Ministério faz mudanças e relança campanha para prostitutas

Por j. carlos

Da Folha

Com mudanças, Ministério da Saúde relança campanha para prostitutas

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

Dois dias depois de retirar do ar uma ação voltada para prostitutas e de demitir o responsável pela campanha, o Ministério da Saúde relançou as peças com alterações.

Na terça-feira (4), o ministro Alexandre Padilha (Saúde) criticou a mensagem de uma das peças da ação lançada no último final de semana, voltada para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

“Eu sou feliz sendo prostituta” era a frase que acompanhava a foto de uma mulher. Segundo o ministro, a pasta deve se limitar a divulgar mensagens de prevenção –o que, para ele, não seria o caso da peça em destaque.

O diretor exonerado do departamento de DST, Aids e hepatites virais do ministério, Dirceu Greco, defendeu que a mensagem tinha conteúdo de saúde, por trabalhar a redução do preconceito. Greco foi demitido após a polêmica.

No novo formato, que entrou no site do ministério no início da noite desta quinta, as peças tiveram o reforço da mensagem de prevenção e do uso do preservativo. A peça polêmica foi retirada e a ação ganhou outro nome: “Prostituta que se cuida usa sempre camisinha” em vez de “Sem vergonha de usar camisinha”.

O vídeo que acompanha as peças, com mulheres olhando para a câmera afirmando serem prostitutas, não voltou para o site.

Após a divulgação da campanha, deputados da bancada evangélica dispararam ataques à presidente Dilma Rousseff e cobraram explicações do ministério. “O que o governo faz é um crime, é apologia à prostituição. O governo está patrocinando um crime ao defender essa conduta”, disse o deputado Marcos Rogério (PDT-RO).

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