Ipea quer repensar divisão das classes sociais no Brasil

O Instituto estudará quem é o brasileiro, além da classificação por critério de renda, e estratégias para a educação do país
 
 
Jornal GGN – O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) fechou parcerias com o Ministério da Educação e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para estudar as classes sociais brasileiras e estratégias educacionais para o país, anunciou o presidente do Instituto, Jessé Souza.
 
A parceria foi anunciada em um encontro, nesta quarta-feira (23), do executivo com o ex-ministro do Planejamento, Reis Velloso, o ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, o ex-deputado federal Walter Barelli, todos integrantes do Conselho de Orientação do Ipea.
 
Jessé, sociólogo com pós-doutorado, considera um “descalabro” o Brasil definir as classes sociais partindo do critério da renda. “70% da população não pertencem a classes marcadas por privilégios de conhecimento, como a classe média. Essa é a classe do privilégio. Ela tem condições de comprar o tempo livre dos filhos, que, assim, podem aprender línguas estrangeiras e ascender a cursos de pós-graduação”, disse na reunião.
 
Carlos Lessa considerou que “a elite não tem a menor ideia do que é o brasileiro”. Já Reis Velloso apontou sobre a necessidade de uma visão estratégica para o país: “Esse foi o problema do Brasil nas últimas décadas: só conseguiu fazer ‘voos de galinha’. E perdeu a visão estratégica”. 
 
Walter Barelli lembrou que há conquistas maiores sob risco diante do cenário de crise. “Alguns colocam em questão a Constituição Brasileira. Há um debate recorrente no qual se argumenta que o que a Constituição estabeleceu não cabe no orçamento brasileiro. Lutamos muito para tê-la. E ela pode cair por conta de análise mal feita”, afirmou.
 

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