Fundação Banco do Brasil entrega 80 mil cisternas no semiárido

Da Fundação BB
 
 
As cisternas permitem o armazenamento d’água para convivência de 300 mil pessoas com o período de seca
 
Nesta terça-feira, 10, a Fundação Banco do Brasil oficializa o cumprimento da meta de construção de 80 mil cisternas de placas no semiárido brasileiro. Com investimento social de R$ 180 milhões, a entrega é um marco histórico da atuação da Fundação BB na reaplicação da tecnologia social “Cisterna de Placas Pré Moldadas”, certificada na primeira edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2001. A solução simples para armazenar água da chuva é uma alternativa para a convivência com a seca e tornou-se política pública  no semiárido por meio do Programa Água para Todos, do Governo Federal.
 
As 80 mil cisternas permitem o armazenamento de 1,28 bilhão de litros d’água para que cerca de 300 mil pessoas em 133 municípios de nove estados brasileiros (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) possam conviver dignamente com o período de seca na região. Além de receber a cisterna, cada família atendida é capacitada para o gerenciamento dos recursos hídricos, aprendendo a fazer a manutenção e o consumo racional da água. Com isso, é possível que uma família de cinco pessoas possa conviver com a seca por até oito meses.
 
Mais do que garantir o acesso à água para consumo, o processo de construção das cisternas de placa tem base em ações de desenvolvimento local e de inclusão socioprodutiva. A seca passa a ser compreendida pela população como uma situação com a qual se pode conviver, cuja solução não virá unilateralmente do Estado, mas por meio da articulação de grupos locais e do empoderamento de atores historicamente marginalizados no processo de tomada de decisões. As cisternas, então, representam a conquista da cidadania num processo de inclusão e de transformação social.
 
Cisternas por estado:
• Alagoas 4.606
• Bahia 18.907
• Ceará 16.436
• Minas Gerais 9.006
• Paraíba 8.116
• Pernambuco 7.220
• Piaui 4.384
• Rio grande do Norte 8.658
• Sergipe 2.750

 

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7 comentários

  1. Cisternas para o semiárido

    Nassif,

    Se foram somente aquelas cisternas de placa de concreto, é de se imaginar que as mesmas tenham sido objeto da necessária impermeabilização, caso contrário é 110 % de chance para doença de veiculação hídrica.

    As cisternas de plástico, além de desprezar a necessidade da mão de obra local, não oferece os riscos que estão embutidos na cisterna de concreto.

    • Alfredo, pode ser que seja,

      Alfredo, pode ser que seja, mas eu desconheco o assunto de “agua doente” por razoes bacteriais EXCETO onde a incidencia de tuberculose eh alta.  Eh relativamente facil tratar agua seja no solo ou em cisternas ou ate aquarios (meus peixes nunca ficaram doentes uma unica vez em mais de 3 anos, por exemplo).  Mas o know-how tem que ser espalhado pra quem quizer ouvir!

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=EqCp2RRFrc0%5D

      Uh…  versao bizarra, nada a ver com o original.

      • Cisternas à vontade

        Ivan, tudo bom?

        Quando o Programa de 750 mil cisternas foi iniciado, fulminei a Ong oportunista aqui no blog, e à noite a ministra Miriam Belchior interferiu, ou seja, alguém lá do Planejamento acompanhou a forte discussão e providenciou o lógico, muitas cisternas de PVC, imunes a qualquer ação externa.

        As de concreto estavam previstas para serem feitas com mão de obra local, piada de péssimo gosto.

        No patropi, o Ministério d Saúde gasta anualmente e há muitos anos, em torno de 2 bilhões de dólares com doenças de veiculação hídrica, o que já tinha comentado aqui no blog.

        Um abração

         

        • (Alfredo, perdao, suponho que

          (Alfredo, perdao, suponho que eu estava falando como americano:  nao conheco doencas tropicais!)

  2. Pra variar, se a cisterna

    Pra variar, se a cisterna fosse importada, teria valor. Seria notícia. Mas, é uma cisterna oferecida pelo Brasil e, sabe como é…Aqui nada presta, nada é possível, os vira-latas sempre optarão em ser cidadãos do ,se tivesse, quinto mundo.

  3. QUEM VAI CAVAR O BURACO?

    Bela iniciativa do governo federal, utilizando-se na Fundação banco do Brasil. Cisternas para todos que tem sede.

    Porém,  dias atrás, vi numa revista fotos cisternas de fibra de vidro “estacionadas” na frete de algumas casas há bastante tempo e seus habitantes fazendo nada. Em vez de cavar o buraco para colocá-la dentro e tornar possível o aproveitamento das águas das chuvas, apenas um olhar complacente com a seca. Motivo da preguiça: esperando que alguma máquina da prefeitura viesse ali para fazer o serviço…Esse é o nosso povo brasileiro!  Pelo amor de deus, me tragam uma cadeira de rodas! 

    • Cisternas

      Vá no Dr. Google , coloque cisternas semi arido e procure por imagens. Esta revista que voce viu so mostrou o que ainda não tinha sido feito.  Mas este programa é irretocável.

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