A educação paulista

Conversei com duas pessoas com ampla experiência com a educação paulista.

Ambas, envergonhadas com o episódio do teste feito pela Secretaria da Educação de São Paulo, que expôs de forma ampla a decadência do ensino paulista. Nada contra o teste em si, dizem elas, mas com o fato de se saber, a priori, o desastre que seria e da Secretaria da Educação jamais ter atacado a base desse desastre, que é a preparação dos professores.

Ambas entendem que a decadência do ensino paulista – e brasileiro – começou com a proposta da educação continuada. Não com a proposta em si, mas com a maneira como foi implementada.

O objetivo da proposta era claro. O estado perdia muito com os repentes, por isso os diretores e professores teriam que fazer de tudo para evitar a repetência. Mas o “fazer de tudo” significava prover o aluno das ferramentas necessárias para aprender e passar de ano com mérito.

Para que isso fosse possível, a rede pública teria que ser aparelhada com formas de suplementação do estudo, treinamento aos professores. E, principalmente, o propósito da educação continuada teria que ser explicitado de forma clara e abrangente. Nada disso ocorreu.

É proibido repetir

Na ponta, a mensagem que chegou foi outra: está proibido repetir aluno. O resultado foi um desastre, com o desinteresse dos professores em ensinar, sem ter como avaliar. Ensinar para quê, se a única forma de avaliação – as provas que poderiam levar ou não à repetência – tinham sido abolidas. Sistemas de ensino como o Senac e o Senai se depararam com muitos professores contratados que tinham absoluta certeza de que a repetência estava proibida.

Na área estadual, o desastre começou com a primeira Secretária a implementar o modelo, Rose Nebauer. A obra foi finalizada com Gabriel Chalita.

O segundo ponto – apontado aqui por uma das senhoras  – é que a base estava podre. E, por base, entenda-se a preparação dos professores. Passou-se a exigir cursos de Pedagogia. Imediatamente proliferaram esses cursos por tudo quanto é universidade privada, das Uninoves às Bandeirantes da vida.

Para não atrapalhar o andamento dos cursos, a maior parte das faculdades não exige experiência em aula. Os alunos saíam formados sem noção alguma de pedagogia, sem experiência de aula.

Em muitos casos, as professoras saíam semi-alfabetizadas. A senhora que possui maternal e primário disse que precisou ensinar todas as suas jovens professoras o que era dar aula. E, a muitas delas, precisou ensinar o português. Muitas vezes, alunos recém-alfabetizados acabavam corrigindo a professora em aula.

O MEC e o Conselho Estadual de Educação

Hoje em dia, o único sistema não privado que mantém um mínimo de qualidade em São Paulo é o SESI. Tanto que para conseguir uma vaga é uma briga – o que demonstra que as famílias e os alunos sabem da importância de educação de qualidade.

Aí entra o papel o Ministério da Educação e dos Conselhos de Educação. Uma delas, apesar de ter participado da campanha de Paulo Renato para deputado, diz que o seu período foi de completo abandono de qualquer veleidade de trazer qualidade ao ensino. Interessavam apenas as estatísticas quantitativas de número de aluno na escola.

Lembro-se de ter conversado no final do governo FHC com Jocimar, o grande educador, membro da equipe do Paulo Renato. O MEC havia, finalmente, desenvolvido uma nova sistemática de avaliação, para medir a qualidade do ensino. Mas isso quando o governo já estava no fim.

Depois, a situação melhorou, diz essa professora. Nos últimos anos, o MEC passou a distribuir recursos para treinamento dos professores. No entanto, praticamente desmontou a Delegacia de Ensino em São Paulo.

Com isso, as faculdades só são vistoriadas a partir de denúncias de alunos ou professores. Deixou-se todo um sistema mercantilista solto, sem maiores exigências de aprimoramento.

Outra peça essencial – o Conselho Estadual de Educação – foi completamente aparelhado nos últimos 8 anos. O Conselho tem 24 membros. Há um representante da USP, outro da Unicamo e Unesp, representantes de diversas organizações de ensino – mas sempre o diretor geral ou dono (que se preocupa com o negócio), e não o responsável pedagogo. Além dos donos de escolas, os demais estão loteados por indicações políticas, modelo que começou no governo Alckmin e foi mantido no governo Serra.

Educadores de verdade, diz ela, existem poucos. Um deles é o professor Kassab, pai do atual prefeito Gilberto Kassab.

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28 comentários

  1. A primeira coisa a fazer e
    A primeira coisa a fazer e EXIGIR, eu disse EXIGIR, 100% professores doutores em tempo integral nas universidades ensinando. Esta e a base.

    Tem que fechar, FECHAR, os cursos de pos em fim de semana.

    A maioria dos cursos de pedagogia nao serve pra nada. Tem que FECHAR tambem. Tem e que permitir que profissionais como engenheiros e medicos possam lecionar. Muito melhor que professor que nao sabe nada.

    Outra coisa.

    Por que acabaram com a CARTILHA e com a TABUADA? Gracas a elas o pessoal aprendiam rapidinho e fazia conta de cabeca. Ja hoje hein …..
    Tambem nao entendo, porque, apesar de tanto falarem na necessidade de boa educacao, nao ensinam ingles desde a mais tenra idade. Ingles e essencial.

  2. O TRISTE É QUE ESSES NÚMEROS
    O TRISTE É QUE ESSES NÚMEROS NÃO DESPERTAM NA SOCIEDADE O ALERTA VERMELHO. SÃO USADOS APENAS PARA QUE A ESFERA FEDERAL E ESTADUAM SE ALFINETEM.

    O BRASIL DARIA UM PASSO IMPORTANTE SE DESSE UM PISO SALARIAL PARA JORNADA DE 30 HORAS SEMANAIS DE 6.000 REAIS. AÍ SE FARIAM CONCURSOS MAIS DISPUTADOS DO QUE PRA CONTÍNUO DO BANCO DO BRASIL. TEM GENTE QUE, QUANDO ESCUTA ESSA MINHA IDÉIA, ACHA LOUCURA. MAS A LOUCURA MAIOR É DEIXAR QUE A BASE DA EDUCAÇÃO CONTEM COM PROFISSIONAIS DE BAIXA QUALIFICAÇÃO.

    O DIA QUE A ESCOLA PÚBLICA TIVER UMA QUALIDADE PRÓXIMA AO DE UM COLÉGIO COMO PORTO SEGURO, TODO MUNDO GANHA. ATÉ A CLASSE MÉDIA MÉDIA, QUE PREFERE CORTAR PLANO DE SAÚDE A TIRAR OS FILHOS DE UMA ESCOLA PARTICULAR, SERIA BENEFICIADA, POIS UMA BOA PARTE DAS ESCOLAS PRIVADAS Têm UM ENSINO FRACO – QUE PARECE SER BOM QUANDO COMPARADA COM A TERRA ARRASADA DO SETOR PÚBLICO.

    MAS A EDUCAÇÃO DEFINITIVAMENTE NUNCA FOI PRIORIDADE SÉRIA NA HISTÓRIA DO BRASIL. MESMO A GENTE TENDO EXEMPLOS DE PAÍSES QUE HÁ 50 ANOS ERAM MAIS POBRE QUE O BRASIL E QUE GRAÇAS A UM SALTO DE QUALIDADE EDUCACIONAL SE TORNARAM POTÊNCIAS ECONÔMICAS – VIDE CORÉIA DO SUL.

  3. O problema sofrido pelo
    O problema sofrido pelo setor da educação é o mesmo que todos os outros setores onde os tentáculos do Governo chega. É difícil qualificar, podemos chamar de “várias e diversas” maneiras, tais como: APADRINHAMENTO, NEPOTISMO, CORRUPÇÃO, etc…, e poe etc… nisso.
    Me refiro aos cargos de segundo escalão, onde são colocados os cupinchas, os parentes e os que não conseguiram se eleger ou re-eleger.
    São nestes cargos de segundo escalão onde geralmente acontece toda a maracutaia, geralmente os indicados não são competentes para assumi-lo, geralmente também não foram colocados lá para administrar o setor e sim para tentar fortalecer o caixa dois deles ou do partido para as próximas eleições, e é difícil ser detectado pois o foco principal da imprensa geralmente são nos cargos de primeiro escalão.
    Essa mudança, a meu ver se daria possível somente com um STJ atuante, mas aqui no Brasil eles atuam em direção contrária, conforme vemos diariamente nas matérias publicadas pela imprensa.
    É a banalização da política brasileira, sou pessimista quanto a esse quadro, não sei quantas gerações terão que sofre e sinceramente não sei o que terá que acontecer neste País para que essa corja seja extirpada à bem do serviço publico.

  4. o objetivo fundamental do
    o objetivo fundamental do neonliberalismo eh transformar o ensino publico do jeito que transformaram.

    Tudo obviamente para esculhambar de vez o ensino publico para beneficiar a escola privada…

    Deu no que deu…

    Outra coisa: eh impossivel que tanta gente com experiencia no ensino tire zero numa prova. Ha interesse politico evidente de desmoralizar os professores…

    So que isso mostra o verdadeiro retrato da politica neonliberal para o setor…Na verdade os professores sao orfaos de um sistema que esta distante deles e dos alunos…

    Eh como se dissessem: virem-se, professores, os responsaveis sao voces!

  5. Garantir qualidade de ensino
    Garantir qualidade de ensino é muito mais difícil que quantidade. Não é à toa que mesmo com um provável aumento de recursos nos últimos anos os avanços nesse campo têm sido medíocres e sem grandes expectativas de melhora no médio prazo. A qualidade do ensino passa fundamentalmente pelo empenho, preparo e profissionalismo do professor. Sem essas características, não há qualidade no ensino.

    Mas não deixa de ser engraçado como a questão da quantidade de alunos em sala de aula (não por sala de aula) é tratada como pouco relevante ou até pior, como o vilão da educação brasileira. Vende-se a idéia de que era possível universalizar o acesso à educação e ao mesmo tempo garantir que ela fosse de qualidade, ou ainda que se deveria priorizar uma expansão lenta mas com qualidade deixando milhões de crianças fora da escola. Fosse qual fosse o caminho escolhido ele seria fortemente criticado. Fez-se a opção certa pela inclusão.

    Nos anos 90, o repentino aumento da demanda por professores e a nossa pequena capacidade de formação dos mesmos levaram naturalmente a uma flexibilização na contratação de professores que deve ser corrigida no longo prazo. Aliás, fenômeno idêntico ocorreu e ainda ocorre com o ensino superior.

    Educação de baixa qualidade é melhor do que nenhuma. Quando um aluno de escola pública entra numa faculdade privada de péssima qualidade através do PROUNI, o feito é tratado em geral como algo positivo (e de fato é). Mas algumas pessoas se esquecem que esse mesmo aluno é o que pôde finalmente frequentar uma escola por causa da universalização. É usar duas medidas para o mesmo peso.

    Se alguém acredita mesmo que quantidade sem qualidade é o pior dos mundos, então por que não mandar as crianças de volta para casa e refazer a expansão do ensino? Se é a coisa certa a se fazer, por que não fazê-la? Tenho certeza de que não é.

  6. Caro Luíz Nassif
    O que
    Caro Luíz Nassif
    O que estamos assistindo hoje na educação de SP é fruto de anos de subordinação da educação a Metas Econômicas e não Metas de Capacitação.
    O que vigora na educação e um formalismo exagerado, o professor é obrigado a oferecer ao aluno todos os instrumentos possíveis de aprendizagem, recuperação contínua, paralela, o que é justo.
    A resposta a uma indagação do aluno, ou uma explicação mais pormenorizada fazem parte dos procedimentos, imaginem uma classe cheia , com a tradicional indisciplina, e ainda extrema dependência do aluno em relação ao professor no quesito entendimento.
    Imagine agora o professor tendo que anotar os alunos atendidos, para não se tornar vulnerável no caso de uma eventual reprova.
    Não é o cúmulo da calhordice afastar o professor de sua atividade fim, para as burocráticas?

  7. Mudando um pouco de assunto,
    Mudando um pouco de assunto, mas nem tanto:

    Jornal do Comércio-PE – Talvez o governo Lula falhe também na comunicação do que ele está fazendo nessas áreas (Ciência e Tecnologia e Educação).

    SÉRGIO REZENDE – Pode ser. Mas deixa eu contar algo que mostra que é mais do que isso. Na última terça-feira (dia 03), eu e o ministro Fernando Haddad (Educação) convocamos uma coletiva para anunciar o resultado da Olimpíada Brasileira de Matemática na Escola Pública. Foram 18 milhões de estudantes, de 40 mil escolas públicas e de 98% dos municípios do Brasil. É a maior olimpíada de ciência do mundo. Pois bem, não tinha um grande jornal lá. É uma olimpíada feita só para escola pública, os três mil premiados recebem bolsa do CNPq e assistência de 200 censos do Brasil para continuar estudando matemática, então é uma coisa interessantíssima que está ocorrendo na escola pública e o que saiu no dia seguinte nos jornais? Nada, isso não existe! Não é fácil comunicar determinadas áreas. A cultura e educação não são valorizados no Brasil.

    A pergunta que eu faço é:
    Faltou o presidente na apresentação para ela atrair a grande imprensa?

    Detalhe:
    Eu só fiquei sabendo que o Brasil agora tem uma fazenda marinha, pq o presidente foi lá para inaugurar?

  8. A forma desastrosa de como
    A forma desastrosa de como foi implementada a educacao continuada acabou por causar uma falta de comprometido dos alunos e professores, principalmente dos alunos que acabam nao tendo um maior compromentimento com o estudos, ja que, no final “passarao de ano”, mesmo tendo um desempenho inferior ao minimo estabelecido para passarem. Lembro-me quando estudava, quando a media minima era 5,0, abaixo disso estaria no vermelho. Quem tirasse uma nota vermelha, menor que 5,0, teria que fazer um maior esforco para se manter na media, ou seja, o aluno teria que estudar mais. Tirar nota vermelhas me causava preocupacao, com medo de tomar uma “surra” dos pais. rsrssr, e possivelmente ser reprovado. Nunca fui reprovado, mas ja tirei minhas notas vermelhas, mas sempre me esforcei, estudando, para manter-se na media e passar de ano, pois sabia que poderia ser reprovado se nao estudasse.

  9. O problema da educação não é
    O problema da educação não é exclusivo do Brasil, como mostra o português Nuno Crato em seu livro “O Eduquês em Discurso Directo”:

    “Não é possível perceber o que se passa na Educação em Portugal sem
    conhecer um debate de ideias — umas vezes surdo, outras agressivo —
    que divide a opinião pública, cria desconforto entre profissionais de
    educação e pauta tomadas de posição de políticos e decisores.
    De um lado, surgem pessoas, ideias e atitudes que têm tido um
    papel dominante na política educativa. Ideias que habitualmente se
    identificam, nem sempre de forma correcta, com a «escola moderna»,
    com o «ensino progressista» ou com o «ensino centrado no aluno». Ideias que se estendem por várias áreas políticas, que tiveram uma influência crescente no Ministério da Educação ao longo dos anos 80 e 90, que portanto vingaram sob a acção de governantes de partidos tão diversos como o CDS/PP, o PPD/PSD e o PS. Ideias que têm simpatias em todos esses partidos e noutros.

    Do outro lado surge uma opinião pública difusa, que se
    manifesta descontente com o estado actual da educação e que tem a
    noção intuitiva de terem sido os teóricos da pedagogia dita moderna que
    conduziram à situação presente. (…)

    Outras vezes, a discordância é mais profunda e tem raízes na detecção,
    mesmo que intuitiva, de ideias pós-modernas, construtivistas e
    românticas que têm influenciado a educação. (…)

    É inspirador, entretanto, tomar contacto com o debate processado noutros países, nomeadamente nos Estados Unidos, onde Chall, Hirsch e Ravich, entre outros, têm feito uma crítica sistemática à pedagogia dita progressista. Um debate semelhante tem sido desenvolvido em Inglaterra, nomeadamente por Woodhead e O’Hear, tal como em França, onde professores do secundário e superior se têm manifestado contra o «politicamente correcto» pedagógico, e em Espanha, onde sobressaem os trabalhos de Quintana Cabanas, um professor de pedagogia muito crítico da corrente romântica”.

    http://www.filedu.com/ncratoeduques.pdf

    Como se pode ver, a educação dita “moderna” vem sendo questionada em Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Estados Unidos.

    E no Brasil?

  10. Nassif e amigas/os, é o
    Nassif e amigas/os, é o desprezo pela criança e pelo jovem que leva a isso.

    Essa turma, que começa com o Covas e chega em quem está hoje como governador, não foi capaz de realizar os concursos para efetivar os professores, imagina fazer bons cursos para capacitá-los.

    Vejam a diferença, comprovada, quando se investe na formação do educador.

    E notem como a folha de são paulo omite que a gestão municipal em Jales é do PT.

    Coloquei o texto na íntegra no meu espaço na Comunidade.

    Abraços, Gustavo Cherubine.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2601200907.htm
    São Paulo, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
    Jales tem boas notas mesmo com gasto menor
    DA REPORTAGEM LOCAL

    Apesar de ter um gasto por aluno 59% inferior à média nacional, a rede de ensino de Jales (SP) obteve notas 21,5% superiores na Prova Brasil.
    Segundo a secretária da Educação, Élida Maria Barison da Silva, o desempenho pode ser explicado pela prioridade do município em capacitar seus professores -segundo dados do MEC, 90,5% dos docentes da rede completaram o curso superior (em 2005).

    *Completo na minha página na Comunidade.

  11. O pai do Gilberto Kassab é ou
    O pai do Gilberto Kassab é ou foi até recentemente diretor (ou cargo semelhante) do Liceu Pasteur, colégio tradicional situado em Vila Mariana, São Paulo, capital. Não confundir com o Liceé Pasteur – que também se situa em local próximo em Vila Mariana – o qual segue também o currículo das escolas da França com aulas em francês. Ambas escolas tiveram origem na mesma instituição.

    Até entendo que o diretor de uma escola tradicional de classe média possa ser um educador capaz de contribuir com a educação pública do governo estadual, mas ele não encara os problemas que um diretor de escola pública do mesmo bairro encara diariamente. Moro aqui e vejo muitas crianças de um favela pequena que existe neste bairro irem às aulas nas poucas escolas públicas que existem neste que é um dos bairros mais ricos da cidade de São Paulo.

    O Liceu Pasteur e as escolas públicas de Vila Mariana são mundos diferentes.

  12. Um pouco de história.
    Eleição
    Um pouco de história.
    Eleição de Montoro para Governador e nomeação de Mário Covas para prefeito de São Paulo.
    Secretária de Educação do Município: Guiomar Namo de Mello: chefe de gabinete, Rose Neubauer. Reformaram e profissionalizaram a Secretaria Municipal de Educação que antes era um feudo de políticos da pior estirpe.
    Paulo Renato: Reitor da Unicamp e Secretário Estadual de Educação.
    Sem cargos, após a eleição seguinte, estacionaram nos States: Paulo Renato (BID), Guiomar Namo de Mello (Banco Mundial).
    Eleição de FHC para Presidente e Mário Covas para Governador:
    Paulo Renato: Ministro da Educação.
    Rose Neubauer: Secretária estadual de Educação de São Paulo.
    Guiomar, na surdina.
    Com os mesmos atores a atuação seria equivalente, ledo engano.
    Na gestão de Paulo Renato no MEC, um fato pouco comentado que necessita de uma boa pesquisa é a avaliação (novamente) dos livros didáticos que seriam adquiridos pelo MEC. Inviabilizou algumas editoras que, por acaso, hoje pertencem ao grupo Abril.
    Na gestão de Rose Neubauer (Rosa a louca) o que merece uma investigação são os contratos para “reciclagem” de professores da rede, meu faro indica para a empresa de “estudos, iniciativas e projetos na área de…”.
    Convém apreciar os atuais contratos na secretaria municipal de educação de SP.
    Como não sou historiador nem investigador paro por aqui.
    Acrescento apenas a complementação abaixo, retirada do site da eminência parda.
    Guiomar Namo de Mello é diretora da EBRAP – Escola Brasileira de Professores, empresa dedicada a estudos, iniciativas e projetos na área de educação inicial e continuada de professores da educação básica.
    Nessa empresa está prestando consultoria para projetos de formação inicial de professores da educação básica em nível superior, presenciais e a distância.
    Alguns projetos educacionais em andamento
    • Grupo Pitágoras: produção de material para cursos de formação de professores da educação básica.
    • Secretaria Municipal de Educação de São Paulo: um estudo da gestão pedagógica das escolas municipais.
    • Sistema de Ensino COC: revisão dos materiais de alunos e professores que estão sendo utilizados junto a escolas de redes municipais, em várias regiões do Estado de São Paulo e do país.
    • Secretaria de Educação do Estado de São Paulo: reelaboração da proposta curricular de 5ª a 8ª série e de ensino médio; formulação da política de Educação Profissional da Secretaria.
    • FESP – Fundação Escola de Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro: elaboração de projeto para residência escolar de professores admitidos por concurso para a Secretaria de Educação do Estado.
    Em 1997 regressou ao Brasil para assumir a Direção Executiva da Fundação Victor Civita, uma organização sem fins lucrativos mantida pelo Grupo Abril que se dedica a publicações especializadas para professores de educação básica. Nesta posição vem exercendo a Direção Editorial da revista NOVA ESCOLA e de outras publicações especializadas entre as quais se destaca o OFÍCIO DE PROFESSOR.

  13. Como estamos cansados de
    Como estamos cansados de saber, “esta é mais uma obra do PSDB” acostumados a destruirem tudo o que é público ou de responsabilidade dos governos(saúde, educação, transporte, etc ) em prol das empresas privadas.

  14. A verdade é que o PSDB
    A verdade é que o PSDB governa São Paulo há 14 anos sem ter elaborado um Plano Estadual de Educação. Esse mesmo governo, com a ajuda da imprensa, quer passar para a sociedade que a culpa é dos professores.

    As escolas públicas do Estado estão sucateadas. E os salários do magistério? Além de tudo, metade dos profissionais da rede atua com contratos de trabalho temporário. Não se fazem concursos: a educação é vista como custo e não como investimento.

  15. Nassif:
    Se todos os
    Nassif:
    Se todos os professores, secretarios de educação (estaduais e municipais), ministro da educação, governadores, prefeitos, lessemo livro do escritor Augusto Cury, e colocassem em pratica as tecnicas pedagogicas, que o escritor sugere, teriamos excelente educaçao, não é só a melhoria salarial dos professores que irá resolver o problema, é necessaria a colaboração dos pais, bem como dos alunos como um todo. O arranjo fisico das carteiras como é atualmente, prejudica e muito o aprendizado do aluno, se fossem de forma circular, melhoraria muito, alem de professor ter o controle de classe, poderia observar se o aluno estava tendo alguma dificuldade no aprendizado, e poderia ajuda-lo mais eficazmente.
    para que a educação seja excelente, é preciso professores motivados, instalações fisicas das escolas adequada, diretora competente, pessoal de apoio capacitado. e o mais importante, conteudo do ensino que atendam as necessidades da educação dos alunos, não há necessidades de intupir os alunos com tanta informações que não levam a nada, exemplificando: se um aluno pretende ser um quimico, pra que intupir ele com assuntos relativo a disciplina de historia, deveriamos ter um conteudo voltado para o essencial, as disciplinas reprovativas deveriam ser: matematica, quimica, fisica, biologia, portugues, educação ambiental, basico de informatica, e indioma estrangeiro (ingles ou espanhol), as outras materias deveriam ser complementativas (historia, geografia) e outras que não tivessem aplicação pratica efetiva, isto porque as empresas em testes seleçao de novos funcionarios, exigem apenas conhecimentos nas materias de matematica, portugues, informatica, idioma estrangeiro (ingles ou espanhol), raramente quimica, fisica e biologia e nunca historia, geografia e tantas outras que entopem os alunos, e que nunca será colocada em pratica na vida cotidiana. A educação, para ser excelente, é preciso ser lavada a serio, os professores precisam trabalhar em regime integral, ganhar um salario justo que não necessitem trabalhar em tres turnos, e a maioria faz da escola publica, o chamado “bico”, enquanto nas particulares eles trabalham, e em muitas delas o salario é inferior, e relação as escolas publicas, o regime de ponto eletronico deve ser implantado para todos os funcionarios das escolas, desde o funcionario menos graduados ate a diretora, com isso acabariam com tantas ausencia de professores as classes de aulas, a implantação de camaras nas salas de aulas, deve ser impantadas para apoio da diretoria no controle do serviço, afim coibir os abusos dos “professores do faz de conta” que leciona, e não leciona coisa alguma, levam trabalhos os dos alunos da escola particular, para corrigir na sala de aula da escola publica, é preciso os pais e o gremio estudantil participarem mais efetivamente na fiscalização ou conselho participativo das escolas, participando de reuniões de pais e mestres e diretoria da escola.

  16. Eu sou professor da rede
    Eu sou professor da rede estadual com mais de 20 anos de carreira. A educação nesse período passou do modelo abandono (a patir de 1979) ao modelo econômico (quanto menor o gasto melhor). Os primeiros ataques foram relativos aos salários, hoje “estabiliazados” com apenas 25% do poder de compra de 1979. A partir de 1994, tornaram-se perigosos novos ataques aos salários (campanhas eleitorais) nos mesmos níveis anteriores, resultando na opção de diminuir o número de professores. Para isso, recorreram à progressão continuada (em tese, o respeito da velocidade de aprendizagem do aluno) implementada na forma de aprovação automática. Complementando a economia de verbas para a educação tivemos o inchaço das salas de aula (45 a 50 alunos por sala), causando o fechamento de salas e de escolas. Evidentemente a qualidade da educação básica desmoronou. Nos últimos anos passamos para o modelo “bode espiatório”.
    “A culpa da qualidade precária da educação no estado de São Paulo deve ser atribuída aos professores mal preparados e ao sindicato político-partidário”.
    Analisando a formação dos professores, quem gostaria de fazer uma faculdade por 4 anos, geralmente em escola particular (paga); receber como salário-base, após 20 anos o valor de R$ 1500,00 para trabalhar em três turnos (manhã, tarde e noite); tentar lecionar em 16 salas diferentes por semana (de 720 a 800 alunos); e, finalmente, ser responsável pelo fracasso escolar dos alunos?
    A resposta não é simples: ou é maluco e encara a profissão como um sacerdocio, ou não depende do seu ganho para sobreviver ou não consegue arranjar um emprego melhor por falta de capacidade. Na última opção temos que incluir outros profissionais que fazem da educação o famoso “bico”.
    Finalmente chegamos ao dia de hoje, onde a secretária de educação de São Paulo noticia, com grande prazer, que 1500 “professores” tiraram zero na provinha: 1- a prova não foi realizada apenas pelos professores, mas também pelos candidatos a professores. 2- não informa que esses 1500 professores representam 0,7% do total de avaliados (incluindo os que protestaram entregando a prova em branco). 3- uma avaliação estadual onde as provas vieram “lacradas” com fita adesiva e envelope vulgar (tenho foto). 4- correção das provas sem nenhuma transparência, não sendo divulgadas as notas do conjunto.
    O PSDB está no poder nos últimos 14 anos e não é responsável pelo fracasso da educação no Estado de São Paulo?

  17. Luis

    A maioria dos
    Luis

    A maioria dos doutores teóricos da educação nunca deu aula. Os que deram, nunca deram aulas decentes, salvo minoria. No ensino público então, creio que nenhum deles. Falar é fácil: vai pra sala de aula pra ver o que é bom pra tosse.

    Para melhorar a qualidade dos professores da rede é simples:

    1) Pagar mais. Melhores profissionais seriam atraídos.
    2) Acabar com a aprovação automática. Devolveria algum respeito ao professor.
    3) Diminuir o tamanho das salas. Cincoenta alunos por sala é o dobro do aceitável. Piaget trabalhava com 10, 15 alunos por sala. Com 50 teria ficado louco antes de bolar suas teorias.

    Finalizando: Porque ninguém fala que se fecham centenas de salas no ensino público a cada ano, desde a gestão Chalita? Porque ninguem fala que as delegacias de ensino negam a abertura de salas com menos de 40 alunos?

  18. Completando: escola não é
    Completando: escola não é empresa, educação não é negócio, professor não é blue-collar.

    Coloca neo-liberal para cuidade de educação pública e ele vai acabar com ela, afinal, quem é rico põe filho em escola particular, filho de empregada não tem que aprender nada mesmo, que fique em seu lugar.

  19. Acho que o PT tem dado pouca
    Acho que o PT tem dado pouca importância ao governo do Estado.São Paulo preciso de um choque de gestão petista para ampliar o papel do Estado, a exemplo do que o presidente Lula vem fazendo. Nada justifica que nesta década e meia de governo tucano, os indicadores sociais do Estado mais rico da Federação estejam abaixo da média nacional.

  20. Aki no RN, nós temos o CEFET,
    Aki no RN, nós temos o CEFET, agora IFET, como referencia no ensino publico…dah de capota em muuuuuita, muuuita msm, escola particular do estado.

    Pra entrar eh uma luta….

  21. Eu me lembro quando no início
    Eu me lembro quando no início da década de 90 o governo do Ministro Patrus Ananias introduziu a “Escola Plural” na Prefeitura de BH. A idéia era a mesma, vamos eliminar a reprovação e fazer o acompanhamento integral e individual do aluno.
    Dessa frase só ficou a primeira parte, o fim da reprovação.

    Só para ilustrar que burrice não tem ideologia.

  22. Alguém sabe como anda aquele
    Alguém sabe como anda aquele Projeto UCA – Um Computador por Aluno do governo federal? Me parece que algumas escolas foram escolhidas para um piloto do projeto. Como terá sido essa experiência?

  23. O governador José Serra
    O governador José Serra agindo atravéz de sua secretária Maria Helena está dando mais uma aula de deseducação e de autoritarismo com a referida prova aos professores. Primeiro porque legalmente esta prova não existe (Lei 444/85, artigo 45). Segundo porque é muito fácil jogar sempre a culpa de seus erros nas costas de outrem, no caso, novamente são os professores. Terceiro,é sabido que o processo da prova foi permeado por irregularidades e falta de organização, inclusive com denúncias da existência de gabarito da prova de História, professores que não fizeram a prova e ficaram com notas, professores que ficaram com nota zero, etc… A secretária para fugir dos erros se apegou neste último fator e jogou para a população que professores sem preparo estão nas salas de aulas. O fato é que não temos uma política da educação debatida democraticamente e definida por este governo. Cada secretário novo são novas pancadas na cabeça dos professores, que precisam de apoio e melhor preparo sim, mas elegê-los como “bóde espiatório” de toda esta desordem não é justo. Sou a favor de concurso para efetivação dos professores e não de uma prova desorganizada e ilegal.

  24. Caro Nassif .
    Desde quando o
    Caro Nassif .
    Desde quando o PSDB tomou posse do governo de São Paulo , a educação deixou de ser objeto de investimento no desenvolvimento . Não interessa nem ao PSDB , ao nem PT e nem a partido nenhum que o nosso povo saiba mais do que juntar letrinhas . O povo brasileiro , para os nossos governantes , inclusive aquele que diz se orgulhar de não ter nenhum diploma e ser Presidente , só serve para legitimar a posse deles nos cargos , nos quais eles só vão se preocupar em tornar os seus filhos , genros , noras , afilhados , filhos fora do casamento , ex maridos e ex mulher , amantes , netos , compadres , churrasqueiros e afins , em Ronaldinhos . Para o povo brasileiro “uma banana” e um belo ” nariz de palhaço” .

  25. Caro Nassif;

    O projeto de
    Caro Nassif;

    O projeto de Lei n. 480/2007, de autoria do senador Cristovam Buarque, será votado na CCJ daqui a alguns dias! Temos que precionar a comissão pela aprovação deste projeto, que sem dúvida irá provocar um revolução no ensino público brasileiro.

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