Haddad busca espaço para vender produtos feitos por beneficiários do Braços Abertos

Jornal GGN – O governo do prefeito Fernando Haddad (PT) estuda ampliar o leque de atividades dos beneficiários do programa de combate ao consumo de crack, Braços Abertos, com a criação de uma “lojinha” para comercializar os objetos de artesanato feitos pelo público alvo das oficinas oferecidas pelo projeto criado em 2013. As informações são da Folha desta quarta-feira (4).

Segundo o jornal, a Prefeitura negocia o uso de um prédio na redião dos Campos Elíseos, a poucas quadras da chamada Cracolândia, que abrigaria o comércio no saguão e no mezanino e, nos andares superiores, a hospedagem dos beneficiários.

“Se, a partir de uma oficina, a pessoa consegue fazer uma pintura ou escultura, ela vai se sentir útil. Queremos iniciar uma apresentação para a sociedade do que foi possível, a partir do Braços Abertos, eles produzirem”, disse à Folha Benedito Mariano, coordenador do Braços Abertos e secretário de Segurança Urbana.

Atualmente, há 505 pessoas cadastradas no Braços Abertos, e pouco mais da metade delas (298) recebe a bolsa de cerca de R$ 500,00 mensais por participar da frente de trabalho. Os demais permanecem com hospedagem, alimentação e assistência mesmo sem atenderem a alguma atividade.

A Prefeitura quer ampliar o leque de cursos ofertados em oficinas, para oferecer mais opções de trabalho aos beneficiários. “Atualmente, há oficinas de estética e beleza, reciclagem de pneus, manutenção predial, reciclagem, costura e brechó. O objetivo é criar mais oito opções até o início de 2016, algumas das quais funcionariam no local da lojinha”, escreveu a Folha. Como as oficinas dependem da adesão dos atendidos, eles serão consultados sobre o assunto, acrescentou o jornal.

Além disso, o Paço anunciou que pretende incluir 50 novos beneficiários ainda em 2015 no Braços Abertos e melhorar a infraestrutura do programa. A Folha mostrou esta semana que cerca de 100 usuários deixaram o programa até agora, e outros atendidos pelo projeto se queixam da situação dos hotéis e da tenda na região central, que será reforma no valor de R$ 180 mil.

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