A autonomia das Universidades

Presidente da República discute com reitores das universidades federais melhorias para o ensino superior no Brasil

Acabou às 19h30 desta terça-feira (19/7) o encontro entre os reitores das universidades federais brasileiras e o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O cerne do debate foi a questão da autonomia na gestão universitária e a ampliação dos investimentos nos hospitais universitários do país. Esta é a oitava edição da reunião anual em que os reitores e o presidente se juntam para discutir soluções e apresentar melhorias para o ensino superior.

O professor Edward Madureira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), diz que está confiante com as discussões levantadas na reunião de hoje. Segundo ele, foi apresentada uma medida provisória que regulamenta a relação das fundações de apoio com as universidades com o objetivo de ampliar os projetos de ensino, pesquisa e extensão. Além dessa, outra medida provisória deve dar autonomia às universidades na contratação de funcionários técnicos administrativos.

Outro ponto importante em discussão foi o financiamento de R$ 100 milhões, por meio de uma portaria do Ministério da Saúde, que deverá trazer melhorias aos 46 hospitais universitários brasileiros e ajudar a solucionar os problemas mais emergentes, como pagamento de dívidas das unidades e deficiência na infraestrutura. Estas medidas poderão ser implementadas ainda este ano.

Além do Presidente da República e dos reitores das universidades federais brasileiras, estavam presentes os ministros da Educação, Fernando Haddad, de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Saúde, José Gomes Temporão.

“Conseguimos apresentar com clareza a necessidade atual do ensino superior federal no Brasil, e o que fica positivo é o entendimento. Já sabemos os caminhos e as soluções, agora precisamos colocá-los em prática”, afirma o presidente da Andife.

http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=12586 

Da Agência Brasil

Lula assina decretos e MPs que ampliam autonomia de universidades federais

Ivan Richard

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (19) três decretos e duas medidas provisórias que visam a dar maior autonomia às universidades federais do país. As medidas permitem a abertura de créditos suplementares para instituições e seus hospitais universitários, o uso das sobras do orçamento do ano anterior no exercício seguinte e a realização de concursos públicos sem autorização prévia do Poder Executivo, entre outros pontos.

Os decretos regulamentam ainda a assistência estudantil e liberam recursos para o Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais. Em relação às medidas provisórias, uma estabelece as regras de funcionamento das fundações de apoio às universidades e outra cria a margem de preferência para as compras públicas de produtos e serviços brasileiros. A segunda MP possibilita que essas entidades públicas possam comprar produtos de empresas brasileiras, mesmo que os preços sejam superiores aos oferecidos por uma empresa estrangeira.

Em seu discurso, Lula disse que a assinatura dos decretos e das medidas provisórias é uma prova de que o governo federal aprendeu a escutar a sociedade e, com isso, tem conseguido atender às suas reivindicações. “Uma coisa que vai se consagrar nas políticas públicas do país é o fato de o governo ter aprendido que ouvir as pessoas faz bem, mesmo quando elas estão zangadas, questionando. Muitas vezes permite que a gente faça coisas corretas. Se não fossem as criticas, poderíamos fazê-las incorretas”, disse Lula a reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes).

O ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou que muitos problemas enfrentados pelas universidades seriam facilmente resolvidos se esses dispositivos já estivessem em vigor. “A autonomia é mais do que isso, evidentemente, mas diria que o grande anseio das nossas universidades era, justamente, um arcabouço legal que permitisse que pessoal, custeio e investimento tivessem o abrigo de um diploma legal para traduzir na prática aquilo que era um princípio constitucional poucas vezes respeitado. O avanço feito por esses decretos é muito significativo”, disse o ministro.

Haddad afirmou que o governo está “indo ao limite do que a legislação permite” para oferecer maior autonomia às universidades. “Não fica mais ao arbítrio nem do ministro da Educação nem do ministro do Planejamento autorizar concursos públicos para recomposição de pessoal que se exonera, se aposenta, enfim, de alguma razão deixa de pertencer ao pessoal ativo das instituições”, disse.

“A universidade, no gozo de sua autonomia, vai programar a reposição do seu pessoal. O mesmo vale para a execução orçamentária. As universidades passam a contar, agora, com um diploma legal que lhes dá completa autonomia de gestão do orçamento para remanejamento de verbas entre rubricas, apropriação de recursos próprios e para a eventual execução orçamentária no ano seguinte daquilo que não pôde ser executado no exercício anterior”, explicou o ministro.

Edição: Antonio Arrais 

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