Diário do Comércio de São Paulo corta 24 jornalistas PJs

Do Jornalistas&Cia

Denúncia ao MP leva Diário do Comércio de São Paulo a cortar 24 PJs

Desse total, 18 já foram oficialmente comunicados. Outros 25 PJs estão sendo contratados pela CLT

Uma denúncia anônima ao Ministério Público está levando a Redação do Diário do Comércio de São Paulo, vinculado à Associação Comercial, a cortar 24 dos 49 jornalistas que lá atuam em regime de pessoa jurídica (PJ).

O processo, que começou em novembro com uma fiscalização do Ministério do Trabalho e a proibição de que o jornal mantivesse esse tipo de contrato, culminou com a comunicação oficial a 18 profissionais a partir do último domingo (27/1) – dos seis que faltam, quatro não estiveram na redação, um está em férias e outro, operado. A saída desse grupo permite a contratação dos outros 25 PJs pela CLT, processo também já em andamento. Segundo J&Cia apurou, como o orçamento da Redação não aumentou, metade sairá para que a outra metade fique e que essa situação vai obrigar o jornal a fazer mudanças editoriais, algumas inclusive já desejadas, por força do crescimento da internet, e que agora serão apressadas.

Os 18 que saem agora são: da equipe de Esportes, o editor Roberto Benevides (que pode voltar em março em outras funções), mais Celso Unzelte, Felipe Mendes Gonçalves e Luís Fernando Cezarroti; de Política, o editor Luiz Antonio Maciel, os redatores Decio Viotti e  Guilherme Calderazzo e o repórter Armando Conceição da Serra Negra; de Economia, a sub Eliana Haberlie a repórter Maria de Fátima Lourenço (Fafá); Carla Carolina Sasso Laki, redatora de internet; Carlos de Oliveira, editor de Cidades; Erika Regina, sub do portal; Felix Fernando Ventura Carvalho, webdesigner; Josefina Pasquato, redatora/curadora do Museu da Corrupção; Kleber Wilson Gutierrez, repórter especial; Marcelo Leite Silveira, consultor; e o tradutor Rodrigo de Andrade Garcia da Silva, que passa a frilar por artigo traduzido.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo pediu audiência com Rogério Amato, presidente da ACSP, para discutir a questão

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