O IDESP e a valorização do professor

Por Maria Magnoni

Olá Felipe, olá Nassif,

Estou com meu tempo muito curto, mas agora não vou ficar quieta, pois estou com essa história dos índices do IDESP e do Bônus entalada na minha garganta desde de anteontem.

Em primeiro lugar sei de fontes fidedignas, que claro tenho de preservar, que tem escola ( sobretudo no interior) que simplesmente dá “um jeitinho” de passar as repostas para os alunos das provas do SARESP. Esse é somente um dos efeitos perversos da política de bônus, ou seja, uma parcela da categoria vende sua ética e sua dignidade profissional por uns míseros trocados.

E quero também fazer uma denúncia que diz respeito diretamente a mim:

Trabalho na EE. Prof. Emygdio de Barros no Butantã, temos Ensino Fundamental e Médio, atendemos cerca de 2000 alunos, nosso quadro docente comporta doutores, mestres, mestrandos e doutorandos ( inclusive essa que vos escreve), recentemente postei aqui no blog contando que ano passado ganhamos medalha de prata na Primeira Olimpíada Brasileira em História do Brasil, realizada pela Unicamp com apoio do CNPq e da Biblioteca Nacional. A premiação foi dada a grupos de escola, vale dizer que ganhamos o segundo lugar juntamente com escolas particulares de primeira linha da cidade de São Paulo.

Nossos 3º anos do Ensino Médio matutino do ano de 2009 eram muito bons, porém os do noturno ( como de costume) bem mais fracos, e talvez em decorrência disso não atingimos o índice do IDESP ( no Ensino Médio) estipulado para a escola. E sabe o que aconteceu? Fomos exemplarmente PUNIDOS! Recebemos um valor de bônus que varia entre R$25,00 e R$ 400,00. Só que quando a escola foi premiada na olimpíada foi notícia no Portal do Governo do Estado de São Paulo ( como vocês podem ver abaixo). E sabe quanto recebeu a professora que coordenou o grupo e que está citada na matéria? Menos de R$200,00! Essa é a propalada valorização que o governo do PSDB vem dando aos professores e a Educação desde de 1995!! Tenho certeza que cotidianamente fazemos o possível e o impossível para ensinar e geralmente em condições completamente adversas e portanto queremos reajuste salarial de fato e não bônus que são sujeitos a todo tipo de manipulação! E a greve continua!!

Abraços.

Sex, 18/12/09 – 09h00- Portal do Governo do Estado de São Paulo

Alunos da Capital ganham medalha na Olimpíada de História

Equipe da escola do Butantã conquistou a segunda colocação no campeonato

Os alunos da Escola Estadual Professor Emygdio de Barros, localizada bairro do Butantã, conquistaram a medalha de prata na I Olimpíada Nacional de História, promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O grupo foi formado pelos estudantes Rayssa Moreira Santos, Patrícia Silva Dias e Natanael Peres Fernandes e pela professora Marina Ferri.

Realizado entre 21 de setembro e 13 de dezembro deste ano, o campeonato reuniu cerca de cinco mil equipes, com alunos da 8ª série do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, matriculados em escolas públicas e privadas de todo o Brasil. “É um orgulho ver nossos alunos se destacando em eventos como esse, o que demonstra a qualidade da formação oferecida pelo Estado”, afirma o secretário da Educação, Paulo Renato Souza.

A Olimpíada contou com seis fases, cinco delas pela internet, nas quais os alunos respondiam a questões de múltipla escolha e depois tinham que cumprir tarefas, que consistiam em trabalhos de pesquisa. A sexta e última fase foi presencial e aconteceu na Unicamp. Os alunos tiverem que responder a questões dissertativas e escrever uma redação sobre o tema “A História é uma Ciência da Diversidade”.

Segundo a professora Marina Ferri, não houve nenhuma preparação especial dos alunos para a Olimpíada. “O resultado é fruto do trabalho pedagógico desenvolvido diariamente na escola. São alunos do 3º ano do Ensino Médio que estão conosco desde o Ensino Fundamental”, salientou. Os três alunos vencedores foram aprovados na primeira fase do vestibular da Fuvest, dois deles para o curso de Letras e um para o curso de Engenharia Civil.

Além da EE Profº Emygdio de Barros, outras 27 escolas da rede estadual paulista receberam menção honrosa por terem chegado à final da Olimpíada de História.

Da Secretaria da Educação

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