23. O Cenário é Pior do que o Descrito

    LN esqueceu-se de:

    1. Taxa de Juros Internacionais Negativas

    2. Taxa de Juros Reais (no Brasil) está crescendo, mesmo com a Selic mantida (Expectativa de Inflação em queda).

    3. A Única coisa que está dando certo é a Exportação.

    Vão conseguir acabar com ela (de Novo)

    1. o cenário é pior…

      O cenário é pior só se você acita o jogo. Somos umsa pátria infantilizada, meu caro. Tudo isto só é possível por nossa própria aceitação. Quem financiou a China comunista cujo dinheiro não tem valor e que não está inserido no merado globalizado de capitais? Ou a Russia, por que não se submete como a pátria submissa?  

      1. Servidão voluntária

        ÉTIENNE DE LA BOÉTIE – A SERVIDÃO VOLUNTÁRIA 

         

        A SERVIDÃO VOLUNTÁRIA

         

         

        Em 1548, com apenas 18 anos de idade, o francês Étienne de La Boétie escreveu seu Discurso Sobre a Servidão Voluntária, um texto instigante e corajoso que sustenta a tese de que os escravos são servos por opção.  Amigo de Montaigne, La Boétie foi um dos primeiros a perceber que os governados eram sempre maioria em relação aos governantes, e que, por conta disso, algum grau de consentimento deveria existir para manter a situação de servidão.  O seu texto pode ser entendido como um ataque à monarquia devido ao contexto de sua época, mas não somente isso.  O próprio autor reconhece que o tirano pode ser eleito também, o que muda apenas a forma de se chegar ao poder, e não seu abuso.  O livro, portanto, é uma leitura essencial nos dias atuais, em que governos democráticos avançam sobre as liberdades mais básicas dos indivíduos.

         

        Para La Boétie, “é o povo que se sujeita, que se corta a garganta, que, podendo escolher entre ser subjugado ou ser livre, abandona a liberdade e toma o jugo, que consente no mal, ou antes, o persegue”.  O pensador Edmund Burke diria algo semelhante depois, ao constatar que “tudo aquilo que é necessário para o triunfo do mal é que os homens bons nada façam”.  La Boétie via no direito natural do homem aquilo que ele tem de mais caro.  “Não nascemos apenas na posse de nossa liberdade, mas com a incumbência de defendê-la”, resume.  No entanto, ele constatou que o povo estava quase sempre inclinado a abandonar tal direito em troca de alguma sensação de segurança.  O tirano, então, chega ao poder, seja pela conquista ou pelos votos.  Mas La Boétie questiona: “Como tem algum poder sobre vós, senão por vós? Como ousaria atacar-vos, se não estivesse em conluio convosco?”.  Para ter liberdade, bastaria que o próprio povo fosse resoluto em não servir mais.  A escravidão acaba exigindo a sanção da vítima.

         

        O que então explicaria essa servidão consentida? Para La Boétie, “todos os homens, enquanto têm qualquer coisa de homem, antes de se deixarem sujeitar, é preciso, de duas, uma: que sejam forçados ou enganados”.  Ele parte então para a tese de que, no início, o homem serve vencido pela força, mas que depois serve voluntariamente, enquanto seus antecessores haviam feito por opressão.  Sem terem experimentado a liberdade, esses homens acabam escravos pelo costume.  La Boétie, antecipando David Hume e Franz Oppenheimer, conclui: “É assim que os homens nascidos sob o jugo, depois alimentados e educados na servidão, sem olhar para a frente, contentam-se em viver como nasceram, sem pensar em ter outro bem, nem outro direito senão o que encontraram, tomando como natural sua condição de nascença”.  Primeiro, o poder é conquistado à força; depois, o costume permite um ar de legitimidade, mantido pela ignorância e covardia dos escravos. 

         

        A revolta contra essa tirania nem sempre é amiga verdadeira da liberdade.  Para La Boétie, os vários atentados realizados contra imperadores romanos, por exemplo, “não passaram de conspirações de pessoas ambiciosas cujos inconvenientes não se deve lamentar, pois se percebe que desejavam não eliminar, mas remover a coroa, pretendendo banir o tirano e reter a tirania”.  Não foram poucos os casos na história de luta contra uma tirania estabelecida por outra tirania, muitas vezes até mais cruel.  Os bolcheviques são um claro exemplo disso, mas nem de perto o único.  Até a Revolução Francesa usou o nome da liberdade apenas para entregar Robespierre e seu Grande Terror em troca.  Mesmo no Brasil, tivemos comunistas lutando contra uma ditadura, mas que, no fundo, desejavam instaurar outra bem mais perversa, como aquela existente em Cuba. 

         

        Quando se entende que o tirano precisa do consentimento do povo, descobre-se porque todo tirano usa o ardil de embrutecer os súditos e atacar os homens de valor.  Nesse aspecto, a doutrinação é fundamental para os tiranos.  O “pão e circo” também são úteis para desviar as atenções.  “Os teatros, jogos, farsas, espetáculos, lutas de gladiadores, animais estranhos, medalhas, quadros e outros tipos de drogas, eram para os povos antigos os atrativos da servidão, o preço da liberdade, as ferramentas da tirania”, diz La Boétie.  E convenhamos: como o povo se vende por pouco! Se antes era assim, nada mudou na essência, apenas na forma.  O povo escravo vibra com o time campeão do mundo e troca liberdade por um tolo “orgulho nacional”.  O escravo esquece que o governo lhe toma metade dos frutos de seu trabalho, preferindo relaxar no carnaval.  “Assim, os povos, enlouquecidos, achavam belos esses passatempos, entretidos por um vão prazer, que lhes passava diante dos olhos, e acostumavam-se a servir como tolos”, lamenta o autor. 

         

        As migalhas oferecidas em troca da liberdade não eram apenas jogos e distração, mas literalmente migalhas: “Os tiranos distribuíam um quarto de trigo…  e então dava pena ouvir gritar: ‘viva o rei!'” Há tanta diferença assim para um Bolsa-Família, programa assistencialista que, na verdade, é esmola em troca de voto? La Boétie percebeu que o governo, sem produzir a riqueza, precisa tirar antes de dar.  “Os tolos não percebiam que nada mais faziam senão recobrar uma parte do que lhes pertencia, e que mesmo o que recobravam, o tirano não lhes podia ter dado, se antes não o tivesse tirado deles próprios.” Não obstante, o populismo sempre rendeu poder e devoção, sentimentos que todos os tiranos buscam despertar em seus súditos.  La Boétie lembra que mesmo tiranos que destruíram totalmente a liberdade do povo foram homenageados pelas próprias vítimas, muitas vezes vistos como “Pais do Povo”.  Que tipo de covardia faz alguém amar o próprio algoz?

         

        Além das distrações e das migalhas – um exemplo atual é o do restaurante popular -, os tiranos precisam oferecer uma rede de favores e criar cargos para sustentar a tirania com mais aliados.  A lista de oportunistas que bate à porta do governo para trocar liberdade por verbas seria infindável.  Desde artistas engajados, intelectuais, funcionários públicos e invasores de propriedades até líderes do “terceiro setor” ou mesmo empresários, todos em busca de uma teta estatal para mamar.  Os tiranos compram, assim, o apoio à tirania. “Em suma”, conclui La Boétie, “que se consigam, pelos favores ou subfavores, que se encontrem, enfim, quase tantas pessoas às quais a tirania pareça lucrativa, como aqueles a quem a liberdade seria agradável”. 

         

        Essa troca da liberdade por favores seria trágica por si só devido ao valor intrínseco que a liberdade possui. Mas, não obstante, La Boétie questiona que tipo de vida esses “escravos voluntários” levam, concluindo que não pode ser uma vida feliz.  “Qual condição é mais miserável do que viver assim, sem nada ter de seu, recebendo de outrem satisfação, liberdade, corpo e vida?” Além disso, ele afirma que a amizade verdadeira é impossível nesse contexto de tirania.  Ela, afinal, “só se encontra entre pessoas de bem e só existe por mútua estima; mantém-se não tanto por benefícios, senão por uma vida boa”.  “O que torna um amigo seguro do outro é o conhecimento que tem de sua integridade”, acrescenta.  E reforça: “Entre os maus, quando se reúnem, há uma conspiração, não mais uma companhia; não se amam mais uns aos outros, mas se temem; não são mais amigos, mas cúmplices”. 

         

        As palavras escritas há quase cinco séculos por um culto jovem francês de 18 anos ainda ecoam como verdade nos dias atuais.  O povo parece não aprender a lição, construindo sua própria prisão e vendendo a corda usada para seu enforcamento.  Nasce escravo, vive na ignorância e não ousa desafiar seu senhor questionando sua legitimidade.  Aceita passivamente seus grilhões e até ajuda a colocá-los.  Na natureza, enquanto os animais lutam desesperadamente contra seu domínio, o homem, justamente o ser com maior capacidade de ser livre, acaba se submetendo passivamente à servidão.  Enquanto uma grande quantidade de pessoas estiver disposta a sacrificar a liberdade em troca de algumas migalhas e uma falsa sensação de segurança, conviveremos com a escravidão.

         

        Essas ideias exerceram influência em Mises.  Em Theory and History, ele escreve que não há garantia de que as massas de seguidores farão bom uso do poder que desfrutam.  Elas podem rejeitar as boas ideias, aquelas que seriam benéficas para as próprias massas, e abraçar teses prejudiciais a si próprias.  Mas como Mises reconhece, se isso ocorrer, a culpa não é somente das massas.  É também culpa daqueles pioneiros das boas ideias que não souberam expor suas causas e pensamentos de forma mais convincente.  “No longo prazo, até mesmo os mais despóticos dos governos, com toda a sua brutalidade e crueldade, não são páreos para as ideias”, afirma Mises.  Eventualmente, a ideologia que conquistou o apoio da maioria irá prevalecer e destruir o chão que sustenta o tirano.  Os muito oprimidos irão destronar seus mestres através de rebeliões. Mas Mises também sabe que tudo pode levar muito tempo, o que continuará causando danos irreparáveis enquanto a mudança não chega.  Eis mais um motivo para todos aqueles que defendem as boas ideias investirem nelas e esforçarem-se para divulgá-las da melhor forma possível.  O mundo é governado por ideias.  Que seja, então, guiado pelas boas ideias! Caso contrário, estaremos condenados a conviver sob uma servidão voluntária.

         

         

        Nota:

        David Hume escreveu: “Quase todos os governos que existem hoje ou dos quais existem registros na história se fundaram na usurpação ou na conquista, ou em ambas, sem pretensão alguma de um consentimento legítimo ou de uma submissão deliberada do povo”.  E acrescentou: “A obediência e a submissão se tornam uma coisa tão costumeira que os homens, em sua maioria, jamais procuram investigar as suas origens ou causas, tal como ocorre em relação à lei da gravidade, ao atrito ou às leis mais universais da natureza”.  Em The State, Franz Oppenheimer explica que existem, basicamente, duas formas de organização da vida social: o meio econômico, que é pacífico por depender de trocas voluntárias; e o meio político, que é baseado na dominação e, portanto, é essencialmente violento por ser uma apropriação não solicitada do trabalho dos outros. O estado surgiria numa sociedade quando algumas pessoas utilizam os meios políticos para vantagem própria.  Essas pessoas estariam numa situação vantajosa para forçar certas ações aos demais, e as relações passam a ser calcadas em subordinação e comando.  O estado seria, então, o primeiro de todos os aparatos de dominação.  Independente do desenvolvimento desse estado, Oppenheimer repete constantemente que sua forma básica e sua natureza não mudam.  Desde o estado primitivo feudal até a constituição moderna do estado, ele ainda é a institucionalização dos meios políticos por um determinado grupo para expropriar a riqueza econômica de outros.

         

  24. Uma outra versão, sem tantos maniqueísmos

    Não é muito inteligente tratar a manutenção dos juros altos como simples coisa de vilões de histórias em quadrinhos, que querem destruir o país por simples prazer sádico. O estado brasileiro consome uma porção muito grande do PIB e investe pouco, o que significa que ele simplesmente joga liquidez no mercado, algo que gera inflação, como sabemos (poderíamos entrar na questão do alto nível de indexação da economia brasileira, mas quero mostrar outro ponto, que deveria há muito tempo ser consenso entre ortodoxos e heterodoxos). Obviamente, o BC não pode controlar a inflação sozinho, com o restante da estrutura estatal jogando contra, inserindo liquidez indiscriminadamente no mercado. Sendo assim, mudar o perfil de gastos do governo para investimentos, ao invés do simples custeio da máquina própria administrativa, é algo que agradaria tanto a desenvolvimentistas quando a monetaristas. Não entendo porque essa agenda comum não foi construída há muito tempo. Deve ser a aversão tremenda de todos os governo em reformar o que quer que seja na estrutura arcaica do estado brasileiro.

    1. Não, os que mantém as altas

      Não, os que mantém as altas taxas de juros podem ser muitas coisas, mas sádicos é que não são, mas tb. não são mesmo esses luminares desinteressados que vc. nos pinta. E pra trocar custeio por investimento, precisaria um monte de coisas que estão longe de existir . Uma delas seria não haver empreiteiras na mira da polícia federal . Tb. precisaríamos de um governo que não gostasse tanto de gastar, como parece ser esse governo provisório de ministros temporários e base parlamentar com muito apetite.

      1. Veja porque não sobra dinheiro para investir, Sérgio:

        Do blog do Kennedy:

        É injusta com o conjunto da sociedade brasileira a concessão feita pelo governo federal para permitir que despesas do Judiciário e do Ministério Público continuem a ultrapassar o limite legal de uso de 60% das receitas dos Estados com o pagamento de pessoal. Não é medida correta com o conjunto da sociedade brasileira num momento de grave crise econômica.A lei já permite um percentual alto da receita dos Estados que pode ser usado para pagamento de pessoal: 60%. Os outros 40% têm de dar conta de todo o resto: educação, saúde, estradas etc. O Poder Judiciário tem a maior média salarial do funcionalismo. Magistrados e membros do Ministério Público ganham salários altos se comparados à média da remuneração dos brasileiros. Têm estabilidade no trabalho e uma série de benefícios.O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, propôs que os gastos que excedam o limite de 60% sejam corrigidos pela inflação. Tenta evitar um aumento real para uma fatia que já vai extrapolar o limite. No fundo, com aspiração presidencial, criou uma exceção _uma contabilidade à parte para o Judiciário e o Ministério Público.Essa concessão foi feita porque o Judiciário e o Ministério Público são muito poderosos. Em tempos de Operação Lava Jato, então, ninguém quer contrariar essas corporações. Ora, todo mundo defende o combate à corrupção, mesmo que isso enfraqueça grandes empresas e gere desemprego. Há empreiteiras prestes a quebrar. Isso é feito em nome de um bem maior. Reduzir a corrupção e tomar medidas para ter, no futuro, empresas mais responsáveis e menos corruptas na relação com o dinheiro público.Numa hora em que vai se demandar sacrifício da população como um todo, na qual já há alto desemprego, quando haverá teto para o crescimento das despesas públicas de modo geral, inclusive nas áreas de saúde e educação, criar uma exceção para o Judiciário e o Ministério Público é tratar essas categorias com privilégio, o que não combina com o país da Lava Jato.

        http://www.blogdokennedy.com.br/meirelles-faz-concessao-injusta-ao-judiciario-e-ministerio-publico/

         

  25. Apesar do Meireles ter sido

    Apesar do Meireles ter sido do governo petista, do Palloci e do Levy, não dá para botar tudo no mesmo pacote. Os juros não tem as mesmas mordomias no governo do PT do que no governo tucano.

    Além do Lula ter pego do FHC juros a 25% e entregue para Dilma a 10%, não dá para ignorar que a presidenta tentou o gesto ousado do rompimento com essa lógica que o Nassif denuncia desde sempre. Atacou fortemente os spreads com os bancos públicos. 

    O que faltou foi estratégia política para fazê-lo. E também um plano B para ser tentado depois do “recuo estratégico”. Eu estou convencido que foi um recuo estratégico, e não capitulação pura e simples. Dilma é desenvolvimentista e distributivista, e não é de desistir fácil, muito pelo contrário. O que ela não tem é abilidade política para pôr em prática o que ela tem na cabeça

  26. 3.     Definição de limites

    3.     Definição de limites para os gastos públicos, tomando por base os menores níveis reais da história: os gastos dos últimos anos, derrubados pela queda da receita em função da recessão econômica. 

    Seria melhor, aqui, dizer “limites para os gastos sociais”, porque o pagamento dos juros também é gasto público, e esse nenhuma equipe econômica jamais sonhou em limitar.

  27. O que há de errado com este país ?

    E como entender que a taxa basica de juros é 14,5% ao ano no Brasil  , enquanto : 

    Kazaquistão – 13% , Egito – 11,75% , Mongolia – 10,5% , Russia – 10,5% , Uruguai – 9,25% , Equador – 8 .6% , Colombia – 7,75% , Armênia – 7,5% , Turquia – 7,5% , Africa do Sul  – 7% , Indonesia – 6,5% , Iraque – 6% , Mexico – 4,25%

    ? ? ? ?  O que há de errado com este país ? 

    disponível em http://www.tradingeconomics.com/country-list/interest-rate

     

  28. Ficou faltando falar sobre

    Ficou faltando falar sobre outra das grandes manobras político-econômicas que têm como objetivo final abrir espaço orçamentário para aumentos na taxa de juros que remunera títulos públicos a partir de cortes nas despesas de cunho social.

    É o conjunto de manobras contábeis da previdência montado de modo a produzir um balanço sempre deficitário. No lado da receita desconsideram-se importantes fontes de recursos, ao mesmo tempo em que a coluna das despesas é inchada com os gastos não previdenciárias das chamadas aposentadorias rurais. Um conjunto imenso de pagamentos a pessoas que nunca participaram de um sistema previdenciário, e portanto nunca contribuíram, cujo custo deveria ser lançado como despesa assistencial no orçamento do ministério do desenvolvimento social.

    Com o rombo fictício resultante dessa contabilidade enganosa é possível para o tesouro nacional se apropriar de um superávit previdenciário real, ao mesmo tempo em que a repetição ad nauseam de resultados contábeis negativos cria o ambiente político perfeito para que se pressione por uma reforma previdenciária urgente, cujo único objetivo é restringir radicalmente direitos para diminuir despesas, e com isso aumentar a margem disponível para retenção no caixa do governo.

    A previdência se tornou financiadora do governo.

    1. Complementando

      E todo esse cenário artificial construído com a colaboração da grande mídia e seus “especialistas” é o fermento para justificar a erosão da previdência oficial e o fortalecimento da previdência privada. Sim, aquelas vendidas pelo bancos, sempre eles e seus negócios extremamente lucrativos no Brasil.

  29. Dilma Rousseff, quantas injustiças fostes capaz de suportar?

    Histórico recente das taxas reais de juros ex post:

    1) Governo FHC (1995 a 2002)

    1.1 Primeiro mandato

    -1995: 25,1%;
    -1996: 16,0%;
    -1997: 18,5%;
    -1998: 22,2%;
    -média simples do primeiro mandato: 20,4%.

    1.2 Segundo mandato

    -1999: 14,3%;
    -2000: 11,0%;
    -2001: 9,1%;
    -2002: 5,9%;
    -média simples do segundo mandato: 10,0%.

    1.3 Média simples nos mandatos de FHC: 15,2%.

    2) Governo Lula (2003 a 2010)

    2.1 Primeiro mandato

    -2003: 13,0%;
    -2004: 8,2%;
    -2005: 12,7%;
    -2006: 11,8%;
    -média simples do primeiro mandato: 11,4%.

    2.2 Segundo mandato

    -2007: 7,3%;
    -2008: 6,2%;
    -2009: 5,6%;
    -2010: 3,8%;
    -média simples do segundo mandato: 5,7%.

    2.3 Média simples nos mandatos de Lula: 8,5%.

    3) Governo Dilma (2011 a 2016)

    3.1 Primeiro mandato

    -2011: 4,9%;
    -2012: 2,4%;
    -2013: 2,3%
    -2014: 4,3%;
    -média simples do primeiro mandato: 3,4%.

    3.2 Segundo mandato

    -2015: 2,6%;
    -2016 (até maio): 4,3%;
    -média simples do segundo mandato: 3,4%.

    3.3 Média simples nos mandatos de Dilma: 3,4%.

    Vamos repetir alguns números para ressaltar a evolução dos mesmos:

    4) Médias simples da taxa real de juros ex post no Brasil

    4.1 Média simples nos mandatos de FHC: 15,2%;
    4.2 Média simples nos mandatos de Lula: 8,5%;
    4.3 Média simples nos mandatos de Dilma: 3,4%.

    Notem que a taxa real de juros ex post nos governos de Dilma tem uma média equivalente a apenas 40% do que a que existia nos governos de Lula e que representa pouco mais de 1/5 da média que tínhamos nos governos de FHC.

    Sem dúvida alguma o governo Dilma é o que tem as menores taxas reais de juros ex post dos últimos 25 anos.

    As três menores taxas reais de juros ex post das últimas décadas (verificadas em 2012, 2013 e 2015) aconteceram justamente no governo de Dilma Rousseff.

    As menores taxas médias de spreads bancários, bem como as menores taxas nominais e reais de juros ex post nos financiamentos do BNDES, também foram registradas nos governos de Dilma.

    A história há de registrar o tamanho da ignomínia que se está fazendo contra a legal e legítima presidenta Dilma Rousseff.

     

    1. De qual taxa de juros estamos falando?

      Caro Diogo Costa, não sei qual sua fonte (SELIC ou outras taxas?), mas numa visita que fiz ao site do BACEN no final do primeiro mandato do Presidente Lula, apurei: a SELIC só foi criada no último ano do primeiro mandato de FHC. Eram várias taxas, o FMI obrigou o Brasil a unificar as taxas para poder entendê-las. Então, nos 5 anos de mandato FHC onde houve a SELIC, apurei a média de 22,9%, por média aritmética, somando todas as taxas mensais e dividindo pelo período, em meses.

      A menor taxa SELIC no governo FHC foi de 15% e durou apenas 3 meses. Não sei onde você achou uma taxa média de 10% do segundo mandato. A maior taxa SELIC foi no início do segundo mandato de FHC, de 45%, por três meses Consulte as atas do COPOM no período. Fernando Henrique entregou a SELIC a 25% ao ano. A “imprensa econômica”, liderada por leitões e porcos dizia que era o “efeito Lula”. Nem tinha tomado posse e já era culpado pela SELIC da barbárie. Não se esqueça de que 2002 começou com a SELIC a 18%, em janeiro. A média foi superior a 20% naquele ano. Ficaria muito grato se no seu próximo post você explicasse onde encontrou aqueles números extraordinários. Não calculei a média dos dois mandatos de Lula, mas sei que ele recebeu a SELIC de FHC a 25% e entregou para Dilma. a 11%. Dilma encolheu a SELIC até uns 7,25% (menor da História, ou de onze anos seguidos) e depois teve de elevá-la (culpa dela que contratou o rentista Joaquim Levy), nesses 13 vírgula qualquer coisa. Mesmo assim, Em cinco anos, a maior taxa da Dilma foi uns nove pontos percentuais inferior à média de FHC. Obrigado.

  30. Para mim, segundo o projeção

    No meu entendimento, segundo o projeção da mídia, a Lava Jato e seus carrascos nada mais é do que uma negociação ideológica dentro de um Tribunal Político Partidário de Exceção, composto pela PF, MPF, STF, corruptos do Congresso, o vice-presidente, ao longo do seu cofre forte: os interesses das corporações do Mercado Financeiro e dos EUA.

    Façam um desvio de concentração e evite a mente de fazer, em direto, os meios do seu governo.

    Decreto: O paradigma econômico do dinheiro conversível (dólar e dinheiro digital dos bancos), tanto nos indivíduos, meios e Estados colonizados – em relação a fatalidade histórica – é para destruir toda precedência do tempo transcendente que tem preservado a realidade sobre o tempo cronológico do mundo físico.

    A cultura se organiza em torno dos indivíduos.

    Mais dir-se-á ainda da coligação dos partidos políticos, com novas leis estipuladas para redução das demandas na economia, nas ocasiões deletérias da retirada de direitos civis, para retomada do poder; que se envolvam na conspiração do impeachment os coxinhas, os midiótas e o pé de meia de diversos oportunistas.

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