Força-tarefa pretende agilizar reforma agrária

Enviado por Lair Amaro

Da Agência Brasil

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) criou hoje (28) uma força-tarefa para identificar áreas que podem ser desapropriadas e mapear famílias acampadas para tentar agilizar a reforma agrária. Em todo o país, há cerca de 130 mil famílias acampadas à espera de assentamento, segundo o governo.

A ampliação da reforma agrária é uma das principais cobranças dos movimentos sociais do campo ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Em 2014, segundo dados mais recentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o governo assentou 32 mil famílias. Desde 2011, início do governo Dilma, foram 107 mil famílias assentadas, resultado muito inferior ao de governos anteriores. Nos primeiros quatro anos de mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assentou 232 mil famílias, por exemplo. 

Levantamento

Com a força-tarefa, um grupo de especialistas fará o mapeamento dos acampamentos no país. A ideia, segundo o ministro Patrus Ananias, é fazer um levantamento completo das condições dessas famílias: onde estão (em qual estado, município, distrito); qual a faixa etária e nível de escolaridade; qual o perfil dessas famílias (se têm aptidão para a atividade agrícola, por exemplo); se já estão no Cadastro Único, entre outras.

O grupo também fará um levantamento de terras passíveis de desapropriação para reforma agrária, e vai avaliar pontos como a produtividade e fertilidade do solo, a existência de recursos hídricos na região, além de infraestrutura e acesso a mercados nas proximidades.

O levantamento será feito em parceria com o Incra, com outros ministérios (como o da Agricultura e o do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e governos estaduais e municipais.

O grupo de trabalho será composto por diretores das quatro secretarias do MDA, dois representantes do Incra e um do gabinete do ministro. O levantamento será feito sob a supervisão de Patrus Ananias, da secretária-executiva do MDA, Maria Fernanda Ramos Coelho, e da presidente do Incra, Maria Lúcia de Oliveira Falcón.

Em entrevista à Agência Brasil, Patrus disse que, após o mapeamento, será possível dar início a um processo mais intenso de assentamento das famílias. Segundo o ministro, um dos desafios para a evolução da reforma agrária no Brasil é o tamanho e as diversas realidades do país.

“Queremos levar as políticas públicas de saúde e educação, por exemplo. Em alguns locais é mais fácil. Mas, no Nordeste e na Amazônia, tem acampamentos que são mais dispersos. [É preciso ter] acesso a cidades, acesso a mercados, estradas, pontes, infraestrutura no local ou próximo.”

Um assentamento ideal, segundo Patrus, seria aquele em que as pessoas pudessem ter uma vida comunitária, com acesso à escola, assistência médica, terras produtivas, água e espaços para a prática de esportes e lazer, fundamentais para que os jovens queiram permanecer no campo.

“E que fosse montada uma boa e sólida cooperativa, porque é muito difícil o agricultor sobreviver sozinho numa sociedade competitiva como a nossa. A união faz a força e agrega valor. Além disso, que ela [a comunidade] estivesse próxima de uma cidadezinha maior, com uns 50 mil habitantes, onde os agricultores pudessem vender seus produtos”, acrescentou.

Outro desafio é a desapropriação de terras, um processo caro e demorado. “O preço das terras varia muito, de acordo com a localidade e a qualidade [da terra]. Quanto mais perto das cidades, mais cara e mais valorizada é a terra”, disse.

Agricultura familiar e reforma agrária
Patrus destacou a necessidade de desenvolvimento da agricultura familiar para geração renda e independência dos assentados da reforma agrária e citou a compra de produtos de pequenos produtores como uma das iniciativas para estimular essa atividade.

“A presidenta Dilma assinou um decreto determinando que todos os órgãos federais que consomem alimentos comprem pelo menos 30% da agricultura familiar. Nós queremos ampliar essa parceria com os governos estaduais, municipais, com a sociedade civil, ONG’s, hospitais e universidades.”

O ministro também ressaltou a importância da agricultura familiar para a preservação da segurança alimentar e nutricional diante do atual contexto de importação de alimentos que são básicos na mesa do brasileiro e que o país pode produzir em grande quantidade e qualidade, como o arroz e o feijão.

“As notícias são muito preocupantes. O Brasil está importando arroz e feijão. É claro que o país precisa exportar, nós temos condições para isso e precisamos de divisas, mas temos que definir uma clara prioridade. A produção de alimentos deve ser, sobretudo, para garantir a alimentação do povo brasileiro”, disse.

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3 comentários

  1. Bota agilização nisto

    The world’s first robot-run farm will harvest 30,000 heads of lettuce daily

     

    Spread

    The Japanese lettuce production company Spread believes the farmers of the future will be robots.

    So much so that Spread is creating the world’s first farm manned entirely by robots. Instead of relying on human farmers, the indoor Vegetable Factory will employ robots that can harvest 30,000 heads of lettuce every day.

    Don’t expect a bunch of humanoid robots to roam the halls, however; the robots look more like conveyor belts with arms. They’ll plant seeds, water plants, and trim lettuce heads after harvest in the Kyoto, Japan farm. 

    “The use of machines and technology has been improving agriculture in this way throughout human history,” J.J. Price, a spokesperson at Spread, tells Tech Insider. “With the introduction of plant factories and their controlled environment, we are now able to provide the ideal environment for the crops.”

    SpreadA worker at the Kameoka Plant. Not a robot.

     

    The Vegetable Factory follows the growing agricultural trend of vertical farming, where farmers grow crops indoors without natural sunlight. Instead, they rely on LED light and grow crops on racks that stack on top of each other.

    In addition to increasing production and reducing waste, indoor vertical farming also eliminates runoff from pesticides and herbicides — chemicals used in traditional outdoor farming that can be harmful to the environment.

    The new farm, set to open in 2017, will be an upgrade to Spread’s existing indoor farm, the Kameoka Plant. That farm currently produces about 21,000 heads of lettuce per day with help from a small staff of humans. Spread’s new automation technology will not only produce more lettuce, it will also reduce labor costs by 50%, cut energy use by 30%, and recycle 98% of water needed to grow the crops.

    The resulting increase in revenue and resources could cut costs for consumers, Price says.

    “Our mission is to help create a sustainable society where future generations will not have to worry about food security and food safety,” Price says. “This means that we will have to make it affordable for everyone and begin to grow staple crops and plant protein to make a real difference.”

    Spread

    Spread is also developing sensors to provide data about how specific type of crops grow. These sensors would alert human workers if a crop is not growing correctly, allowing them to adjust techniques as necessary.

    Farm robots will certainly eliminate some human jobs, but they could also create new and more interesting jobs for people. Spread’s human farmers, for example, will be able to concentrate on developing sustainable farming methods and learning how to produce higher quality vegetables.

    The Vegetable Factory will open next year, and eventually, Spread hopes to build similar robot farms around the world. 

    SEE ALSO: The future of agriculture is an indoor vertical farm half the size of a Wal-Mart

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