Cortes em programas sociais rondam Dilma

Jornal GGN – A presidente Dilma Rousseff terá de aceitar reduções em programas sociais para ampliar o corte nas despesas discricionárias na proposta do Orçamento de 2016. Os programas que tiveram ampliação de despesas em relação ao autorizado para 2015 são o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e a transposição do Rio São Francisco. Mas, mesmo que aceite cortar o acréscimo feito nessas áreas, o governo só conseguiria reduzir em torno de R$ 11,5 bilhões, o que representa menos de 18% do que é necessário para atingir a meta de superávit primário de R$ 43,8 bilhões, ou 0,7% do Produto Interno Bruto.

A proposta orçamentária para o ano que vem tem um déficit previsto de R$ 30,5 bilhões, o que significa que o governo fazer um ajuste de R$ 64,9 bilhões nas contas para garantir um superávit primário de R$ 34,4 bilhões.

Como os técnicos consideram o espaço para cortes nas despesas discricionárias muito pequeno, o governo intensificou estudos para identificar gastos que podem ser reduzidos. Uma das possibilidades é adotar medidas para evitar fraudes e exageros na concessão do auxílio-­doença.

Do Valor

 
Para ampliar o corte nas despesas discricionárias previstas na proposta orçamentária de 2016, a presidente Dilma Rousseff terá que aceitar reduzir as dotações para três programas que lhe são muito caros: o Minha Casa Minha Vida (MCMV), o Bolsa Família e a transposição do rio São Francisco. Segundo fontes do governo, esses foram os programas que tiveram ampliação de despesas em relação ao autorizado para 2015, junto com uma reserva alocada para aumentar os auxílios alimentação e transporte dos servidores públicos, como parte da negociação em torno do reajuste salarial para os próximos dois anos.
 

9 comentários

  1. Juiz

    Tem muito juiz e altos funcionários públicos, inclusive aposentados, querendo dar a sua contibuição para que não haja corte no “bolsa miséria”.

    Eles querem passar a receber apenas o teto de suas categorias abrindo mão dos penduricalhos que elevam os seus salários as alturas. Além disso concordam a viajar apenas quando for indispensável e sempre de classe econômica.

    A Presidenta já se comprometeu a dar o exemplo dispensando suites imperiais nas suas viagens. 

  2. Algumas sugestões de cortes

    Algumas sugestões de cortes antes de reduzirem o que deveria ser irredutível: as já precárias e insignificantes(se comparadas com as demais despesas do Estado) dotações para os programas sociais.

    Antes uma pequena lembrança: o ESTADO BRASILEIRO é a união indissolúvel das Entidades Federativas e é formado por três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O que tal realidade implica?

    Bem, implica no que é óbvio ululante, patente, indubitável, inquestionável e todas as demais expressões conexas: os problemas não só orçamentários, mas de ordem econômica, política e social, é de R E S P O N S A B I L I D A D E, portanto requerem a participação para sua solução ou atenuação, da União, dos estados e dos municípios, bem como dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 

    Dá um cansaço e desespero ter que apelar para argumentos tão rasos. 

    As sugestões se resumem a uma só: cortar ou reduzir ao máximo TUDO que não seja essencial. Alguns exemplos:

    -Assinaturas de jornais e revistas;

    -Viagens internacionais ou mesmo nacionais.

    -Carros oficiais só disponíveis de segunda a sexta.E só para os Chefes dos três poderes respectivamente. 

    -Penduricalhos muito à gosto do Legislativo e do Judiciário visando engordar “contra-cheques”.

    -Propaganda em todas as mídias, exceto se à título de informação de interesses público. Repito: informação!

    -Aumentar impostos sobre bilhetes de loterias.

    -Vender todos os imóveis que não sejam de estrito uso público. Exemplo: apartamentos de parlamentares,ministros dos tribunais e do Executivo. 

    -Cortar 1/3 a despesa com todos os palácios(como este país tem palácio, não?)

    -Acabar com essas emendas parlamentares que só servem para os políticos politicarem e encherem os bolsos.

    -Taxar as grandes fortunas e aumentar as alíquotas de bens típicos de ricaços.

    -Fazer a Rede Globo pagar o que deve, assim como os demais “grandes” sonegadores.

    Isso são exemplos aleatórios e muito aquém do que se poderia “cortar” antes de visar os de sempre: os mais pobres e politicamente inexpressivos. 

     

    • Adiciono mais alguns pontos a sua ótima lista:

      – adotar a semana com cinco dias úteis e oito horas de trabalho diárias em todos os poderes para evitarmos gastos de mais de 50 milhões em seis meses com sessões extraordinárias só na câmara

      – acabar com os quase quatro meses de férias para políticos. Nossos políticos não são crianças em idade pré-escolar

      – rever a verba destinada ao fundo partidário se a presidente não vetar o financiamento privado de campanha

      -taxar lucros e dividendos

      -criar ipva para barcos, jatinhos e helicópteros como estipula a constituição

       

  3. O que nos espera se a Dilma não reagir

    http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/09/ultimato-dilma-e-golpismo-oficializado.html

     Ultimato a Dilma é golpismo oficializado

     Por Renato Rabelo, em seu blog: O presidencialismo é o sistema de governo afirmado e reafirmado na história recente do Brasil em dois plebiscitos. Mas a trajetória desse processo representativo na nossa história republicana é vincada muitas vezes pela incerteza e pelo abortamento do estabelecido constitucionalmente.

    Na redemocratização pós-regime ditatorial de 1964, a origem e sentido dessa disputa política e classista para alcance da presidência da República não muda.

    A tentativa de vitória das novas forças políticas, já ensaiada em 1989 – quando a maioria dos setores dominantes conservadores se juntou para barrar a vitória de Lula no segundo turno –, só foi possível alcançar 13 anos depois, em 2002.

    E apesar do resultado insólito da vitória à presidência de Lula, representante das forças sociais populares em ascensão, note-se, que não muda o DNA dessas forças conservadoras dominantes, que tudo fizeram para Lula não ser eleito; sendo eleito impô-lo condições drásticas e chegando ao governo da República instabiliza-lo, visando truncar seu mandato.

    Além do mais, de forma insólita, partindo de 2002, Lula e sua sucessora Dilma Rousseff, culminaram uma trajetória de quatro vitórias à presidência, expressão política de forças democráticas e populares, que estão fora dos círculos de confiança da classe dominante conservadora, seguidora das potências hegemônicas, imperialistas.

    Então, para esta oligarquia predominante, diante de sucessivos reveses, até aqui, é um resultado inaceitável e adverso aos seus interesses fundamentais. No entanto essa situação vem acontecendo também, considerando diferenças próprias de cada país, há mais de um decênio em grande parte da America Latina e Caribe.

    No Brasil a oposição não aceitou a quarta derrota de 2014. Desde então a evolução do curso político tem sido marcada pela instabilidade, ameaça e incerteza. O consórcio oposicionista coloca todas as suas garras de fora, se aproveitando do entroncamento de uma crise mundial estrutural do capitalismo, com maior impacto agora nos países emergentes, interagindo com o fim do ciclo de desenvolvimento desses últimos doze anos no Brasil.

    A evolução dessa situação objetiva, correlata com as dificuldades políticas do governo Dilma e a incerteza e instabilidade causada pela Operação Lava Jato em curso, tem resultado no agravamento da crise política e econômica, transbordando para o plano social.

    Apesar da breve trégua do mês de agosto, o consórcio oposicionista relança a crise política, a qual atinge um patamar mais agudo e estremado.

    O estopim usado por essas forças conservadoras foi o envio por parte do governo ao Congresso de um Orçamento com déficit para 2016. A senha foi a retirada do grau de investimento do Brasil, pela agencia de classificação de risco S&P, a qual, sinteticamente aponta, que a causa de tal procedimento é o risco fiscal e a incapacidade política do governo de levar adiante o ajuste fiscal.

    A fase constante do estado de golpe que vive o país passa agora para a oficialização do rito e do processo a ser seguido pelo golpe. Com esse fito é lançado no Salão Verde da Câmara dos Deputados um comitê parlamentar do golpe já, autointitulado de “comitê pró-impeachment”.

    Denotando o açodamento e o modo aventureiro desse empreendimento inconsequente para os destinos da nação, essa peripécia, ressalte-se, é uma exigência de impeachment já lançada, em busca de um pretexto. Sem nenhum fato, ou base jurídica justificada na Constituição. O objetivo mesmo é destituir a presidenta e eles ocuparem o poder central, o “fundamento”, ora essa! Arranja-se. Sem nenhuma peça de valor jurídico, vão se apoiar num pedido de impeachment elaborado por Helio Bicudo – personagem há muito tempo movido pelo ânimo da vendeta.

    Parte da oposição e setores dominantes que em agosto concedia uma trégua à presidenta da República vão convergindo agora, com pronunciamentos explícitos de alguns, para impor uma rendição à presidenta Dilma: Editorial da Folha de São Paulo: dão um “ultimato” e concedem uma “última chance” à presidenta, dando várias ordens com “medidas estremas de cortes”, com radicalidade sem precedentes, mesmo dos gastos compulsórios em saúde e educação. E outros que afirmam ser preciso as perdas que virão e defendê-las perante sua base política. Essa conta é da presidente, sua equipe e seu partido, e não da oposição.

    Assim, o ultimato, a ameaça, a estupidez e arrogância visando acuar e render à presidenta da República da parte dos setores dominantes conservadores e reacinarios, a fim de imporem seus sagrados interesses, a escalada do aventureirismo golpista são expressão de que os donos do poder e seus quebra facas querem levar o país ao impasse político, ao clima de caos, não importando os destinos da nação. Tudo em proveito de sua volta ao centro do poder.

    Estamos diante do ápice de um ataque contra o Estado democrático de direito e o mandato constitucional da presidenta da República. Exige resposta decidida das forças democráticas e patrióticas, das instituições, entidades e personalidades comprometidas com a preservação e sustentação da democracia, numa ampla frente de resistência.

    Apesar das dificuldades e limites políticos da presidenta e do seu governo, inerentes ao estremado embate político e poderoso jogo de pressões, confiamos que a presidenta Dilma, por sua trajetória, saberá manter seu compromisso em defesa do povo, dos trabalhadores e da nação. Às forças populares e de esquerda nesta hora é preciso distinguir de onde vem a iminência do grande ataque. Não menosprezar a bicuda investida das forças mais recalcitrante que precisa ser execrada.

    O diálogo e as proposta das forças populares em defesa dos direitos dos trabalhadores e das massas populares devem ser mantidas e articuladas para impulsionar a presidenta. Nesta hora, os reptos e as prédicas voluntaristas, por mais bem intencionados que sejam, à esquerda, resultam objetivamente em favorecer a carga do ataque da direita

     

  4. Pelo amor de Deus presidenta,

    Pelo amor de Deus presidenta, não corte os programas sociais.

    O andar de baixo é seu único fio de esperança, seu porto seguro.

    Se tiver de sacrificar alguém, sacrifique o andar de cima, até porque, se dependesse deles, a senhora não tinha sido reeleita.

    Pelo amor de Deus, não mexa na base. Acredite, paciência e compreenção tem limite.

     

  5. Acorda, Dilma, não é

    Acorda, Dilma, não é bajulando esses caras que você vai conseguir governar. Eles querer sua cabeça numa bandeja. Não corta nada, governe com os trabalhadores que nós “cá embaixo” garante você.

  6. Juros pornográficos

    Se não fosse a inflação com os cortes dos juros já seria suficiente… mas no momento, impossível.

    A bolha inflacionária é artificial, da ganância do empresariado e de movimentos desestabilizadores do mercado, ajudado pelo poder de consumo e de renda. Basicamente, e na essência, é isso

    Como produtos podem variar seus preços nas prateleiras em até 50% para mais ou para menos em uma semana?

  7. “Cortes em programas sociais

    Cortes em programas sociais rondam Dilma

    E NEM TENTE! E NEM OUSE!

    Mexer uma vírgula que seja, um zero que seja, dos programas sociais: razão essencial do Ser Petista da vitoriosa gloriosa carreira político-religiosa do Estadista do Povo Galileu Sofrido, razão maior de Nosso Lula existir paradigma de governança mundial no modo socialista luz paratodos.

    Dilma não tem autoridade política e direito moral para desconstruir e destruir programas sociais criados pelo Nosso Lula, em nome do sofrido povo galileu, em nome da esperança terra prometida de futuro mais justo igualitário libertário para os pobres injustiçados e miseráveis explorados do planeta.

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