XP/Ipespe: rejeição ao governo Bolsonaro supera pela primeira vez aprovação

Pela primeira vez, em uma série de seis pesquisas, rejeição ao governo de Jair Bolsonaro supera numericamente a aprovação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN – Pesquisa do Ipespe, encomendada pela XP Investimento, divulgada nesta sexta-feira (24) mostra, pela primeira vez em uma série de seis pesquisas, a rejeição ao governo Jair Bolsonaro superando, numericamente, a aprovação.

O levantamento mostra que 36% dos entrevistados classificaram o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo, contra 34% que apontaram a gestão como ótima ou boa. Outros 26% consideram a qualidade do governo Bolsonaro regular. Como a margem de erro é de 3,2 pontos, a leitura é de empate técnico entre os que rejeitam e aprovam a gestão bolsonarista.

A pesquisa foi realizada entre nos dias 20 e 21 de maio, cerca de uma semana após os protestos contra os cortes nas verbas da Educação, em 15 de maio. O Ipespe entrevistou 1.000 pessoas em todas as regiões do país por telefone.

Essa também é a segunda pesquisa realizada pelo instituto no mês de maio. Na primeira, o índice de reprovação do governo Bolsonaro foi 31% (5 pontos a menos do que na mais recente) e de aprovação foi de 35% (1% a mais). Em janeiro, Bolsonaro assumiu o poder com 40% de aprovação e 20% de reprovação.

O Ipespe mostra ainda tendência de queda na expectativa positiva sobre o mandato de Bolsonaro: 31% consideram que o governo Bolsonaro será, até o final, ruim ou péssimo. Já para o país e 47% a gestão será boa ou ótima. A entidade aponta que essas são as taxas mais altas (para ruim/péssimo) e piores (para bom/ótimo) já apresentadas na série de levantamentos.

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O instituto de pesquisa perguntou também se Bolsonaro é ou não o maior responsável pela situação econômica. Resultado: na primeira pesquisa de maio a resposta foi afirmativa para 5% dos entrevistados. No levantamento mais recente a taxa dobrou (10%).

Nessa mesma pergunta, 31% acreditam que a maior responsável pelo estado atual da economia é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 18% culpam a ex-presidente Dilma Rousseff. Outros 14% indicam como responsável Michel Temer e 13% “fatores externos”.

Bolsonaro e o Congresso

Entre abril e maio (na pesquisa mais recente) houve queda de 33% para 31% daqueles que consideram que Bolsonaro deve ter um discurso mais duro contra os deputados e senadores.

No mesmo período, passou de 37% para 48% os que defendem que o governo deve flexibilizar suas posições para aprovar sua agenda, “ainda que isso signifique se afastar do discurso inicial”. E de 19% para 9% aqueles que acham que Bolsonaro deve manter o tom do discurso atual.

Manifestações

A pesquisa Ipespe mostra também que 57% dos brasileiros entendem que os protestos de 15 de maio contra Bolsonaro tiveram importância. Porém para 38% os atos não tiveram importância.

Por outro lado, sobre esse tema, 86% acreditam que vão acontecer novas manifestações, contra 11% dos que acham que não ocorrerão mais protestos relacionados ao governo (favoráveis ou contra).

xpipespepesquisa

 

3 comentários

  1. merecia uma análise mais aprofundada a renitente
    percepção dos entrevistados de que a culpa da crise atual
    ainda é de lula, dilma temer ou de causas externas…
    poucos garantem claramente que a culpa é da direita, de bolsonaro,
    das politicas desastrosas do neonliberalismo grotescamente exclusivo
    e genocida …
    ou a pesquisa está errada ou a maniera de divulgá-la…
    é impossível que sem a ajuda da grande midia golpista
    esse tipo de avaliação predomine sem qualquer contestação
    do fato evidente de que houve um golpe e, portanto,
    os tipos de governos foram e são diferentes…

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